segunda-feira, julho 01, 2013
Porque os perfeccionistas são os que geralmente mais falham
Há alguns anos atrás em uma universidade, um professor de pintura decidiu tentar um experimento em uma de suas turmas. No início do semestre, dividiu a classe em dois grupos e explicou a cada grupo que seriam avaliados de forma diferente.
Os alunos do grupo 1 seriam avaliados de acordo com o número total de quadros que pudessem criar ao longo do semestre, com pouca importância dada a qualidade.
Já os alunos do grupo 2 seriam avaliados em apenas um quadro. Eles tinham todo o semestre para trabalhar em apenas um quadro para torná-lo o mais impressionante possível.
No final do semestre, os alunos entregaram seus trabalhos para serem avaliados. Para surpresa do professor, os cinco quadros com a melhor qualidade veio do grupo que estava focado em quantidade dando menor importância a qualidade. Na verdade, a maioria dos quadros do grupo 2 eram terríveis. Devido ao excesso de trabalho e tentativa em torna-lo excepcional, os quadros ficaram rebuscados devido a tensão e insegurança dos alunos e pouco criativos.
Por que isso aconteceu?
Isso aconteceu porque há um enorme benefício em se permitir tentar e errar até que você aprenda com seus erros e melhore gradualmente. O fracasso pode ser um professor surpreendentemente eficaz se nós permitimos que ele seja.
Há também algo prejudicial em tentar ser perfeito o tempo todo. O perfeccionismo pode levar-nos a ser excessivamente críticos conosco e com nosso trabalho. Claro, ele pode produzir grandes resultados ao longo do tempo, mas geralmente causa muito mais frustração e insatisfação
Para os perfeccionistas, a vida é um relatório interminável de realizações. O perfeccionismo é normalmente acompanhado de depressão e transtornos alimentares por ser uma passagem só de ida para a infelicidade. O que torna o perfeccionismo tão tóxico é que, apesar de desejar ser bem sucedidos, estas pessoas estão mais focadas em evitar o fracasso.
Quando estamos totalmente focados em evitar a falha e o fracasso, perdemos a perspectiva sobre a grandiosidade da vida e da aprendizagem. Nós nos concentramos em nossos defeitos e falhas e os vemos estritamente como barreiras ao invés de oportunidades.
Certamente muitos perfeccionistas conseguem em alguns aspectos realizar muitas coisas na vida, mas a grande maioria deles sofrem muito emocionalmente. Eles nunca vão se sentir bem o suficiente, ou em paz.
Eu não sei qual seria a solução exata. Uma tentativa sensata seria começar a valorizar o enorme benefício que exite em fracassar. E assim, se permitir falhar de vez em quando. Paradoxalmente, quanto mais nós falhamos, mais perto chegaremos à perfeição por causa do que aprendemos.
Penso que os acontecimentos que chamamos de "falhas" só serão realmente falhas, se permitirmos que eles sejam. No coaching dizemos que não há falha, apenas feedback. Cada uma dessas falhas é uma oportunidade e experiência de aprendizagem.
Nós não somos perfeitos. Então vamos fazer o melhor que pudermos e aprender com as oportunidades.
domingo, junho 30, 2013
Sabotadores Internos
A SUA VIDA ESTÁ UM CAOS? CONHEÇA OS SEUS SABOTADORES SUBCONSCIENTES
Por Miguel Lucas em Saúde e Bem-Estar
Muitos de nós, por vezes passamos por momentos difíceis que colocam à prova as nossas forças e virtudes. Somos levados a entrar numa miríade de problemas que nos geram mal-estar, confusão, irritabilidade. A estabilidade emocional é afetada, os pensamentos negativos instalam-se, a ansiedade aumenta, a clareza de pensamento diminui e a vida fica um caos. Tudo parece um tormento, entra-se numa espiral negativa e as nossas emoções mais parecem ser comandadas por um tornado emocional que arrasa tudo por onde passa. Quantas vezes você se propôs à tentativa de mudar a sua vida para melhor para depois voltar a cair em velhos hábitos, confortáveis, deixando os seus objetivos caírem por terra?
