PUBLICAÇÃO: Você S.A. DATA: 00072010 EDIÇÃO: 145 PÁG.: 60-63
RESUMO: Aprenda a lidar com os diferentes perfis de gestores.
ASSUNTO PRINCIPAL: LÍDER
PALAVRAS-CHAVES: COMPORTAMENTO; GESTÃO; POLÍTICA; POPULISMO; SILVA, Luiz Inácio Lula da
Especial
Carreira Global
Em cada país um tipo de líder
O populismo, na política, e o paternalismo, nas empresas, são uma marca da cultura latino-americana. Para ser um profissional global, é preciso reconhecê-los e aprender a lidar com eles
Eliza Tozzi
Um traço marcante da política brasileira é o populismo. De Getúlio Vargas a Lula, diversos líderes caíram na tentação de misturar carisma com demagogia, de tomar medidas que são boas para o eleitor, mas ruins para o país. No entanto, essa característica não é só brasileira. Em toda a história da América Latina podemos encontrar líderes populares e populistas - Hugo Chávez, da Venezuela, é um exemplo recente. Juan Perón, na Argentina, um exemplo clássico. O que isso tem a ver com carreira global? Tudo. No mundo das empresas, o populismo assume outro nome: paternalismo. A forma de funcionamento é a mesma. O líder paternalista toma decisões que beneficiam a equipe, para conquistar lealdade, mesmo sabendo que essas medidas podem prejudicar os resultados da companhia no futuro. Devido a uma maior profissionalização dos negócios, esse tipo de liderança tem hoje formas mais amenas, mas ainda se faz presente nas organizações brasileiras. Reconhecer essa característica é fundamental para um brasileiro que pretende fazer carreira global. A cada cultura que aparecer em seu caminho, inconscientemente, esse profissional poderá reagir de maneira diferente, mas sempre a partir de sua formação original, que tende a ser paternalista.
Esse raciocínio vale para quem vai trabalhar fora, para quem vai liderar equipes de estrangeiros e para quem tem chefes em outros países. Quem não compreende sua própria cultura e não pratica essa reflexão se arrisca a fazer leitura errada de um ambiente globalizado e pode acabar por não se integrar a uma cultura corporativa diferente. O professor Alfredo Behrens, da Fundação Instituto de Administração (FIA), de São Paulo, percebeu essa insatisfação entre seus alunos de MBA internacional: “Muitos me diziam que estavam frustrados com seus chefes estrangeiros”.
Para entender o porquê desse desagrado e mapear o estilo de liderança preferido em cada cultura, o professor realizou uma pesquisa com 147 alunos, 73 brasileiros e 74 estrangeiros. A metodologia do estudo foi inusitada. O professor Alfredo pediu para que os participantes assistissem a seis vídeos com os discursos de diferentes líderes de empresas nacionais e internacionais. Durante a sessão os alunos tiveram de listar adjetivos para definir cada gestor e associá-los com os seguintes animais: coruja, águia, leão, vaca, urubu e castor (veja quadro ao lado). O chefe preferido por 66% dos alunos estrangeiros e por 51% dos brasileiros foi o coruja: um tipo cujas características são calma, confiança, profissionalismo e inteligência. “Esses são atributos básicos para uma liderança em qualquer parte do mundo”, diz a coach executiva Ada Maria de Assis. O que surpreendeu o pesquisador foi constatar que 31% dos brasileiros, apesar de quererem um chefe coruja para si, acreditam que seus colegas se entenderiam melhor com um líder vaca, superprotetor e tipicamente paternalista. “É um traço cultural muito forte”, diz Ada.
O alemão Frank Liesner, de 35 anos, que chegou ao país em 2008 para se tornar diretor financeiro para o Mercosul da Henkel, fabricante das colas Durepoxi e Pritt, precisou se adaptar a esse estilo paternal de gestão. Acostumado com o jeito germânico de liderança, frio e assertivo, Frank teve de se ajustar às necessidades de sua equipe brasileira: “Tomei aulas de cultura local e aprendi que para engajar uma equipe eu precisava ser mais caloroso e protetor”, diz o executivo. Essa adaptação vale também para os brasileiros que vão assumir posições de chefia lá fora - prática cada vez mais comum. “O Brasil já é referência internacional”, diz o professor Sherban Leonardo Cretoiu, diretor de projetos de internacionalização na Fundação Dom Cabral (FDC). O Brasil influencia ainda mais a maneira de fazer negócios na América Latina, região na qual estão presentes 53% das transnacionais brasileiras, de acordo com Ranking da FDC.
Teoricamente, como a cultura paternalista está presente em todos os países da região, a adaptação de profissionais brasileiros seria mais tranquila. No entanto, segundo outra pesquisa, ainda em fase de conclusão, também de Alfredo Behrens, da FIA, apesar da proximidade geográfica, os brasileiros têm dificuldade de assumir posições de liderança em países latinos. “Os brasileiros são muito ignorantes sobre a história e a geografia da região”, diz o professor. Isso é fácil de consertar. O pesquisador dá a dica: “Ler literatura e estudar assuntos que fujam do seu cotidiano de trabalho”. Quem vai morar no exterior deve evitar formar as famosas panelinhas com brasileiros. É a partir da convivência com os nativos que um profissional entende uma cultura. “Essa vivência é crucial para a gestão competente de pessoas e negócios”, diz Lucas Copelli, diretor da consultoria Vallua. O argentino Sebastian Garay, de 38 anos, diretor de supply da fabricante de alimentos Mars Brasil, levou a lição a sério: ele formou um grupo de colegas brasileiros que o ajudaram a entender o tal jeitinho. “Aprendi como os brasileiros funcionam”, diz.Tome cuidado ao mergulhar numa nova cultura. “O ideal é agregar conhecimentos sem abandonar a cultura natal”, diz a coach Ada Maria de Assis.
Liderança animal
O estilo de gestão de um chefe determina o nível de felicidade de um profissional no trabalho. Conheça os tipos mais comuns e veja qual estilo os brasileiros preferem
Existe uma relação entre liderança e cultura nacional. Se você trabalha com um chefe nascido no mesmo país que você, existe uma série de códigos sociais que são compartilhados. Um líder de outro país, que tem uma cultura diferente, reage de forma diversa da sua diante de determinadas situações. Um chefe brasileiro, por exemplo, tende a ser mais flexível com um problema de atraso do que um estrangeiro. Isso porque a pontualidade não é uma coisa tão rigorosa por aqui. Já um estrangeiro pode ficar possesso com um atraso de 10 minutos. Uma pesquisa do professor Alfredo Behrens, da FIA, mostrou com que tipo de chefe brasileiros e estrangeiros preferem trabalhar. Os brasileiros, aponta o estudo, preferem o líder paternalista. Mas isso não é um defeito: significa apenas que eles tendem a ser mais produtivos sob esse estilo ¿ e fique atento para se adaptar ao estilo de chefes gringos.
Chefe - Coruja
Estilo de liderança - É equilibrado, seguro e admirado devido a sua inteligência apurada.
Principal característica - Sabedoria.
Conclusão - Tipo mais positivo, é comum lá fora. O brasileiro o respeita, mas desconfia que ele não fará tanto sucesso entre seus conterrâneos.
Chefe - Águia
Estilo de liderança - Durão, exigente e perspicaz. Frio, às vezes. Com senso de justiça apurado, é adepto da meritocracia.
Principal característica - Grandiosidade.
Conclusão - Imagem idealizada do grande líder, faz sucesso entre brasileiros. Na vida real, são raros. Associado a americanos.
Chefe - Leão
Estilo de liderança - Líder severo, que exige respeito à hierarquia e precisa ter uma equipe focada. Cobra muito de seus subordinados e dá pouco em troca.
Principal característica - Rigidez.
Conclusão - Modelo que já fez sucesso, mas hoje é rejeitado tanto por brasileiros quanto por estrangeiros.
Chefe - Vaca
Estilo de liderança - É o símbolo do paternalismo. Ser popular e manter-se no poder importa mais que os resultados em si.
Principal característica - Compaixão.
Conclusão - Faz sucesso entre os brasileiros e os latino-americanos. Mas é incompreendido pelos estrangeiros.
Chefe - Castor
Estilo de liderança - Transparente, dócil, confiável e trabalhador. Mesmo assim, não inspira a equipe, que o considera previsível.
Principal característica - Previsibilidade.
Conclusão - Um grupo pequeno de executivos admira esse estilo. Mas a falta de carisma mina a popularidade desse tipo de líder.
Chefe - Urubu
Estilo de liderança - É altamente individualista e só transmite desconfiança. Isso mantém os subordinados a quilômetros de distância.
Principal característica - Corrupção.
Conclusão - Repudiado por estrangeiros, 5% dos brasileiros afirmam querer trabalhar com um urubu.
sábado, julho 24, 2010
sábado, julho 17, 2010
terça-feira, julho 13, 2010
Carreira Global - Reportagem da Você SA com minha participação
Estou muito feliz em ter sido entrevistada pela jornalista Elisa Tozzi para a reportagem Em Cada País um tipo de líder que faz parte da entrevista de capa Carreira Global.
Espero que seja de valia para todos que buscam a liderança e queiram se relacionar bem com líderes ou como líderes de outras culturas.

Espero que seja de valia para todos que buscam a liderança e queiram se relacionar bem com líderes ou como líderes de outras culturas.

Veja quais são as 10 “empresas dos sonhos” e os 10 líderes mais admirados pelos jovens brasileiros
07 de julho de 2010, às 00h11min
Veja quais são as 10 “empresas dos sonhos” e os 10 líderes mais admirados pelos jovens brasileiros
Pesquisa realizada com mais de 35 mil universitários e recém formados no país aponta ranking com os 10 nomes e marcas mais lembrados. Roberto Justus e Google ficam no topo
Foi divulgada recentemente a 9ª edição da pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada com mais de 35 mil universitários e recém formados do Brasil, que revelou o ranking com as marcas e os líderes mais admirados pelos jovens.
O estudo realizado pelo Grupo DMRH (consultoria na área de seleção e desenvolvimento de jovens) em parceria com a TNS Research International (instituto global de pesquisa de mercado), foi gerado a partir de pergunta aberta, na qual, os entrevistados apontaram espontaneamente as empresas e os lideres que mais apreciam.
Na preferência entre os líderes mais admirados pelos jovens brasileiros, o nome mais citado foi do empresário Roberto Justus, CEO do Grupo Newcomm. O executivo ganhou uma posição em comparação à pesquisa realizada em 2009.
Na segunda posição apareceu o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido do presidente Lula (terceiro lugar). Completando a lista dos cinco líderes mais lembrados estão o presidente executivo da Apple, Steve Jobs e o empresário brasileiro Eike Batista.
Google é eleita entre 2.500 marcas
Jovens universitários e recém formados do Brasil também apontaram quais as empresas mais desejadas para trabalhar. Dentre cerca de 2.500 marcas citadas pelos brasileiros, a Google foi a mais frequente. A empresa também conquistou posições de destaque entre os vencedores da pesquisa feitas na Argentina (segunda colocação) e do México (quarta).
A pesquisa revelou que a Google vem se fortalecendo nas aspirações dos jovens brasileiros como empresa empregadora, uma vez que surgiu no ranking das dez empresas dos sonhos dos jovens em 2007, quando conquistou a sétima posição. Em 2008 e no ano passado, obteve a segunda colocação.
Além da Google, as empresas que foram mais lembradas pelos jovens e completam a lista das cinco primeiras são: Petrobrás, Unilever, Vale, Nestlé.
Motivos da escolha dos jovens
Na pesquisa desse ano, entre os motivos mais citados pelos jovens brasileiros para a escolha da empresa dos sonhos foi "ambiente de trabalho agradável". Essa escolha demonstra que a nova geração dos profissionais está valorizando cada vez mais uma atmosfera cordial no local de atuação.
Completando os cinco motivos mais citados pelos jovens do Brasil estão, respectivamente, à possibilidade de desenvolvimento profissional, qualidade de vida, crescimento profissional e boa imagem da empresa no mercado.
De acordo com Sofia Esteves, presidente do Grupo DMRH, "a pesquisa revela movimentos que devem ser considerados pelas organizações na elaboração de suas estratégias de gestão de pessoas, se desejarem ser fortes e inovadoras no futuro próximo".
Confira abaixo a lista com os 10 líderes mais admirados as 10 empresas dos sonhos eleitas pelos jovens brasileiros:

Sobre o estudo
A pesquisa foi realizada durante o mês de abril por meio de questionário distribuído pela internet. No Brasil, mais de 35 mil respostas das cinco regiões do País foram consideradas válidas. Seu objetivo é oferecer subsídios às empresas para atração, seleção, integração, desenvolvimento e retenção dos jovens dentro de sua cultura organizacional e modelo de negócios.
Veja quais são as 10 “empresas dos sonhos” e os 10 líderes mais admirados pelos jovens brasileiros
Pesquisa realizada com mais de 35 mil universitários e recém formados no país aponta ranking com os 10 nomes e marcas mais lembrados. Roberto Justus e Google ficam no topo
Foi divulgada recentemente a 9ª edição da pesquisa Empresa dos Sonhos dos Jovens, realizada com mais de 35 mil universitários e recém formados do Brasil, que revelou o ranking com as marcas e os líderes mais admirados pelos jovens.
O estudo realizado pelo Grupo DMRH (consultoria na área de seleção e desenvolvimento de jovens) em parceria com a TNS Research International (instituto global de pesquisa de mercado), foi gerado a partir de pergunta aberta, na qual, os entrevistados apontaram espontaneamente as empresas e os lideres que mais apreciam.
Na preferência entre os líderes mais admirados pelos jovens brasileiros, o nome mais citado foi do empresário Roberto Justus, CEO do Grupo Newcomm. O executivo ganhou uma posição em comparação à pesquisa realizada em 2009.
Na segunda posição apareceu o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, seguido do presidente Lula (terceiro lugar). Completando a lista dos cinco líderes mais lembrados estão o presidente executivo da Apple, Steve Jobs e o empresário brasileiro Eike Batista.
Google é eleita entre 2.500 marcas
Jovens universitários e recém formados do Brasil também apontaram quais as empresas mais desejadas para trabalhar. Dentre cerca de 2.500 marcas citadas pelos brasileiros, a Google foi a mais frequente. A empresa também conquistou posições de destaque entre os vencedores da pesquisa feitas na Argentina (segunda colocação) e do México (quarta).
A pesquisa revelou que a Google vem se fortalecendo nas aspirações dos jovens brasileiros como empresa empregadora, uma vez que surgiu no ranking das dez empresas dos sonhos dos jovens em 2007, quando conquistou a sétima posição. Em 2008 e no ano passado, obteve a segunda colocação.
Além da Google, as empresas que foram mais lembradas pelos jovens e completam a lista das cinco primeiras são: Petrobrás, Unilever, Vale, Nestlé.
Motivos da escolha dos jovens
Na pesquisa desse ano, entre os motivos mais citados pelos jovens brasileiros para a escolha da empresa dos sonhos foi "ambiente de trabalho agradável". Essa escolha demonstra que a nova geração dos profissionais está valorizando cada vez mais uma atmosfera cordial no local de atuação.
Completando os cinco motivos mais citados pelos jovens do Brasil estão, respectivamente, à possibilidade de desenvolvimento profissional, qualidade de vida, crescimento profissional e boa imagem da empresa no mercado.
De acordo com Sofia Esteves, presidente do Grupo DMRH, "a pesquisa revela movimentos que devem ser considerados pelas organizações na elaboração de suas estratégias de gestão de pessoas, se desejarem ser fortes e inovadoras no futuro próximo".
Confira abaixo a lista com os 10 líderes mais admirados as 10 empresas dos sonhos eleitas pelos jovens brasileiros:

Sobre o estudo
A pesquisa foi realizada durante o mês de abril por meio de questionário distribuído pela internet. No Brasil, mais de 35 mil respostas das cinco regiões do País foram consideradas válidas. Seu objetivo é oferecer subsídios às empresas para atração, seleção, integração, desenvolvimento e retenção dos jovens dentro de sua cultura organizacional e modelo de negócios.
Sempre dá para inovar
Sempre dá para inovar
EUGENIO MUSSAK 10/10/2009
Em 1995 Luciano era funcionário de banco quando teve a oportunidade de realizar seu sonho: virar empresário. Em sua cidade, Ipatinga, no interior de Minas Gerais, uma confecção de uniformes profi ssionais foi colocada à venda. Contando com o apoio da irmã, que tinha experiência no ramo, o jovem advogado com especialização em fi nanças resolveu apostar. Negócio fechado, colocou as mãos, a cabeça e o coração à obra. Já na primeira semana, levou o primeiro susto, pois a fábrica estava produzindo 3 500 peças por mês e o ponto de equilíbrio era de 16 000.
É possível inovar mesmo nos setores tradicionais
Nesses casos, há duas coisas a se fazer:
1) adequar as despesas à receita;
2) aumentar a produção até atingir o equilíbrio e apostar no crescimento da demanda.
É claro que o novo empresário optou pela segunda alternativa, pois desejava crescer. Só que, para aumentar a produção, os custos variáveis aumentariam proporcionalmente, o que signifi caria que ele estaria cavando um buraco que só começaria a se fechar após atingir a marca de 16 000 peças. A situação era grave e a única saída era investir na inovação.
Mas é possível inovar em um setor commoditizado, que costuma competir apenas pelo preço? Luciano acreditava que era possível, sim, e começou inovando pela nova missão da empresa: Uniformizar profi ssionais com qualidade, e não apenas costurar uniformes, pois isso qualquer um faz. Mas não fi cou só no intangível, ele partiu para as medidas práticas: aumentou a efi ciência adquirindo um sistema computadorizado de corte; ganhou fl exibilidade com instalação de uma linha de montagem modular; melhorou a logística montando lojas dentro das plantas dos maiores clientes (Usiminas, ArcelorMittal, Votorantim); criou um programa de incentivos consistente para seus funcionários.
O jovem empreendedor, obrigado pela necessidade de sobrevivência e incentivado pelo desejo de vencer, fez o que nunca havia sido feito em seu setor. Hoje, Luciano produz mais de 60 000 peças por mês e está construindo uma nova fábrica, capaz de acomodar mais de 300 funcionários. Luciano provou que mesmo em um setor tradicional é possível inovar.
Eugenio Mussak é professor do MBA da FIA e consultor da Sapiens Sapiens. eugenio@ssdi.com.br
EUGENIO MUSSAK 10/10/2009
Em 1995 Luciano era funcionário de banco quando teve a oportunidade de realizar seu sonho: virar empresário. Em sua cidade, Ipatinga, no interior de Minas Gerais, uma confecção de uniformes profi ssionais foi colocada à venda. Contando com o apoio da irmã, que tinha experiência no ramo, o jovem advogado com especialização em fi nanças resolveu apostar. Negócio fechado, colocou as mãos, a cabeça e o coração à obra. Já na primeira semana, levou o primeiro susto, pois a fábrica estava produzindo 3 500 peças por mês e o ponto de equilíbrio era de 16 000.
É possível inovar mesmo nos setores tradicionais
Nesses casos, há duas coisas a se fazer:
1) adequar as despesas à receita;
2) aumentar a produção até atingir o equilíbrio e apostar no crescimento da demanda.
É claro que o novo empresário optou pela segunda alternativa, pois desejava crescer. Só que, para aumentar a produção, os custos variáveis aumentariam proporcionalmente, o que signifi caria que ele estaria cavando um buraco que só começaria a se fechar após atingir a marca de 16 000 peças. A situação era grave e a única saída era investir na inovação.
Mas é possível inovar em um setor commoditizado, que costuma competir apenas pelo preço? Luciano acreditava que era possível, sim, e começou inovando pela nova missão da empresa: Uniformizar profi ssionais com qualidade, e não apenas costurar uniformes, pois isso qualquer um faz. Mas não fi cou só no intangível, ele partiu para as medidas práticas: aumentou a efi ciência adquirindo um sistema computadorizado de corte; ganhou fl exibilidade com instalação de uma linha de montagem modular; melhorou a logística montando lojas dentro das plantas dos maiores clientes (Usiminas, ArcelorMittal, Votorantim); criou um programa de incentivos consistente para seus funcionários.
O jovem empreendedor, obrigado pela necessidade de sobrevivência e incentivado pelo desejo de vencer, fez o que nunca havia sido feito em seu setor. Hoje, Luciano produz mais de 60 000 peças por mês e está construindo uma nova fábrica, capaz de acomodar mais de 300 funcionários. Luciano provou que mesmo em um setor tradicional é possível inovar.
Eugenio Mussak é professor do MBA da FIA e consultor da Sapiens Sapiens. eugenio@ssdi.com.br
segunda-feira, junho 28, 2010
sábado, junho 26, 2010
Palestra sobre Coaching para o GERHE - Reunião no Senac
No último dia 18/06 fui convidada para dar uma palestrasobre Coaching no Senac para o Grupo GERHE - profissionais de várias empresas da área de Recursos Humanos que se reunem para trocar idéias, estudar, discutir sobre a área, enfim aprimorar seus conhecimentos e performances.
Gostaria de agradecer o convite feito pelo Dorival Alonso Jr, gerente de RH da Crespo Impressora e desejar muito sucesso a todos do grupo.