FORÇAS AUTOSABOTADORAS OCULTAS
Para muitas pessoas este é um padrão que tem vindo a ganhar força. A pessoa compromete-se com a mudança e propõe-se a esforços perante algumas adversidades que enfrenta, mas, devido a vicissitudes que desconhece, como os mecanismos subconscientes autosabotadores, logo volta a sentir-se confusa e a instabilidade emocional volta a instalar-se. Situações como o término de um relacionamento, a perda de emprego, dificuldades financeiras, maus hábitos, vícios, problemas psicológicos como a ansiedade, depressão, ataques de pânico ou transtorno obsessivo-compulsivo, funcionam como um gatilho que pode levar a que se instale o caos na vida de uma pessoa.
Essas forças que você não entende mas que o mantêm preso nos velhos hábitos que o impedem de efetivar uma mudança positiva, são os seus sabotadores subconscientes, eles aparecem em forma de resistência, medo e dúvida quando o seu organismo (corpo e mente) se aproxima da mudança desejada.
O que eu quero transmitir-lhe é que é inteiramente possível superar o seu problemas e restabelecer o equilíbrio na sua vida. Você pode voltar a sentir ordem na sua vida. Assim que você perceba os mecanismos automáticos que contribuem para a sua confusão, a possibilidade de mudança positiva começará a fazer sentido. A chave é saber como restabelecer o controle, aprendendo a regular os seus estados internos (sentimentos e pensamentos), para lidar de forma eficaz com os obstáculos com que se depara na sua vida.
Os Passos que apresento a seguir certamente facilitarão o acesso aos seus sabotadores, permitindo eliminá-los:
1. OS TRÊS MAIORES SABOTADORES SUBCONSCIENTES
- MEDO: do desconhecido, de mudança, de afetar aqueles que o rodeiam, de se machucar, de arrependimento, etc.
- RESISTÊNCIA: de mudar, de formação de novos hábitos, a desistir de velhos hábitos, ir ficando desconfortável.
- DÚVIDA: que você pode fazê-lo, que você pode mantê-lo, que você vale a pena, que os outros vão aceitá-lo.
Quando você tem conhecimento sobre o que o mantém refém de si mesmo, quando trás à sua mente consciente tudo o que pode estar a minar a sua intenção de melhoria e de restabelecimento emocional, é muito mais fácil elaborar um plano de ação para eliminar os seus sabotadores internos.
Essas categorias não são mutuamente exclusivas, no entanto, os seus sabotadores subconscientes podem cingir-se apenas a uma categoria, como por exemplo o medo, ou a todas elas.
Quando você pretende mudar um hábito, tomar uma atitude, enfrentar uma determinada situação ou pessoa, quando se propõe a agir de outra forma, ou a ser mais assertivo, tente perceber nas diferentes categorias o que acontece com você:
- Que tipo de pensamentos, sentimentos e emoções são acionados?
- Daquilo que você pensa, age ou sente, o que pode estar relacionado com o medo, resistência ou dúvida?
- Você afasta-se das coisas, evita, paralisa-se, entra em pânico?
- Você não consegue propor-se a novas ideias, tem receio de arriscar, o seu pensamento é rígido?
- Não acredita em si mesmo, pretende ter certezas das coisas, quer saber se dá certo, quer saber o futuro?
Escreva todos e quaisquer pensamentos e emoções que se manifestam em você quando pretende restabelecer a ordem na sua vida, e não consegue.
2. IDENTIFICAR A ORIGEM DESSES PENSAMENTOS E SENTIMENTOS
Os seus sabotadores subconscientes são específicos, são seus, então você é a única pessoa que contém a informação que pode facilitar a descoberta da raiz desses pensamentos e sentimentos.
Analise a lista e pergunte a si mesmo as seguintes questões:
- Que informação me transmite aquilo que sinto?