Gostaria de agradecer o convite feito pelo Dorival Alonso Jr, gerente de RH da Crespo Impressora e desejar muito sucesso a todos do grupo.

quinta-feira, junho 24, 2010
Sua empresa é uma seleção?
Gestão
Sua empresa é uma seleção?
Recuperar a posse da bola nas negociações e partir novamente para o ataque podem ser ações cruciais para se levar para casa a tão cobiçada taça de campeão A Copa do Mundo traz à tona muitos questionamentos sobre formação de equipes, entrosamento e eficiência de grupo, tanto quanto à seleção de seu país quanto aos adversários. Torcedores se perguntam quem será convocado e se enfurecem pelo corte dos jogadores que não estão na lista oficial. Os convocados desfrutam da glória de estar entre os melhores do mundo e suportam a cobrança para que dêem o melhor de si para fazer valer a honra de lutar pela sua nação.
Como no futebol, o mundo dos negócios também aflora as mais inúmeras dúvidas ao se construir e liderar um grupo, desde o momento de selecionar quem fará parte da sua equipe, até a apresentação de resultados. O empreendedor se pergunta se os seus funcionários dão o melhor de si em suas atividades, se continuam no banco de reservas esperando o momento de entrar nas disputas, se o departamento de recursos humanos levou seus critérios e exigências a sério na hora de convocar os profissionais. E até mesmo se deve ou não liberar esses colaboradores para que acompanhem aos jogos.
Montar uma verdadeira seleção de trabalhadores é uma tarefa árdua. É preciso que se crie uma relação de extrema confiança com o setor de contratação, deixando sempre muito claro suas intenções quanto aos funcionários, tudo o que será oferecido e o que se espera em troca. Todas as perguntas feitas necessitam de bom senso e paciência para que sejam corretamente respondidas. Mas, a pergunta que nenhum empresário pode deixar de se fazer é: “Eu sei a hora de ser ofensivo nos negócios, ou deixo meus concorrentes impor o ritmo de jogo?”
No futebol, os esquemas táticos são a forma como os treinadores escalam seu time dentro de campo. Seleções tornaram-se famosas por ousadias na formação, como a Holanda de 74 e seu esquema conhecido como “Carrossel Holandês”, no qual os jogadores não tinham posições definidas, mas exibiam grande habilidade técnica e coletiva. Comandar um grupo, definir suas funções, confiar em suas habilidades e saber a hora de atacar ou se defender são virtudes de extrema importância para líderes em geral, sejam técnicos de futebol ou empresários.
Lembre-se que não basta exigir resultados dos seus jogadores se eles não tiverem ferramentas para conquistar as metas almejadas. Disponibilizar equipamentos eficientes e serviços técnicos para manutenção de eletrônicos, é um dos passos a ser inserido na luta pela liderança de mercado.
Como na Holanda da década de 70, para se conseguir destaque é preciso que se desenvolvam as habilidades coletivas da sua equipe. Mantenha a auto-estima alta e valorize cada integrante dela, esclareça os papéis a serem desempenhados e torne o ambiente propício ao desenvolvimento do espírito de coletividade. Um empresário, assim como o treinador, deve acreditar no seu time, e ser seu maior incentivador.
Criar uma estratégia tática que seja eficiente para a empresa e para os colaboradores, formar um grupo bem estruturado, ter força de vontade para se defender quando preciso, recuperar a posse da bola nas negociações e partir novamente para o ataque podem ser ações cruciais para se levar para casa a tão cobiçada taça de campeão.
Gilberto Wiesel (Empresário, administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É escritor, conferencista e diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa).
Este artigo foi desenvolvido exclusivamente para o Portal HSM. A reprodução total ou parcial deste conteúdo é permitida mediante citação de fonte e inserção do link para o Portal HSM Online.
HSM Online
16/06/2010
Sua empresa é uma seleção?
Recuperar a posse da bola nas negociações e partir novamente para o ataque podem ser ações cruciais para se levar para casa a tão cobiçada taça de campeão A Copa do Mundo traz à tona muitos questionamentos sobre formação de equipes, entrosamento e eficiência de grupo, tanto quanto à seleção de seu país quanto aos adversários. Torcedores se perguntam quem será convocado e se enfurecem pelo corte dos jogadores que não estão na lista oficial. Os convocados desfrutam da glória de estar entre os melhores do mundo e suportam a cobrança para que dêem o melhor de si para fazer valer a honra de lutar pela sua nação.
Como no futebol, o mundo dos negócios também aflora as mais inúmeras dúvidas ao se construir e liderar um grupo, desde o momento de selecionar quem fará parte da sua equipe, até a apresentação de resultados. O empreendedor se pergunta se os seus funcionários dão o melhor de si em suas atividades, se continuam no banco de reservas esperando o momento de entrar nas disputas, se o departamento de recursos humanos levou seus critérios e exigências a sério na hora de convocar os profissionais. E até mesmo se deve ou não liberar esses colaboradores para que acompanhem aos jogos.
Montar uma verdadeira seleção de trabalhadores é uma tarefa árdua. É preciso que se crie uma relação de extrema confiança com o setor de contratação, deixando sempre muito claro suas intenções quanto aos funcionários, tudo o que será oferecido e o que se espera em troca. Todas as perguntas feitas necessitam de bom senso e paciência para que sejam corretamente respondidas. Mas, a pergunta que nenhum empresário pode deixar de se fazer é: “Eu sei a hora de ser ofensivo nos negócios, ou deixo meus concorrentes impor o ritmo de jogo?”
No futebol, os esquemas táticos são a forma como os treinadores escalam seu time dentro de campo. Seleções tornaram-se famosas por ousadias na formação, como a Holanda de 74 e seu esquema conhecido como “Carrossel Holandês”, no qual os jogadores não tinham posições definidas, mas exibiam grande habilidade técnica e coletiva. Comandar um grupo, definir suas funções, confiar em suas habilidades e saber a hora de atacar ou se defender são virtudes de extrema importância para líderes em geral, sejam técnicos de futebol ou empresários.
Lembre-se que não basta exigir resultados dos seus jogadores se eles não tiverem ferramentas para conquistar as metas almejadas. Disponibilizar equipamentos eficientes e serviços técnicos para manutenção de eletrônicos, é um dos passos a ser inserido na luta pela liderança de mercado.
Como na Holanda da década de 70, para se conseguir destaque é preciso que se desenvolvam as habilidades coletivas da sua equipe. Mantenha a auto-estima alta e valorize cada integrante dela, esclareça os papéis a serem desempenhados e torne o ambiente propício ao desenvolvimento do espírito de coletividade. Um empresário, assim como o treinador, deve acreditar no seu time, e ser seu maior incentivador.
Criar uma estratégia tática que seja eficiente para a empresa e para os colaboradores, formar um grupo bem estruturado, ter força de vontade para se defender quando preciso, recuperar a posse da bola nas negociações e partir novamente para o ataque podem ser ações cruciais para se levar para casa a tão cobiçada taça de campeão.
Gilberto Wiesel (Empresário, administrador de empresas pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy Association, Hawai-USA. É escritor, conferencista e diretor dor Grupo Wiesel que atua na área de Educação Corporativa).
Este artigo foi desenvolvido exclusivamente para o Portal HSM. A reprodução total ou parcial deste conteúdo é permitida mediante citação de fonte e inserção do link para o Portal HSM Online.
HSM Online
16/06/2010
quarta-feira, junho 23, 2010
terça-feira, junho 22, 2010
quinta-feira, junho 17, 2010
Falando sobre RH.com.br - Desempenho - Seu tempo é curto e sempre escorrega “pelas mãos”?
Seu tempo é curto e sempre escorrega “pelas mãos”?
Patrícia Bispo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.
Você tem o sentimento de que trabalha, mas as coisas não acontecem? Percebe que o tempo escoa entre suas mãos e se impotente para dominá-lo?Já teve a impressão de que, muitas vezes, não tem controle sobre as horas, suas atividades no trabalho, e que anda a reboque dos fatos? Calma, se essas perguntas se encaixam perfeitamente na sua vida, não entre em desespero. Afinal, milhões de pessoas no mundo enfrentam situações semelhantes, mas conseguem contorná-las, administrá-las.
"O tempo é um conceito subjetivo que depende muito das circunstâncias em que a pessoa está inserida. Se é uma atividade que cause muito alegria ou prazer, uma hora parece que passa muito rapidamente", afirma Ernesto Berg, especialista em administração do tempo e que lançou recentemente o livro "Quem Roubou o Meu Tempo?", pela Editora Juruá. Em entrevista concedida ao RH.com.br, ela apresenta os inimigos e os aliados do tempo, bem como mostra o caminha para que as pessoas possam bem gerir suas horas, seja no campo pessoal ou profissional. Se seu relógio está em um ritmo muito acelerado e ao final do dia, você tem aquela terrível sensação de que não resolveu os assuntos urgentes e amanhã haverá uma "pilha" de pendências para resolver, dê uma parada estratégica para conferir o conteúdo dessa entrevista. Asseguro que não será perda de tempo. Boa leitura!
RH.com.br - Com um cotidiano cada vez mais agitado, as pessoas têm uma sensação de que o tempo "encurtou" e que mesmo permanecendo acordadas 24 horas, não realizam o que desejam. O que está ocorrendo com o ser humano?
Ernesto Berg - Estamos vivendo na Era da Competição e da globalização. Em função disso as pessoas são levadas a tentar fazer cada vez mais em menos tempo. Acrescente a isso o fato de que as novas tecnologias existentes, como a internet, notebook, celular, palmtop, smartphone entre outros recursos, tornam o ser humano acessível e disponível em qualquer lugar em que esteja obrigando-o a dar respostas a essas demandas, a todo instante. O resultado disso é uma correria desenfreada em direção a alguma coisa que não se sabe muito bem o que é, mas que insere o indivíduo no contexto de uma pressa neurótica, cuja consequência mais visível é um estado de vácuo interno, uma carência de estabilidade psicológica e espiritual.
RH - A definição de tempo torna-se subjetiva, de acordo com as experiências, as responsabilidades e a realidade de cada indivíduo. Para o senhor, o que realmente é o tempo?
Ernesto Berg - Realmente, o tempo é um conceito subjetivo que depende muito das circunstâncias em que a pessoa está inserida. Se é uma atividade que cause muito alegria ou prazer, uma hora parece que passa muito rapidamente. Mas essa mesma hora, passada sob imensa tensão ou pressão, pode dar a impressão de que nunca acaba. Mas, falando sobre o conceito de tempo, pode-se dizer que tempo é vida. Quem ganha tempo ganha vida e quem perde tempo perde vida, pois o melhor indicador de tempo é o que nós efetivamente realizamos e construímos ao longo da nossa existência. Se foi algo de bom, colheremos os bons frutos e se plantamos coisas negativas vamos ter que assumir seus resultados indesejáveis.