- Que tipo de pensamentos estão alimentando aquilo que sinto?
- A que tipo de crença é que este pensamento está ligado?
- Há algo no meu passado que alimenta esse medo / resistência / dúvida?
Para cada um dos possíveis sabotadores internos (medo, resistência e dúvida) responda às questões acima propostas, no sentido de avaliar qual das áreas o tem vindo a prejudicar mais e a impedir que tenha sucesso nas mudanças que pretende realizar na sua vida.
Por exemplo, para um pessoa que esteja num estado de abatimento elevado e desânimo acrescido:
- Medo: A pessoa pode desenvolver medo de falhar na implementação de novos hábitos de pensamento positivo e, o seu medo de ficar preso para sempre no desânimo e vir a ter depressão, aumentam. A pessoa ganha medo de nunca vir a ser capaz de sair do estado em que se encontra. E isso é altamente sabotador. O medo vai alimentado o próprio medo. A pessoa fica com medo de que o seu esforço e trabalho para melhorar não surta efeito.
- Resistência: Quando um mau hábito se instala, ou um hábito sabotador vai ganhando força ao longo de uma vida (pensar de forma autodepreciativa ou de forma negativa também é um hábito), resistir-lhe pode ser uma tarefa de Hércules. A pessoa pode sentir que luta contra ela mesma e que tem que entrar em território desconhecido. Usualmente todos nós temos uma forte resistência a abandonar a nossa zona de conforto. A nossa mente resiste. E aquilo a que se resiste persiste.
- Dúvida: Num estado de desânimo e desesperança, pode ganhar-se a noção de que a felicidade é impossível. A pessoa julga não ser mais possível voltar a sentir-se bem.
Explore as questões. Vá fundo. Tente perceber que erros de raciocínio pode estar a cometer com base nos seus sabotadores internos e subconscientes.
3. JUSTIFICA-SE?
Esta é uma pergunta que requer uma atenção redobrada. Certamente alguns dos seus sabotadores podem ter razão de ser e de existir, acredito que sim. Esses pensamentos e sentimentos são reais, e os resultados que você teme podem realmente ter fundamento. No entanto mesmo com algum fundamento, esses sabotadores subconscientes são perniciosos, comprovam-se como barreiras difíceis de ultrapassar.
Muitos dos seus receios, resistências e dúvidas, são reais. Provavelmente estabelecem uma ponte com o seu passado, com a sua história de vida. E foi a sua história de vida que o conduziu ao momento em que se encontra. Mesmo que até ao presente momento todos os seus sabotadores tenham uma razão de ser, plausível, é preciso pará-los.
Analise o seu sabotador e a sua fonte. É este pensamento e sentimento justificado?
Coloque-o no seguinte contexto:
“Eu (descreva o seu pensamento e/ou sentimento com a categoria aqui) porque (a fonte do referido pensamento e/ou sentimento aqui).”
Aqui estão alguns exemplos:
- “Tenho medo do desconhecido, porque tudo o que eu já conheci é aquilo que eu sou agora.”
- “Eu estou resistindo a mudar os meus hábitos pouco saudáveis, porque eu adoro comer sorvete todas as noites, porque isso ajuda-me a relaxar depois de um longo dia de trabalho.”
- “Eu não acho que consiga manter essas mudanças porque são um trabalho árduo no momento e, eu não quero estar a trabalhar tão duro para sempre.”
Agora olhe para as declarações que você acabou de criar e pergunte a si mesmo o que você teme, a que é que está resistindo e que dúvidas mantém acerca de si mesmo que o impedem de tornar os sonhos em realidade. Justifique-se ou não, você tem a opção de não deixar o seu sabotador interno impedi-lo de alcançar o seu ideal de vida, ou para trabalhar na implementação de estratégias eficazes para chegar ao que você realmente quer.
Assim que você passe a conhecer os seus sabotadores subconscientes, você vai ter que enfrentá-los se deseja alcançar uma mudança duradoura. Claro, há toneladas de “atalhos” que ilusoriamente prometem mudanças rápidas e sem esforço para você melhorar a sua vida. Há uma indústria construída em torno da venda de formas fundamentadas na esperança das pessoas para atingirem metas sem trabalho duro e sem a sua própria dedicação e intervenção. Muitas são as pessoas que se emaranham em “esquemas” de promessas milagrosas de resolução de problemas, para mais tarde perceberem que o seu problema cresceu ainda mais e a vida tornou-se um caos. Não se iluda, construa a sua mudança positiva passo a passo.Não se perca por caminhos alternativos que o possam conduzir à desgraça. Não tente de tudo. Procuro aquilo que possa perceber que é credível, que tem lógica e que depende da sua intervenção, dedicação e trabalho. Decida assumir a responsabilidade da sua vida, deixe de ser uma vítima. Mude a sua vida para melhor, mesmo que necessite de suporte e de ajuda. Mas seja seletivo na ajuda que procura.
4. REENQUADRAR
Então, agora que você já identificou os sabotadores internos subconscientes, agora que está mais ciente daquilo que o tem vindo a impedir de ultrapassar grande parte dos problemas que têm contribuído para os conflitos internos, que o conduziram ao estado de caos, você está mais capacitado. Você está agora pronto para mudar alguns dos seus hábitos prejudiciais e substituí-los por um conjunto de sentimentos e pensamentos positivos.
Existem algumas maneiras de reenquadrar os seus sabotadores subconscientes de forma a que deixem de o ser. Passo a apresentar algumas das estratégias de êxito que permitirão eliminar o que não lhe serve mais:
1 – REAFIRMAR AS RAZÕES PELAS QUAIS VOCÊ ESTÁ INDO ATRÁS DESSE OBJETIVO
Lembre-se das razões que suportam a ideia de que o seu objetivo é mais importante do que o medo, resistência e dúvida que você tem vindo a alimentar.
Aqui estão alguns exemplos:
- “Eu estou tentando perder peso, mas é um trabalho tão duro.”
Reenquadramento: O que é mais assustador? As doenças que podem levar à morte prematura ou o trabalho duro?
- “Eu quero sair deste emprego que odeio, mas estou com medo de falhar e não ter nada.”
Reenquadramento: O que é pior? Passar os seus dias na miséria ou não saber se você vai conseguir realizar isso, ou ao invés, ter a oportunidade de ter sucesso e realizar os seus sonhos mais arrojados?
São as afirmações mais poderosas e mais extremas que muitas vezes trabalham melhor. Não tenha medo de ser dramático o suficiente com a sua estratégia de reenquadramento, mesmo que ela lhe gere ainda mais medo do que aquele medo que o tem vindo a paralisar e a impedir de chegar onde pretende. Utilize o medo a seu favor.
2 – CONSTRUIR AS SUAS AFIRMAÇÕES CAPACITADORAS
Desenvolva algumas afirmações padrão que possam ajudar a parar esse pensamento e/ou sentimento, quando acontece, e voltar a focar a sua atenção naquilo que mais importa.
Aqui estão alguns exemplos extraídos de lista do passo 3:
- “Tenho medo do desconhecido, porque tudo o que eu já conheci é aquilo que eu sou agora.”
Afirmação: O desconhecido é uma oportunidade que eu nunca estive de ser alguém, ou eu estou com medo, porque isso significa muito para mim, e eu não vou deixar que o medo me impeça de alcançar os meus sonhos.
- “Eu estou resistindo a mudar os meus hábitos pouco saudáveis, porque eu adoro comer sorvete todas as noites, porque isso ajuda-me a relaxar depois de um longo dia de trabalho.”
Afirmação: Eu gosto de sentir-me enérgico e saudável mais do que eu gosto de sorvete.
- “Eu não acho que consiga manter essas mudanças porque são um trabalho árduo no momento e, eu não quero estar a trabalhar tão duro para sempre.”