RH - A gestão do tempo está ao alcance de todos ou é um privilégio para alguns?
Ernesto Berg - A administração do tempo certamente está ao alcance de toda pessoa que se dispuser a colocar em prática os instrumentos, os processos e as técnicas que a gestão tempo disponibiliza. O resultado disso será um significativo impulso na eficácia e desempenho, não só profissional como também pessoal dos indivíduos que se dispuserem a fazê-lo. Costumo dizer que pessoas eficazes e produtivas são mestres no uso do tempo e sabem muito bem como otimizá-lo. E que pessoas ineficazes e improdutivas são mestres no desperdício do tempo e sabem muito bem como desperdiçá-lo cada vez mais, embora, muitas vezes, não tenham consciência dessa deficiência.
RH - O senhor lançou o livro "Quem Roubou o Meu Tempo". O que o seu trabalho traz de inovador, em relação a outras inúmeras obras que encontramos no mercado?
Ernesto Berg - Conheço inúmeras obras sobre administração do tempo, tanto de autores nacionais como estrangeiros, a maioria delas muito boas. Entretanto, o que diferencia o meu livro de grande parte dos existentes no mercado, é que tentei dar à obra um cunho muito objetivo e eminentemente prático. Cada página tem cerca de uma dúzia de dicas práticas, totalmente aplicáveis no dia a dia do leitor. Agora, a maior inovação, sem dúvida alguma, é o DVD, Gestão Eficaz do Tempo, que acompanha o livro. É uma palestra com 50 minutos de duração que gravei e vem em forma de brinde, sem custo algum para quem adquirir a obra. Em termos mercadológicos é a primeira vez que isso acontece no Brasil e, pelo que pesquisei nos sites internacionais, inclusive dos Estados Unidos e da Europa, é a primeira vez que isso ocorre no mundo, especificamente na área de Administração e Negócios. É algo totalmente inédito, fruto da parceria entre a Editora Juruá, a Dtcom e a minha empresa. O DVD pode ser utilizado em sessões de treinamento, em início de reuniões ou simplesmente para aprimoramento pessoal.
RH - Quando o senhor produziu "Quem Roubou o Meu Tempo", qual foi seu foco?
Ernesto Berg - O foco do livro é tornar as pessoas mais realizadas, atingindo resultados e objetivos através de metodologia apropriada, bem como alavancar a carreira e a profissão do leitor, como também aumentar o desempenho o profissional e pessoal. Além disso, o último capítulo da obra extrapola o âmbito meramente empresarial e dá todas as orientações sobre como estabelecer objetivos para sua vida como um todo seja no âmbito familiar, nos relacionamentos, nas finanças, na saúde, na vida espiritual, por exemplo. Não podemos esquecer que o ser humano tem uma dimensão muito maior do que apenas a profissão e o trabalho.
RH - Qual foi a base que deu sustentação ao seu livro? Experiências próprias, casos observados ou um minucioso trabalho de pesquisa?
Ernesto Berg - Aconteceram as três modalidades. Quando trabalhei como executivo deparei-me com muitas circunstâncias adversas em função do tempo mal usado e mal distribuído. Comprei, então, um livro sobre administração do tempo que foi muito útil, para mim e a minha equipe, para a agilização e a otimização das atividades do departamento que eu chefiava. Depois, já como consultor, gerenciar o tempo foi de importância capital para que eu pudesse dar conta das muitas atividades envolvidas em consultoria, como reuniões, congressos, cursos, palestras, diagnósticos organizacionais, implantação de sistemas, além de muitas viagens e esperas prolongadas nos aeroportos. Por último, muito pesquisei, quando escrevi a obra, vendo muitos filmes e lendo uma grande quantidade de livros e artigos sobre o assunto para servir de embasamento metodológico a esse trabalho.
RH - Quais os grandes inimigos do tempo?
Ernesto Berg - Existem vários inimigos do tempo, mas, costumo dizer, que o maior inimigo do tempo é a nossa própria falta de autodisciplina. Achamos que ao adotar as técnicas e os processos de gerencia do tempo eles vão funcionar automaticamente. Não é assim. Depende essencialmente de cada pessoa colocar em prática seus preceitos diariamente e, só depois, certamente surgirá um grande número de benefícios. Entre os maiores inimigos do tempo estão também: a falta de uma visão estratégica do seu trabalho, a inexistência de agenda diária - que deve ser seguida à risca, a desorganização pessoal - e, muitas vezes, da própria empresa, constantes - e geralmente mal feitas - reuniões, falta de delegação, incapacidade de dizer não, a Internet - quando utilizada desordenadamente e, sobretudo, excesso de e-mails e de informações.
RH - E quais são os melhores aliados da gestão do tempo?
Ernesto Berg - Os melhores aliados são exatamente a antítese dos inimigos do tempo. Primeiro, devo estar imbuído de que vou me policiar e aplicar os instrumentos de gestão do tempo por, pelo menos, 30 dias. Depois desse período esse comportamento passa a incorporar minhas ações automaticamente. Em seguida, ter uma clara visão do que pretende extrair do seu trabalho e de sua profissão, ou seja, a visão e a estratégica, e direcionar suas ações para esses objetivos. Podemos citar ainda passar a utilizar necessariamente uma agenda diária, sempre priorizando as ações, das mais importantes - que devem ser executadas primeiramente - para as menos importantes. Aprender a delegar e a ensinar seu trabalho aos outros sempre que possível, otimizar reuniões, saber a hora de dizer "não" - quando o trabalho é excessivo, otimizar e racionalizar o uso dos e-mails e aprender a navegar na internet com propósito e tempo definidos.
RH - A gestão do tempo é semelhante no campo pessoal e profissional?
Ernesto Berg - Embora mais utilizados no campo profissional, os mesmos instrumentos e processos de gestão do tempo podem também ser empregados nas diferentes áreas da vida pessoal, como no relacionamento familiar, na saúde, nas finanças, na ajuda à comunidade, na vida espiritual. Por exemplo, uma pessoa que queira melhorar seu estado físico, a saúde, deve estabelecer um - ou vários -, planos de ação visando atingir melhor condicionamento corporal. Para isso, pode usar alguns dos instrumentos de gerência do tempo como, definir o que fazer, prioridades, prazos e ações para a obtenção do estado físico desejado. Conheço muitas pessoas que se servem das técnicas descritas em gerência do tempo em suas atividades pessoais, com pleno sucesso. Eu mesmo, além das atividades profissionais e pessoais, tenho um plano de ação claramente estabelecido para minha vida espiritual e que executo diariamente sob quaisquer circunstâncias, pois, para mim, tem prioridade sobre todas as outras atividades que exerço.
RH - A disciplina é indispensável para quem deseja administrar bem o tempo?
Ernesto Berg - A disciplina, como eu já havia mencionado anteriormente, é essencial, não só para administrar o tempo, como também em qualquer outra atividade em que se queira obter sucesso. O mundo em que vivemos está repleto de atrações e distrações, o que nos faz desviar constantemente dos objetivos prioritários previamente traçados. Cerca de 80% de tudo o que diariamente fazemos são basicamente picuinhas, que tomam tempo, exigem esforço. Entretanto, dão um retorno mínimo em termos de produtividade. Como consequência disso, à noite, quando pensamos sobre isso, ficamos frustrados e irritados com o baixo desempenho. Se focarmos as ações no que é essencial e prioritário, temos o sentimento de realização e de dever cumprido, não obstante realizarmos as "picuinhas" também. Só que essas atividades são encaixadas no seu devido lugar, porque se permitirmos, elas irão nos perseguir e ainda acampar ao nosso redor. As atividades prioritárias, de alto retorno, elas não se apresentam, é você que tem que identificá-las e executá-las. Isso exige disciplina e constância. Mas o ganho é fantástico, é só perguntar aos que fazem isso.
RH - Qual a primeira ação que uma pessoa deve ter ao sentir que o tempo "escorre pelas suas mãos"?
Ernesto Berg - A primeira ação é ter consciência de que o tempo está "escorrendo pelas suas mãos" e que isto o torna improdutivo e, talvez, infeliz. O próximo passo é fazer uso da visão estratégica - já mencionada, perguntando se é isso mesmo o que ele quer em termos profissionais ou pessoais. Uma vez encontrada a resposta, definir ações e prioridades e executar o plano traçado. Isto pode ser feito individualmente, ou com o auxílio de outra pessoa, embora esta não seja imprescindível. A maioria das pessoas com quem trabalho ou interajo, o faz individualmente. O essencial é conhecer e aplicar os instrumentos e técnicas de gestão do tempo, pois, sem eles, não terá base suficiente para agir e atingir resultados consistentemente.
RH - Que orientações o senhor pode deixar ao leitor do RH.com.br, para que aproveite melhor seu tempo e, consequentemente, a própria vida?
Ernesto Berg - Que procure ser produtivo, eficaz, motivado e realizado no trabalho, servindo até de exemplo aos colegas. Porém que não perca de vista de que o ser humano é algo muito mais complexo e profundo do que somente trabalho, correrias e atividades produtivas. Ele tem uma razão de ser - pois para isso foi criado por Deus. Por isso, procure encontrar e trabalhar na sua missão de vida - o que é sua prioridade número 1 - tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Tudo o mais é decorrência disso. Quando tiver atingido isto, não terá mais problema com o tempo ou sensação de vida desperdiçada, pois estará exercendo plenamente seu objetivo de vida, para aquilo que veio, de forma produtiva e realizadora.
Patrícia Bispo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.
Você tem o sentimento de que trabalha, mas as coisas não acontecem? Percebe que o tempo escoa entre suas mãos e se impotente para dominá-lo?Já teve a impressão de que, muitas vezes, não tem controle sobre as horas, suas atividades no trabalho, e que anda a reboque dos fatos? Calma, se essas perguntas se encaixam perfeitamente na sua vida, não entre em desespero. Afinal, milhões de pessoas no mundo enfrentam situações semelhantes, mas conseguem contorná-las, administrá-las.
"O tempo é um conceito subjetivo que depende muito das circunstâncias em que a pessoa está inserida. Se é uma atividade que cause muito alegria ou prazer, uma hora parece que passa muito rapidamente", afirma Ernesto Berg, especialista em administração do tempo e que lançou recentemente o livro "Quem Roubou o Meu Tempo?", pela Editora Juruá. Em entrevista concedida ao RH.com.br, ela apresenta os inimigos e os aliados do tempo, bem como mostra o caminha para que as pessoas possam bem gerir suas horas, seja no campo pessoal ou profissional. Se seu relógio está em um ritmo muito acelerado e ao final do dia, você tem aquela terrível sensação de que não resolveu os assuntos urgentes e amanhã haverá uma "pilha" de pendências para resolver, dê uma parada estratégica para conferir o conteúdo dessa entrevista. Asseguro que não será perda de tempo. Boa leitura!