Afirmação: Tenho de focar-me no meu esforço um dia de cada vez, ou eu sou mais forte do que eu penso.
3 – ABANDONAR O DIÁLOGO CATASTRÓFICO E PENSAMENTOS NEGATIVOS
Quando você está sob um elevado stress, é fácil deixar que os seus pensamentos entrem numa espiral de negatividade e fiquem fora do seu controle. Isso aplica-se principalmente para exemplos como o terceiro da lista do passo 3:
- “Eu não acho que consiga manter essas mudanças porque são um trabalho árduo no momento e, eu não quero estar a trabalhar tão duro para sempre.”
Outros exemplos incluem:
- Se eu continuar fazendo isso, eu vou morrer!
- Não há nenhuma maneira de eu conseguir acabar com isto.
- E se todo mundo me odeia no final?
Estes pensamentos fazem explodir as suas dúvidas e medos até atingirem proporções épicas, sendo que o mais provável é que nunca se concretizem, porque tudo isso é uma construção ilusória fundamentada no medo extremo.
Ao invés desses pensamentos catastróficos, você tem de ficar ciente que:
- Com a prática, o trabalho vai ficar mais fácil
- Não, você não vai morrer devido a isso
- Você pode definitivamente acabar com a negatividade se continuar a dar um passo de cada vez
- A probabilidade de todo o mundo odiá-lo é quase nula.
Admito, no entanto, que é muito fácil perder a noção de controle, quando as coisas ficam difíceis. Por isso, você deve ir praticando a técnica de reconhecer quando os seus pensamentos começam a ficar fora de controle e trazê-los de volta à realidade, lembrando-se de permanecer no presente e levar um dia de cada vez. Você não tem que saber como tudo irá terminar. Você não precisa saber o que vai acontecer na próxima semana. Você só precisa ocupar a sua atenção com aquilo que você tem possibilidade de resolver no momento e que está na sua frente.
Passo a passo, pouco a pouco à medida que for instituindo o hábito de reenquadrar a avaliação das situações, dos seus pensamentos e comportamentos, certamente as mudanças eficazes e duradouras que você tanto deseja irão realizar-se. A mudança é possível se você acreditar nela. Agora que você tem as ferramentas, o trabalho está do seu lado. É preciso praticar com dedicação e perseverança.
sexta-feira, junho 28, 2013
Como o coaching pode ajudar os executivos
online |
Carreira |
27.JUN.13 - 05:45
| Atualizado em 27.06 - 15:43
Como o coaching pode ajudar os executivos
Além da capacidade técnica, a liderança exige habilidade de comunicação, de saber ouvir e lidar com subordinados
Por Keila Cândido
Ter equipes lideradas por gestores que sabem como se
relacionar com seus subordinados e que têm alta capacidade técnica é o
que as companhias mais procuram. Mas o profissional perfeito não é tão
fácil de encontrar – ou melhor, precisa ser formado. As empresas já
perceberam que nem sempre um executivo qualificado na área em que atua é
igualmente capacitado para liderar uma equipe.
É fundamental que o líder saiba se comunicar
Para ajudar os menos habilidosos na arte da comunicação e gestão,
empresas têm procurado consultorias de coaching de carreira para
auxiliar no desenvolvimento de liderança daqueles que são escalados para
altos cargos. Em muitos casos, a procura parte do próprio profissional.
De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Robert Half com seis
mil executivos em 12 países, 60% dos entrevistados concordam que o
coaching de carreira contribui para melhorar a produtividade. “O
executivo percebe que tem dificuldades no processo gerencial, tem novos
desafios, novas metas e sente que precisa de ajuda para lidar com essas
necessidades”, disse Thirza Reis, da consultoria Homero Reis e
Consultores, que atende empresas como Caixa, Banco do Brasil e Vivo.
DINHEIRO selecionou algumas dicas de quando o executivo ou a empresa
devem contratar um profissional de coaching. Confira:
Quando contratar um coach?