RH.com.br - Com um cotidiano cada vez mais agitado, as pessoas têm uma sensação de que o tempo "encurtou" e que mesmo permanecendo acordadas 24 horas, não realizam o que desejam. O que está ocorrendo com o ser humano?
Ernesto Berg - Estamos vivendo na Era da Competição e da globalização. Em função disso as pessoas são levadas a tentar fazer cada vez mais em menos tempo. Acrescente a isso o fato de que as novas tecnologias existentes, como a internet, notebook, celular, palmtop, smartphone entre outros recursos, tornam o ser humano acessível e disponível em qualquer lugar em que esteja obrigando-o a dar respostas a essas demandas, a todo instante. O resultado disso é uma correria desenfreada em direção a alguma coisa que não se sabe muito bem o que é, mas que insere o indivíduo no contexto de uma pressa neurótica, cuja consequência mais visível é um estado de vácuo interno, uma carência de estabilidade psicológica e espiritual.
RH - A definição de tempo torna-se subjetiva, de acordo com as experiências, as responsabilidades e a realidade de cada indivíduo. Para o senhor, o que realmente é o tempo?
Ernesto Berg - Realmente, o tempo é um conceito subjetivo que depende muito das circunstâncias em que a pessoa está inserida. Se é uma atividade que cause muito alegria ou prazer, uma hora parece que passa muito rapidamente. Mas essa mesma hora, passada sob imensa tensão ou pressão, pode dar a impressão de que nunca acaba. Mas, falando sobre o conceito de tempo, pode-se dizer que tempo é vida. Quem ganha tempo ganha vida e quem perde tempo perde vida, pois o melhor indicador de tempo é o que nós efetivamente realizamos e construímos ao longo da nossa existência. Se foi algo de bom, colheremos os bons frutos e se plantamos coisas negativas vamos ter que assumir seus resultados indesejáveis.
RH - A gestão do tempo está ao alcance de todos ou é um privilégio para alguns?
Ernesto Berg - A administração do tempo certamente está ao alcance de toda pessoa que se dispuser a colocar em prática os instrumentos, os processos e as técnicas que a gestão tempo disponibiliza. O resultado disso será um significativo impulso na eficácia e desempenho, não só profissional como também pessoal dos indivíduos que se dispuserem a fazê-lo. Costumo dizer que pessoas eficazes e produtivas são mestres no uso do tempo e sabem muito bem como otimizá-lo. E que pessoas ineficazes e improdutivas são mestres no desperdício do tempo e sabem muito bem como desperdiçá-lo cada vez mais, embora, muitas vezes, não tenham consciência dessa deficiência.
RH - O senhor lançou o livro "Quem Roubou o Meu Tempo". O que o seu trabalho traz de inovador, em relação a outras inúmeras obras que encontramos no mercado?
Ernesto Berg - Conheço inúmeras obras sobre administração do tempo, tanto de autores nacionais como estrangeiros, a maioria delas muito boas. Entretanto, o que diferencia o meu livro de grande parte dos existentes no mercado, é que tentei dar à obra um cunho muito objetivo e eminentemente prático. Cada página tem cerca de uma dúzia de dicas práticas, totalmente aplicáveis no dia a dia do leitor. Agora, a maior inovação, sem dúvida alguma, é o DVD, Gestão Eficaz do Tempo, que acompanha o livro. É uma palestra com 50 minutos de duração que gravei e vem em forma de brinde, sem custo algum para quem adquirir a obra. Em termos mercadológicos é a primeira vez que isso acontece no Brasil e, pelo que pesquisei nos sites internacionais, inclusive dos Estados Unidos e da Europa, é a primeira vez que isso ocorre no mundo, especificamente na área de Administração e Negócios. É algo totalmente inédito, fruto da parceria entre a Editora Juruá, a Dtcom e a minha empresa. O DVD pode ser utilizado em sessões de treinamento, em início de reuniões ou simplesmente para aprimoramento pessoal.
RH - Quando o senhor produziu "Quem Roubou o Meu Tempo", qual foi seu foco?
Ernesto Berg - O foco do livro é tornar as pessoas mais realizadas, atingindo resultados e objetivos através de metodologia apropriada, bem como alavancar a carreira e a profissão do leitor, como também aumentar o desempenho o profissional e pessoal. Além disso, o último capítulo da obra extrapola o âmbito meramente empresarial e dá todas as orientações sobre como estabelecer objetivos para sua vida como um todo seja no âmbito familiar, nos relacionamentos, nas finanças, na saúde, na vida espiritual, por exemplo. Não podemos esquecer que o ser humano tem uma dimensão muito maior do que apenas a profissão e o trabalho.
RH - Qual foi a base que deu sustentação ao seu livro? Experiências próprias, casos observados ou um minucioso trabalho de pesquisa?
Ernesto Berg - Aconteceram as três modalidades. Quando trabalhei como executivo deparei-me com muitas circunstâncias adversas em função do tempo mal usado e mal distribuído. Comprei, então, um livro sobre administração do tempo que foi muito útil, para mim e a minha equipe, para a agilização e a otimização das atividades do departamento que eu chefiava. Depois, já como consultor, gerenciar o tempo foi de importância capital para que eu pudesse dar conta das muitas atividades envolvidas em consultoria, como reuniões, congressos, cursos, palestras, diagnósticos organizacionais, implantação de sistemas, além de muitas viagens e esperas prolongadas nos aeroportos. Por último, muito pesquisei, quando escrevi a obra, vendo muitos filmes e lendo uma grande quantidade de livros e artigos sobre o assunto para servir de embasamento metodológico a esse trabalho.
RH - Quais os grandes inimigos do tempo?
Ernesto Berg - Existem vários inimigos do tempo, mas, costumo dizer, que o maior inimigo do tempo é a nossa própria falta de autodisciplina. Achamos que ao adotar as técnicas e os processos de gerencia do tempo eles vão funcionar automaticamente. Não é assim. Depende essencialmente de cada pessoa colocar em prática seus preceitos diariamente e, só depois, certamente surgirá um grande número de benefícios. Entre os maiores inimigos do tempo estão também: a falta de uma visão estratégica do seu trabalho, a inexistência de agenda diária - que deve ser seguida à risca, a desorganização pessoal - e, muitas vezes, da própria empresa, constantes - e geralmente mal feitas - reuniões, falta de delegação, incapacidade de dizer não, a Internet - quando utilizada desordenadamente e, sobretudo, excesso de e-mails e de informações.
RH - E quais são os melhores aliados da gestão do tempo?
Ernesto Berg - Os melhores aliados são exatamente a antítese dos inimigos do tempo. Primeiro, devo estar imbuído de que vou me policiar e aplicar os instrumentos de gestão do tempo por, pelo menos, 30 dias. Depois desse período esse comportamento passa a incorporar minhas ações automaticamente. Em seguida, ter uma clara visão do que pretende extrair do seu trabalho e de sua profissão, ou seja, a visão e a estratégica, e direcionar suas ações para esses objetivos. Podemos citar ainda passar a utilizar necessariamente uma agenda diária, sempre priorizando as ações, das mais importantes - que devem ser executadas primeiramente - para as menos importantes. Aprender a delegar e a ensinar seu trabalho aos outros sempre que possível, otimizar reuniões, saber a hora de dizer "não" - quando o trabalho é excessivo, otimizar e racionalizar o uso dos e-mails e aprender a navegar na internet com propósito e tempo definidos.
RH - A gestão do tempo é semelhante no campo pessoal e profissional?
Ernesto Berg - Embora mais utilizados no campo profissional, os mesmos instrumentos e processos de gestão do tempo podem também ser empregados nas diferentes áreas da vida pessoal, como no relacionamento familiar, na saúde, nas finanças, na ajuda à comunidade, na vida espiritual. Por exemplo, uma pessoa que queira melhorar seu estado físico, a saúde, deve estabelecer um - ou vários -, planos de ação visando atingir melhor condicionamento corporal. Para isso, pode usar alguns dos instrumentos de gerência do tempo como, definir o que fazer, prioridades, prazos e ações para a obtenção do estado físico desejado. Conheço muitas pessoas que se servem das técnicas descritas em gerência do tempo em suas atividades pessoais, com pleno sucesso. Eu mesmo, além das atividades profissionais e pessoais, tenho um plano de ação claramente estabelecido para minha vida espiritual e que executo diariamente sob quaisquer circunstâncias, pois, para mim, tem prioridade sobre todas as outras atividades que exerço.
RH - A disciplina é indispensável para quem deseja administrar bem o tempo?
Ernesto Berg - A disciplina, como eu já havia mencionado anteriormente, é essencial, não só para administrar o tempo, como também em qualquer outra atividade em que se queira obter sucesso. O mundo em que vivemos está repleto de atrações e distrações, o que nos faz desviar constantemente dos objetivos prioritários previamente traçados. Cerca de 80% de tudo o que diariamente fazemos são basicamente picuinhas, que tomam tempo, exigem esforço. Entretanto, dão um retorno mínimo em termos de produtividade. Como consequência disso, à noite, quando pensamos sobre isso, ficamos frustrados e irritados com o baixo desempenho. Se focarmos as ações no que é essencial e prioritário, temos o sentimento de realização e de dever cumprido, não obstante realizarmos as "picuinhas" também. Só que essas atividades são encaixadas no seu devido lugar, porque se permitirmos, elas irão nos perseguir e ainda acampar ao nosso redor. As atividades prioritárias, de alto retorno, elas não se apresentam, é você que tem que identificá-las e executá-las. Isso exige disciplina e constância. Mas o ganho é fantástico, é só perguntar aos que fazem isso.
RH - Qual a primeira ação que uma pessoa deve ter ao sentir que o tempo "escorre pelas suas mãos"?
Ernesto Berg - A primeira ação é ter consciência de que o tempo está "escorrendo pelas suas mãos" e que isto o torna improdutivo e, talvez, infeliz. O próximo passo é fazer uso da visão estratégica - já mencionada, perguntando se é isso mesmo o que ele quer em termos profissionais ou pessoais. Uma vez encontrada a resposta, definir ações e prioridades e executar o plano traçado. Isto pode ser feito individualmente, ou com o auxílio de outra pessoa, embora esta não seja imprescindível. A maioria das pessoas com quem trabalho ou interajo, o faz individualmente. O essencial é conhecer e aplicar os instrumentos e técnicas de gestão do tempo, pois, sem eles, não terá base suficiente para agir e atingir resultados consistentemente.
RH - Que orientações o senhor pode deixar ao leitor do RH.com.br, para que aproveite melhor seu tempo e, consequentemente, a própria vida?
Ernesto Berg - Que procure ser produtivo, eficaz, motivado e realizado no trabalho, servindo até de exemplo aos colegas. Porém que não perca de vista de que o ser humano é algo muito mais complexo e profundo do que somente trabalho, correrias e atividades produtivas. Ele tem uma razão de ser - pois para isso foi criado por Deus. Por isso, procure encontrar e trabalhar na sua missão de vida - o que é sua prioridade número 1 - tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Tudo o mais é decorrência disso. Quando tiver atingido isto, não terá mais problema com o tempo ou sensação de vida desperdiçada, pois estará exercendo plenamente seu objetivo de vida, para aquilo que veio, de forma produtiva e realizadora.
quarta-feira, junho 09, 2010
Lições da Seleção Brasileira para sua carreira
<09 de junho de 2010, às 09h09min
Lições da Seleção Brasileira para sua carreira
Se sua profissão fosse jogador de futebol, você estaria entre os convocados para a Copa?
Copa do Mundo começa oficialmente no dia 11 de junho, mas, no Brasil, há alguns meses, já se respira o torneio. E a torcida ficou ainda mais envolvida depois da divulgação da lista com os jogadores convocados para defender a Seleção na África do Sul. A relação, que foi motivo de diversas especulações antes de ser anunciada, como não poderia deixar de ser, rendeu uma chuva de críticas ao técnico Dunga. Alguns nomes tiveram a competência contestada nas ruas, onde, da mesma forma, foram criticadas algumas ausências.
Quem está certo nessa história: Dunga ou o povo? O que cada jogador fez para estar entre os convocados? O que faltou aos ausentes? E você, se sua profissão fosse jogador de futebol, estaria entre os convocados?
A lista de ausências questionadas pelos torcedores brasileiros é extensa: Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Adriano etc. Já com relação às presenças, o centro das atenções tem sido o atacante Grafite, por ele ter atuado pouco pela Seleção e não ter se destacado muito nos últimos meses em seu time, o Wolfsburg, da Alemanha. Dunga, no entanto, foi enfático na coletiva que concedeu após a divulgação dos convocados: "Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima, e tem algumas que em cinco minutos demonstram porque vieram". Segundo o treinador, nos 15 minutos jogados no amistoso contra a Irlanda, em março, Grafite soube aproveitar sua chance e demonstrou as competências necessárias para estar na equipe que agora já se encontra na África do Sul.
Aproveitar as oportunidades
Tratando-se de mercado de trabalho, o futebol não é muito diferente de outros setores. A concorrência é grande e as oportunidades passam rapidamente. O profissional precisa estar atento e preparado para aproveitar cada chance com competência. "O bom profissional deve trazer resultados, não a qualquer preço, mas de uma maneira ética e responsável. Deve estar alinhado à cultura e aos valores da organização, mostrar compatibilidade para com seus líderes e colegas de trabalho, de nada adianta ter muito talento e pouco agregar à equipe", afirma Paulo Araújo, autor do livro Desperte seu Talento - dicas essenciais para a sua carreira. E o consultor Luiz Affonso Romano complementa, dizendo que é preciso "estar atento ao que o mercado procura, e não só às suas habilidades e competências numa outra equipe/ organização, num outro contexto, outro gestor".
Grande parte das críticas à convocação de Grafite se deve, também, ao fato de ele ter substituído o experiente Adriano, ex-ídolo do Flamengo e que esteve presente na equipe de Dunga por várias vezes. Experiente, habilidoso e em boa fase, por que Adriano ficou fora? Bem, era a ele que Dunga se referia quando falou: "Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima". Como afirma Paulo Araújo, "o sucesso é a soma de pequenas e grandes decisões e como o profissional sabe aproveitar as chances que aparecem", o que o ex-imperador da Gávea parece não ter aprendido.
No mercado de trabalho, alguns fatores, como uma boa formação, aperfeiçoamentos e experiência, são determinantes na busca por um espaço e devem guiar o profissional sempre a um mesmo objetivo: "a capacidade de executar o planejado e ser uma referência para clientes e colegas de trabalho", como ressalta Paulo Araújo.
Outro fator importante, conforme lembra a consultora da Career Center, Claudia Monari, é "manter a rede de relacionamento sempre ativa", o que "ajuda muito a identificar oportunidades".
O peso da reputação
O escritor Paulo Araújo é enfático: "talento sem reputação de nada vale". Manter uma boa conduta dentro e fora do ambiente de trabalho é essencial para o sucesso de um profissional. E isso foi outro calo na temporada 2009 de Adriano. As brigas com a namorada em público, as supostas relações com traficantes e os atrasos e ausências nos treinamentos e em jogos importantes podem ter deixado na carreira do Imperador uma mancha difícil de sair. "Reputação é tudo. Demora um minuto para perdê-la e uma vida para construí-la. A sua reputação é o seu maior tesouro, seu maior bem", ressalta Araújo.
Já a consultora Claudia Monari lembra que a postura do profissional também é um fator determinante de sua competência. "O conceito de competência é formado por conhecimentos, habilidades e atitudes. Você só é competente se houver esses três ingredientes no seu desempenho. No caso do Adriano, a atitude não era a esperada para aquele tipo de desafio, por isso foi preterido (pelo técnico Dunga)", afirma Monari.
No dia a dia do mercado de trabalho, é preciso "estar consciente de que a carreira é seu patrimônio e, portanto, cultivá-la, adaptá-la às necessidades, trabalhar a sua rede de relacionamento, aprender a gerir o seu tempo, aumentar de forma comedida a sua visibilidade", afirma Luiz Affonso Romano.
O profissional de confiança
Na Seleção, Kaká é o maior exemplo de como a carreira pesa nas decisões de alguns gestores. Contundido e em uma fase que não é das melhores, o craque do Milan, mesmo antes da divulgação dos nomes dos convocados, já era figura garantida no time de Dunga. O motivo: confiança no trabalho demonstrado nas partidas em que foi chamado pelo técnico. Nem mesmo o brilhantismo dos meninos do Santos conseguiu ameaçar a posição do meia.
Paulo Araújo, no entanto, adverte que a confiança na experiência, a preferência pela garantia de um trabalho já conhecido, nem sempre prevalece. "Isso depende de como pensa cada gestor e das circunstâncias do momento que vive a organização. Por vezes é hora de lançar e dar espaço para um novo talento, às vezes não é hora de arriscar e apostar naquele que já deu resultados", afirma.
Para Romano, "é preciso haver uma mescla, tal qual em 1958 – mais difícil por ser fora do continente e não sermos a força temida de agora – com Pelé aos 17 anos e Nilton Santos aos 32, já tendo disputado duas Copas".
A lição para os estagiários
"O estágio, se bem aproveitado, corresponde à oportunidade de o jovem não apenas mostrar seu talento e empenho, mas também se preparar para avançar na trajetória profissional quando surgir o 'grande desafio' que renderá a tão sonhada convocação, ou melhor, a efetivação". Isso é o que afirma Noely David, supervisora de Processos Especiais do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que concedeu uma entrevista ao Administradores falando sobre as lições da Copa para os jovens que estão começando a buscar espaço no mercado de trabalho.
Para ler a íntegra da entrevista com Noely, clique aqui.
Lições da Seleção Brasileira para sua carreira
Se sua profissão fosse jogador de futebol, você estaria entre os convocados para a Copa?
Copa do Mundo começa oficialmente no dia 11 de junho, mas, no Brasil, há alguns meses, já se respira o torneio. E a torcida ficou ainda mais envolvida depois da divulgação da lista com os jogadores convocados para defender a Seleção na África do Sul. A relação, que foi motivo de diversas especulações antes de ser anunciada, como não poderia deixar de ser, rendeu uma chuva de críticas ao técnico Dunga. Alguns nomes tiveram a competência contestada nas ruas, onde, da mesma forma, foram criticadas algumas ausências.
Quem está certo nessa história: Dunga ou o povo? O que cada jogador fez para estar entre os convocados? O que faltou aos ausentes? E você, se sua profissão fosse jogador de futebol, estaria entre os convocados?
A lista de ausências questionadas pelos torcedores brasileiros é extensa: Neymar, Ganso, Ronaldinho Gaúcho, Adriano etc. Já com relação às presenças, o centro das atenções tem sido o atacante Grafite, por ele ter atuado pouco pela Seleção e não ter se destacado muito nos últimos meses em seu time, o Wolfsburg, da Alemanha. Dunga, no entanto, foi enfático na coletiva que concedeu após a divulgação dos convocados: "Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima, e tem algumas que em cinco minutos demonstram porque vieram". Segundo o treinador, nos 15 minutos jogados no amistoso contra a Irlanda, em março, Grafite soube aproveitar sua chance e demonstrou as competências necessárias para estar na equipe que agora já se encontra na África do Sul.
Aproveitar as oportunidades
Tratando-se de mercado de trabalho, o futebol não é muito diferente de outros setores. A concorrência é grande e as oportunidades passam rapidamente. O profissional precisa estar atento e preparado para aproveitar cada chance com competência. "O bom profissional deve trazer resultados, não a qualquer preço, mas de uma maneira ética e responsável. Deve estar alinhado à cultura e aos valores da organização, mostrar compatibilidade para com seus líderes e colegas de trabalho, de nada adianta ter muito talento e pouco agregar à equipe", afirma Paulo Araújo, autor do livro Desperte seu Talento - dicas essenciais para a sua carreira. E o consultor Luiz Affonso Romano complementa, dizendo que é preciso "estar atento ao que o mercado procura, e não só às suas habilidades e competências numa outra equipe/ organização, num outro contexto, outro gestor".
Grande parte das críticas à convocação de Grafite se deve, também, ao fato de ele ter substituído o experiente Adriano, ex-ídolo do Flamengo e que esteve presente na equipe de Dunga por várias vezes. Experiente, habilidoso e em boa fase, por que Adriano ficou fora? Bem, era a ele que Dunga se referia quando falou: "Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima". Como afirma Paulo Araújo, "o sucesso é a soma de pequenas e grandes decisões e como o profissional sabe aproveitar as chances que aparecem", o que o ex-imperador da Gávea parece não ter aprendido.
No mercado de trabalho, alguns fatores, como uma boa formação, aperfeiçoamentos e experiência, são determinantes na busca por um espaço e devem guiar o profissional sempre a um mesmo objetivo: "a capacidade de executar o planejado e ser uma referência para clientes e colegas de trabalho", como ressalta Paulo Araújo.