O coach executivo pode ser contratado em várias situações. Empresas
e famílias que estão se preparando para iniciar um processo de
sucessão; mulheres executivas que estão pensando em engravidar e não
sabem como conciliar a gestação com o trabalho; pessoas que estão em
processo de aposentadoria; pessoas que estão em processo de assumir a
liderança de grupo; gestores que precisam melhorar suas habilidades de
comunicação e aprender a lidar com subordinados.
Colocar as coisas no lugar
Numa corporação, ou mesmo na consultoria individual, o coach atua
com a visão de quem está de fora, ou com a “visão de um marciano”.
Segundo Homero Reis, da Homero Reis e Consultores, o marciano é o coach
que chega à organização sem saber qual é a rotina da empresa, mas
consegue identificar e emitir uma opinião sobre o que está acontecendo.
As empresas querem pessoas que têm a visão do marciano, ou seja, que são
capazes de enxergar aquilo que os outros não veem. Querem pessoas que
saibam como organizar equipes, colocar pessoas certas em funções
adequadas. Nesta caso, o executivo acaba se tornando o próprio coach da
equipe.
Melhorar a comunicação
No processo de coaching, o executivo vai aprender a melhorar suas
habilidades de expressão. Ao liderar uma equipe, é fundamental que o
líder saiba se fazer entender e expressar ideias de forma clara. Irá,
também, desenvolver a capacidade de saber perguntar. De acordo com José
Roberto Marques, do Instituto Brasileiro de Coaching e autor do livro
Coaching de carreira, o poder da comunicação está em saber perguntar, e
não nas respostas. “A comunicação é criar um diálogo através de
perguntas”, diz.
Em busca da liderança
Liderança tem a ver com comunicação, bom relacionamento
interpessoal e com a habilidade de estabelecer confiança com os
subordinados. O coach vai ajudar o coachee – pessoa que passa pelo
processo de coaching – a encontrar uma maneira de falar com outros
líderes dentro da empresa, como falar com subordinados, a ter uma
postura mais firme, a ter confiança em si mesmo, e ter mais contato com
membros da diretoria e acionistas da empresa. O profissional que quer
ser líder tem de se mostrar competente para realizar tal função.
Melhorar o desempenho
Um profissional que já é extremamente bem-sucedido e competente,
mas que, em determinado momento, por algum motivo, não consegue atingir o
resultado esperado pela organização ou por ele mesmo poderá identificar
o que está dando errado e mudar. O coaching executivo toma como exemplo
o trabalho que é feito com atletas de alto desempenho. Durante o
processo, o coach identifica os problemas que impedem o executivo de
avançar e o ajuda a resolvê-los.
A importância do domínio do inglês na vida profissional
segunda-feira, junho 17, 2013
Coaching de Equipe: Escola Cris
Ciúmes na Dose Certa
Participação da Coach Ada Assis e Silva na reportagem sobre Ciúme na dose certa no jornal Diário da Região de hoje! Você lida bem com seu ciúmes?
http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Divirtase/Comportamento/136197,,O+ciume+na+dose+certa.asp
terça-feira, junho 04, 2013
PORQUE ABANDONAMOS AS COISAS PELA METADE?
Por que Abandonamos as Coisas Pela Metade?
Publicado por RHevista RH - quinta-feira 1 de dezembro de 2011 - às 0:01
Rita Alonso
Por que abandonamos as coisas pela metade?
Resposta: Porque temos medo de tudo que nos parece desconhecido.
O arriscar no novo nos torna inseguro. É mais fácil e confortável permanecer na mesmice e na rotina. Ela não nos ameaça com derrotas.
Porém…
A rotina também nos destrói, assim como ela nos conforta, prega a peça de nos sentirmos estacionados, ansiosos e ter a triste visão de nossos desejos sendo frustrados a cada dia.