Outro fator importante, conforme lembra a consultora da Career Center, Claudia Monari, é "manter a rede de relacionamento sempre ativa", o que "ajuda muito a identificar oportunidades".
O peso da reputação
O escritor Paulo Araújo é enfático: "talento sem reputação de nada vale". Manter uma boa conduta dentro e fora do ambiente de trabalho é essencial para o sucesso de um profissional. E isso foi outro calo na temporada 2009 de Adriano. As brigas com a namorada em público, as supostas relações com traficantes e os atrasos e ausências nos treinamentos e em jogos importantes podem ter deixado na carreira do Imperador uma mancha difícil de sair. "Reputação é tudo. Demora um minuto para perdê-la e uma vida para construí-la. A sua reputação é o seu maior tesouro, seu maior bem", ressalta Araújo.
Já a consultora Claudia Monari lembra que a postura do profissional também é um fator determinante de sua competência. "O conceito de competência é formado por conhecimentos, habilidades e atitudes. Você só é competente se houver esses três ingredientes no seu desempenho. No caso do Adriano, a atitude não era a esperada para aquele tipo de desafio, por isso foi preterido (pelo técnico Dunga)", afirma Monari.
No dia a dia do mercado de trabalho, é preciso "estar consciente de que a carreira é seu patrimônio e, portanto, cultivá-la, adaptá-la às necessidades, trabalhar a sua rede de relacionamento, aprender a gerir o seu tempo, aumentar de forma comedida a sua visibilidade", afirma Luiz Affonso Romano.
O profissional de confiança
Na Seleção, Kaká é o maior exemplo de como a carreira pesa nas decisões de alguns gestores. Contundido e em uma fase que não é das melhores, o craque do Milan, mesmo antes da divulgação dos nomes dos convocados, já era figura garantida no time de Dunga. O motivo: confiança no trabalho demonstrado nas partidas em que foi chamado pelo técnico. Nem mesmo o brilhantismo dos meninos do Santos conseguiu ameaçar a posição do meia.
Paulo Araújo, no entanto, adverte que a confiança na experiência, a preferência pela garantia de um trabalho já conhecido, nem sempre prevalece. "Isso depende de como pensa cada gestor e das circunstâncias do momento que vive a organização. Por vezes é hora de lançar e dar espaço para um novo talento, às vezes não é hora de arriscar e apostar naquele que já deu resultados", afirma.
Para Romano, "é preciso haver uma mescla, tal qual em 1958 – mais difícil por ser fora do continente e não sermos a força temida de agora – com Pelé aos 17 anos e Nilton Santos aos 32, já tendo disputado duas Copas".
A lição para os estagiários
"O estágio, se bem aproveitado, corresponde à oportunidade de o jovem não apenas mostrar seu talento e empenho, mas também se preparar para avançar na trajetória profissional quando surgir o 'grande desafio' que renderá a tão sonhada convocação, ou melhor, a efetivação". Isso é o que afirma Noely David, supervisora de Processos Especiais do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), que concedeu uma entrevista ao Administradores falando sobre as lições da Copa para os jovens que estão começando a buscar espaço no mercado de trabalho.
Para ler a íntegra da entrevista com Noely, clique aqui.
terça-feira, junho 08, 2010
EDUCAÇÃO DE QUARTO MUNDO - LIA LUFT
"Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos
ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"
No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral. O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.
No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto, nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.
Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?
Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet. Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários. Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.
Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal. Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.
Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?
FONTE: REVISTA VEJA
ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso?"
No meio da tragédia do Haiti, que comove até mesmo os calejados repórteres de guerra, levo um choque nacional. Não são horrores como os de lá, mas não deixa de ser um drama moral. O relatório "Educação para todos", da Unesco, pôs o Brasil na 88ª posição no ranking de desenvolvimento educacional. Estamos atrás dos países mais pobres da América Latina, como o Paraguai, o Equador e a Bolívia. Parece que em alfabetizar somos até bons, mas depois a coisa degringola: a repetência média na América Latina e no Caribe é de pouco mais de 4%. No Brasil, é de quase 19%.
No clima de ufanismo que anda reinando por aqui, talvez seja bom acalmar-se e parar para refletir. Pois, se nossa economia não ficou arruinada, a verdade é que nossas crianças brincam na lama do esgoto, nossas famílias são soterradas em casas cuja segurança ninguém controla, nossos jovens são assassinados nas esquinas, em favelas ou condomínios de luxo somos reféns da bandidagem geral, e os velhos morrem no chão dos corredores dos hospitais públicos. Nossos políticos continuam numa queda de braço para ver quem é o mais impune dos corruptos, a linguagem e a postura das campanhas eleitorais se delineiam nada elegantes, e agora está provado o que a gente já imaginava: somos péssimos em educação.
Pergunta básica: quanto de nosso orçamento nacional vai para educação e cultura? Quanto interesse temos num povo educado, isto é, consciente e informado - não só de seus deveres e direitos, mas dos deveres dos homens públicos e do que poderia facilmente ser muito melhor neste país, que não é só de sabiás e palmeiras, mas de esforço, luta, sofrimento e desilusão?
Precisamos muito de crianças que saibam ler e escrever no fim da 1ª série elementar; jovens que consigam raciocinar e tenham o hábito de ler pelo menos jornal no 2º grau; universitários que possam se expressar falando e escrevendo, em lugar de, às vezes com beneplácito dos professores, copiar trabalhos da internet. Qualidade e liberdade de expressão também são pilares da democracia. Só com empenho dos governos, com exigência e rigor razoáveis das escolas - o que significa respeito ao estudante, à família e ao professor - teremos profissionais de primeira em todas as áreas, de técnicos, pesquisadores, jornalistas e médicos a operários. Por que nos contentarmos com o pior, o medíocre, se podemos ter o melhor e não nos falta o recurso humano para isso? Quando empregarmos em educação uma boa parte dos nossos recursos, com professores valorizados, os alunos vendo que suas ações têm consequências, como a reprovação - palavra que assusta alguns moderníssimos pedagogos, palavra que em algumas escolas nem deve ser usada, quando o que prejudica não é o termo, mas a negligência. Tantos são os jeitos e os recursos favorecendo o aluno preguiçoso que alguns casos chegam a ser bizarros: reprovação, só com muito esforço. Trabalho ou relaxamento têm o mesmo valor e recompensa.
Sou de uma família de professores universitários. Exerci o duro ofício durante dez anos, nos quais me apaixonei por lidar com alunos, mas já questionava o nível de exigência que podia lhes fazer. Isso faz algumas décadas: quando éramos ingênuos, e não antecipávamos ter nosso país entre os piores em educação. Quando os alunos ainda não usavam celular e iPhone na sala de aula, não conversavam como se estivessem no bar nem copiavam seus trabalhos da internet - o que hoje começa a ser considerado normal. Em suma, quando escola e universidade eram lugares de compostura, trabalho e aprendizado. O relaxamento não é geral, mas preocupa quem deseja o melhor para esta terra.
Há gente que acha tudo ótimo como está: os que reclamam é que estão fora da moda ou da realidade. Preparar para as lidas da vida real seria incutir nos jovens uma resignação de usuários do SUS, ou deixar a meninada "aproveitar a vida": alguém pode me explicar o que seria isso?
FONTE: REVISTA VEJA
segunda-feira, junho 07, 2010
FOTOS DO CURSO DE INICIAÇÃO AO COACHING - 04 E 05/06/2010
Aí estão as fotos deste último Curso de Iniciação ao Coaching com certificação da Lambent do Brasil e reconhecimento do ICC. Uma turma pequena mas muito valorosa e cheia de disposição e conhecimentos para compartir. Acredito que os exercícios práticos levaram a interação e reflexão e que grandes mudanças de atitude começam hoje!
Muito sucesso a todos!
E nos vemos no próximo curso de Coaching de Equipes!






Muito sucesso a todos!
E nos vemos no próximo curso de Coaching de Equipes!






quarta-feira, junho 02, 2010
terça-feira, junho 01, 2010
segunda-feira, maio 31, 2010
Banalização do Coach no Brasil
Um dos pioneiros do conceito de Coaching no Brasil fala da confusão que o mercado faz sobre esta atividade profissional Com o intuito de contribuir com os que necessitam de um processo de coach e com os bons profissionais da área, continuarei batendo na mesma tecla: a "banalização da palavra coach" no Brasil. O tempo passa e a onda vai se disseminando no mercado. Não é apenas uma questão de semântica, mas de mau uso por profissionais que apenas acharam um "jeito" de conseguir novos clientes.
Como pioneiro desde 1996 na utilização do conceito de "Coaching" no Brasil, e membro fundador do Grupo de Excelência em Coaching do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), sinto-me muito a vontade para chamar a atenção sobre o processo de "banalização", que tão cedo acontece com o uso da palavra "Coaching" para denominar o exercício desta atividade profissional no Brasil.
A pedido da presidência do CRA para a conceituação de "Coaching" e participando do GEC (Grupo de Excelência de Coaching) coordenado pelo Sr. Paulo Roberto da Costa, tive a oportunidade de contribuir para a conceituação do que seria "Coaching" sob a ótica desta entidade. Este trabalho levou nove meses para sua conclusão com acaloradas discussões sobre o conceito. Vale ressaltar que este grupo do CRA é um grupo multidisciplinar formado por advogados, engenheiros, economistas, psicólogos, psiquiatras e administradores de empresas entre outros, e elaborou uma vasta pesquisa, aqui no Brasil e no exterior, para sugerir o conceito que foi aprovado em Reunião Plenária do CRA em 17 de setembro de 2008: "Coaching é uma atividade profissional que se dá num processo confidencial, estabelecido em uma relação de parceria entre o Coach e o Cliente, visando o desenvolvimento pessoal e profissional, apoiando e instigando, com o objetivo de atingir resultados previamente estabelecidos".
Como esta atividade no Brasil e no exterior não tem ainda uma formação acadêmica e não é regido por nenhum orgão regulador. O que tenho presenciado é a proliferação do uso da palavra em várias áreas, inclusive como ferramenta de marketing por indivíduos que fazem parte de profissões já estabelecidas e reguladas, apenas para aproveitar a "onda" do termo "Coaching".
Sem desmerecer nenhuma profissão ou atividade profissional, não creio que seja adequado que até professores de Yoga, atividade praticada desde 1975, se auto-denominem "Coach Corporal e Mental"! Faço até piada de que exercer esta atividade não é fácil, mesmo porque, a maioria das pessoas sequer sabe do que se trata, confundindo com terapia. E agora, com esta banalização por aproveitadores marketeiros, o conceito deverá complicar ainda mais seu entendimento.
No entanto, mais do que conceituar, o problema reside nas questões éticas dos profissionais que recebem em suas mãos o que seus clientes têm de mais sagrado: seus medos, angústias, projetos e sonhos, ou seja, parte de suas almas.