Todas as vezes que nos deparamos com o novo e o difícil, nossos medos se manifestam… Então me pego pensando: por que vou insistir em terminar o que comecei, se sei que não vou conseguir mesmo? Eu sei que não sou capaz, eu não vou aprender, eu não posso, eu não consigo, eu não vou ter vitória…
Aí vem logo o medo da derrota, das críticas alheias, do tempo que passa, da morte, o medo do fracasso…
O fantasma da derrota é um dos maiores inimigos da vitória, do tentar, do fazer acontecer, do persistir. Tanto que existem frases como “Gato escaldado tem medo de água fria…”, “Mais vale um pássaro na mão, que dois voando”, “Um homem prevenido vale por dois”…
O medo das críticas não nos deixa arriscar porque sempre estamos nos importando com a opinião alheia. E para este tipo de medo temos frases em nossa consciência do tipo: “O que vão pensar de mim?”, “Será que serei bem aceito no grupo?”, “Acho que eles estão rindo de mim”.
Outro medo terrível é o medo do tempo que passa… e passa à galope! E à galope vem pensamentos do tipo: “Será que ainda terei tempo de realizar meus objetivos, alcançar minhas metas?”, “Será que conseguirei atingir o que programei a tão longo prazo?”
Se estacionar nos faz infeliz e desbravar novos caminhos nos faz temerosos… Então o que decidir? Qual caminho seguir? É melhor abandonar o que comecei? Acertar o rumo, trocar de estrada?
Antes de tudo é importante refletir: quais meus medos? O que me segura no mesmo lugar e me impede de avançar? O que me impede de não terminar aquilo que comecei? O que, afinal, me impede de ir à frente?
Medo da censura?
Medo da solidão?
Medo da morte?
Quais são as minhas feridas?
Ego?
Ciúme?
Insegurança?
Ressentimento?
Sentimento de inferioridade?
O primeiro passo é a auto-análise. Se conhecer primeiro, para só depois trabalhar as deficiências. Repito: Se conhecer é o primeiro passo!
Mas não se iluda. As feridas são normais. É humano possuir sentimentos como ciúme ou inveja. Por exemplo, se o meu vizinho compra um carro novo, melhor que o meu, posso sentir inveja. Reconhecer isso é o primeiro passo. Inveja é sentimento comum a todos nós!
O que fazemos com este sentimento é que é o fundamental.
Penso: “Estou com inveja do carro novo do meu vizinho! Ótimo! Se ele tem, então também posso ter um. Vou guardar dinheiro, gastar em menos bobagens e comprar um pra mim também. Mas se concluo: “Estou morrendo de inveja do carro novo do meu vizinho, vou lá riscar o carro inteiro”. Então este é um comportamento patológico, doentio! Tenho que trabalhar este sentimento dentro de mim. Primeiro reconhecendo, segundo sabendo que este sentimento é normal. A anomalia é o que eu faço com este sentimento.
Existe uma história de uma freira que vivia num convento. Todas as freiras passavam o dia inteiro cantando e orando. Menos esta freira. Ela passava os dias trabalhando. Limpando os banheiros, a cozinha, esfregando os assoalhos… Enquanto todas as outras cantavam e oravam ela fazia as obrigações pesadas.
Um dia perguntaram à freira se ela se sentia “revoltada” com aquela situação, ela levou um susto e respondeu: “-Não, imagine! Sou uma freira e não posso sentir revolta!”. Quando mudaram a pergunta para “Você sente magoada com esta situação?” E a freira responde: “Ah, eu sinto tanta mágoa no coração, porque também desejaria estar junto às outras orando e cantando”.
Logo…
Mágoa é revolta de freira!
Você pode até mudar o nome. Mas o sentimento é o mesmo!
Vou aproveitar e contar outra história: Existia numa cidade do interior a imagem horrível de uma santa muito mal feita de barro. Certa vez um pároco da igreja, novo na cidade, que não gostava nada daquela imagem que destoava das demais, teve a idéia de montar uma procissão pelas ruas mais esburacadas da cidade com a santa em cima de um andor na esperança que ela caísse e quebrasse. O que realmente acabou acontecendo. Só que com a queda o barro se partiu deixando amostra uma santa linda toda em ouro maciço. Descobriu-se que um antigo pároco, a muitos anos, com medo de assaltos mandou fazer aquela capa de barro. Todos na cidade rezavam sabendo que por baixo de tanta feiúra se escondia puro ouro.
Então pare e reflita…por trás de tanta ansiedade existe um sentimento que você pode transformar em ouro puro. Mas lembre-se, só você pode fazer isso!
Sobre a autora:
Rita Alonso: Professora de Recursos Humanos da Universidade Estácio de Sá há 20 anos. Instrutora dos Cursos do SEBRAE, SENAC e SESC. Funcionária há 25 anos da Riotur/Controladoria Geral do Município. Desenvolve trabalhos de consultoria organizacional, ministra treinamentos e palestras motivacionais.
site: www.ritaalonso.com.br
e-mail: ritaalonso@ritaalonso.com.br
quarta-feira, maio 29, 2013
SUSTENTANDO LIMITES
sexta-feira, maio 24, 2013
Na hora de falar em público, você se sente num labirinto?

Palpitação, suor e até formigamento nas mãos podem indicar nervosismo extremo quando vivemos uma situação pouco familiar ou até constrangedora. A exposição ao público, pode ser interpretada para alguns como uma experiência tão repugnante como se estivesse num beco sem saída ou um labirinto. Mas por que alguns falam em público tão bem e gostam de se expor e outros evitam essas chances?
A resposta pode estar na forma como cada um encara a oportunidade. Na lista abaixo, você confere possíveis formas de interpretação de cada um dos perfis:
Gosta de falar em público
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Não gosta de falar em público
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O que tenho pra dizer pode ser útil para muita gente
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Mesmo tendo acumulado tanto conhecimento durante a vida, acho que ainda não sei o suficiente para dar essa palestra.
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Sinto-me poderoso quando todos olham pra mim e prestam atenção no que eu digo
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A visibilidade me deixa frágil.
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Se me dão atenção, significa que valorizam o que tenho a dizer
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Talvez queiram me avaliar e encontrar pontos negativos no que vou dizer.
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Quanto mais eu me expuser de forma adequada, mais benefícios pessoais e profissionais poderei ter.
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Já tenho meu círculo de amigos e não preciso ficar aparecendo por aí.
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Eu me sinto valorizado e privilegiado por falar para essa plateia.
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Eu me sinto diminuído com todo mundo me olhando assim.
|
As justificativas para um ou outro podem ser inúmeras e motivadas por várias causas. O importante é que cada um faça uma análise honesta para tentar descobrir o fundo da motivação e, caso sinta-se à vontade, elimine a causa para vencer os obstáculos que o impedem de avançar e tirar proveito de situações de visibilidade.
DICA: Lembre-se de algum momento importante em que tenha tido alguma visibilidade e o resultado tenha sido ótimo. Pode ser qualquer situação, até quando você fez uma pergunta inteligente, que surpreendeu seu professor e a turma, e foi elogiado. Apesar do nervosismo de se expor, você pode ter se sentido bem por ter feito uma pergunta adequada e que agradou, não é? Guarde a sensação desse momento positivo e tire-o da cartola toda vez que se expuser para uma plateia. Reforce em você as habilidades que tem para dominar o nervosismo, vencer os obstáculos e faça uma apresentação de sucesso.
Tudo isso é um processo. Não se trata de uma receita de bolo que você segue e dá certo. É algo contínuo, cujos resultados podem levar determinado tempo para aparecer. O maior valor disso tudo é a decisão de começar. Se você tem isso, metade do caminho já foi conquistado.
terça-feira, maio 21, 2013
A coach Ada Assis e Silva fala sobre Ciúmes em matéria no jornal Diário da Região. Confira:
http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Divirtase/Comportamento/136197,,O+ciume+na+dose+certa.aspx
http://www.diarioweb.com.br/novoportal/Divirtase/Comportamento/136197,,O+ciume+na+dose+certa.aspx
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