Emerson Ciociorowski (Graduado em Economia pela Universidade Mackenzie com especialização em Marketing pela Universidade de Nova York e em Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas. Atua como consultor nas áreas de Planejamento, Marketing, Comércio Exterior e Coaching).
HSM Online
31/05/2010
Como pioneiro desde 1996 na utilização do conceito de "Coaching" no Brasil, e membro fundador do Grupo de Excelência em Coaching do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), sinto-me muito a vontade para chamar a atenção sobre o processo de "banalização", que tão cedo acontece com o uso da palavra "Coaching" para denominar o exercício desta atividade profissional no Brasil.
A pedido da presidência do CRA para a conceituação de "Coaching" e participando do GEC (Grupo de Excelência de Coaching) coordenado pelo Sr. Paulo Roberto da Costa, tive a oportunidade de contribuir para a conceituação do que seria "Coaching" sob a ótica desta entidade. Este trabalho levou nove meses para sua conclusão com acaloradas discussões sobre o conceito. Vale ressaltar que este grupo do CRA é um grupo multidisciplinar formado por advogados, engenheiros, economistas, psicólogos, psiquiatras e administradores de empresas entre outros, e elaborou uma vasta pesquisa, aqui no Brasil e no exterior, para sugerir o conceito que foi aprovado em Reunião Plenária do CRA em 17 de setembro de 2008: "Coaching é uma atividade profissional que se dá num processo confidencial, estabelecido em uma relação de parceria entre o Coach e o Cliente, visando o desenvolvimento pessoal e profissional, apoiando e instigando, com o objetivo de atingir resultados previamente estabelecidos".
Como esta atividade no Brasil e no exterior não tem ainda uma formação acadêmica e não é regido por nenhum orgão regulador. O que tenho presenciado é a proliferação do uso da palavra em várias áreas, inclusive como ferramenta de marketing por indivíduos que fazem parte de profissões já estabelecidas e reguladas, apenas para aproveitar a "onda" do termo "Coaching".
Sem desmerecer nenhuma profissão ou atividade profissional, não creio que seja adequado que até professores de Yoga, atividade praticada desde 1975, se auto-denominem "Coach Corporal e Mental"! Faço até piada de que exercer esta atividade não é fácil, mesmo porque, a maioria das pessoas sequer sabe do que se trata, confundindo com terapia. E agora, com esta banalização por aproveitadores marketeiros, o conceito deverá complicar ainda mais seu entendimento.
No entanto, mais do que conceituar, o problema reside nas questões éticas dos profissionais que recebem em suas mãos o que seus clientes têm de mais sagrado: seus medos, angústias, projetos e sonhos, ou seja, parte de suas almas.
Emerson Ciociorowski (Graduado em Economia pela Universidade Mackenzie com especialização em Marketing pela Universidade de Nova York e em Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas. Atua como consultor nas áreas de Planejamento, Marketing, Comércio Exterior e Coaching).
HSM Online
31/05/2010
A seleção canarinho e as marcas corporativas
Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre. Pode parecer apenas uma metáfora ingênua e oportunista. Afinal, não se fala de outra coisa nestes meses. Mas não é nem oportunista e muito menos ingênua. A relação entre a nossa Seleção e as marcas corporativas é total.
Nós sabemos como as marcas corporativas, transcendendo as marcas de produto, deixaram de ser somente figurantes, passaram a ser fortes coadjuvantes e hoje são protagonistas nas comunicações e relações das organizações com seu mercado e stakeholders.
Aí vão algumas razões para demonstrar a autencidade desse paralelo entre as marcas corporativas e nossa Seleção.
1. Longevidade - Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre. Elas presenciam a entrada e saída de marcas de produto, que têm uma existência normalmente muito mais curta. Nossos craques também. Há muito tempo o Bellini levantou nossa primeira taça. Depois Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafú. Ao longo desse período, a Seleção continuou nos orgulhando com outros craques.
2. Paternidade - As marcas corporativas dão “paternidade” e orgulho para os produtos que operam sua bandeira. Não é à toa que cresceu tanto a expressão das marcas corporativas nas comunicações de produto. Há muitos exemplos disso. Talvez o da Unilever seja o mais paradigmático nos últimos tempos. Como um produto que recebe o U corporativo em sua embalagem, os jogadores que são chamados para a seleção também são apadrinhados pela camiseta canarinho. Quando perguntaram uma vez a um jogador menos conhecido na época se gostaria de jogar na seleção, ele respondeu: “Mas quanto eu vou ter que pagar?”
3. Individualidade - As marcas corporativas não eliminam a individualidade das marcas de produto. Em qualquer portfólio de produtos, dentro de uma empresa, é a coisa mais natural e desejável do mundo que os produtos tenham sua própria personalidade e contribuam de forma planejada para os resultados do conjunto. A última coisa que se espera de um portfólio de produtos e marcas é uma desastrosa canibalização entre eles. Com a nossa Seleção é exatamente a mesma coisa. Robinho e Lúcio sabem que um não é capaz de fazer tão bem o que o outro faz. Acomodar as habilidades desses garotos num todo harmônico sempre foi a principal virtude dos grandes técnicos. O saudoso Telê Santana talvez tenha sido o grande mestre nessa virtude, mesmo sem ter ganho a Copa de 82.
4. Qualidade - Alguém conhece alguma marca corporativa que desfrute de prestígio, porém com um portfólio de produtos de qualidade questionável ou ruim? Eu não! É uma contradição em termos. Nos estudos que realizamos anualmente para a revista Época Negócios, as marcas corporativas de maior prestígio têm sido: Nestlé, Natura, Correios, Petrobrás, J&J, Volkswagen entre outras. A qualidade dos produtos e serviços é o pressuposto de empresas com marcas corporativas com reputação. Seleções não vão a lugar nenhum com jogadores pernas-de-pau. Mesmo grandes técnicos não conseguem essa milagrosa transmutação. Ou seja, qualidade é o price-of-entry de qualquer marca corporativa respeitada. Não há comunicação que cure a falta de qualidade de seus produtos.
5. Humildade - Quantas e quantas organizações não têm caído na armadilha das disputas internas entre unidades de negócios, entre as marcas de mais brilho versus as menos expressivas no mercado? Não é nada estranho que batalhas internas drenem a força do conjunto e o resultado final da empresa, representada pela marca corporativa como um todo. Isso os faz lembrar de algo semelhante em nossa Seleção? Quantas e quantas vezes não ouvimos coisas do tipo: temos um grupo de grandes craques, mas eles não constituem uma equipe. As “marcas” individuais, os jogadores manifestam seu brilho próprio mas precisam se submeter a estratégia do portfólio, isto é, da Seleção.
Longe de mim ignorar o peso fundamental das marcas de produto! Aliás, há dois meses, eu discuti nesta coluna como elas não podem ser substituídas pelas marcas corporativas. Todavia, mais importante do que qualquer uma das duas instâncias (marca de produto e marca corporativa) individualmente é a química entre elas. Como no caso da Seleção, somente a camiseta canarinho não ganha o jogo. Assusta o adversário, mas não ganha. E o inverso também: só um amontoado de craques não cria uma Seleção e nem levanta a taça.
Por Jaime Troiano (Presidente do Grupo Troiano de Branding e autor do livro “As marcas no divã” - www.grupotroiano.com.br)
HSM Online
27/05/2010
Nós sabemos como as marcas corporativas, transcendendo as marcas de produto, deixaram de ser somente figurantes, passaram a ser fortes coadjuvantes e hoje são protagonistas nas comunicações e relações das organizações com seu mercado e stakeholders.
Aí vão algumas razões para demonstrar a autencidade desse paralelo entre as marcas corporativas e nossa Seleção.
1. Longevidade - Como no caso da Seleção, as marcas corporativas foram feitas para durar muito. Se possível, quase para sempre. Elas presenciam a entrada e saída de marcas de produto, que têm uma existência normalmente muito mais curta. Nossos craques também. Há muito tempo o Bellini levantou nossa primeira taça. Depois Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafú. Ao longo desse período, a Seleção continuou nos orgulhando com outros craques.
2. Paternidade - As marcas corporativas dão “paternidade” e orgulho para os produtos que operam sua bandeira. Não é à toa que cresceu tanto a expressão das marcas corporativas nas comunicações de produto. Há muitos exemplos disso. Talvez o da Unilever seja o mais paradigmático nos últimos tempos. Como um produto que recebe o U corporativo em sua embalagem, os jogadores que são chamados para a seleção também são apadrinhados pela camiseta canarinho. Quando perguntaram uma vez a um jogador menos conhecido na época se gostaria de jogar na seleção, ele respondeu: “Mas quanto eu vou ter que pagar?”
3. Individualidade - As marcas corporativas não eliminam a individualidade das marcas de produto. Em qualquer portfólio de produtos, dentro de uma empresa, é a coisa mais natural e desejável do mundo que os produtos tenham sua própria personalidade e contribuam de forma planejada para os resultados do conjunto. A última coisa que se espera de um portfólio de produtos e marcas é uma desastrosa canibalização entre eles. Com a nossa Seleção é exatamente a mesma coisa. Robinho e Lúcio sabem que um não é capaz de fazer tão bem o que o outro faz. Acomodar as habilidades desses garotos num todo harmônico sempre foi a principal virtude dos grandes técnicos. O saudoso Telê Santana talvez tenha sido o grande mestre nessa virtude, mesmo sem ter ganho a Copa de 82.
4. Qualidade - Alguém conhece alguma marca corporativa que desfrute de prestígio, porém com um portfólio de produtos de qualidade questionável ou ruim? Eu não! É uma contradição em termos. Nos estudos que realizamos anualmente para a revista Época Negócios, as marcas corporativas de maior prestígio têm sido: Nestlé, Natura, Correios, Petrobrás, J&J, Volkswagen entre outras. A qualidade dos produtos e serviços é o pressuposto de empresas com marcas corporativas com reputação. Seleções não vão a lugar nenhum com jogadores pernas-de-pau. Mesmo grandes técnicos não conseguem essa milagrosa transmutação. Ou seja, qualidade é o price-of-entry de qualquer marca corporativa respeitada. Não há comunicação que cure a falta de qualidade de seus produtos.
5. Humildade - Quantas e quantas organizações não têm caído na armadilha das disputas internas entre unidades de negócios, entre as marcas de mais brilho versus as menos expressivas no mercado? Não é nada estranho que batalhas internas drenem a força do conjunto e o resultado final da empresa, representada pela marca corporativa como um todo. Isso os faz lembrar de algo semelhante em nossa Seleção? Quantas e quantas vezes não ouvimos coisas do tipo: temos um grupo de grandes craques, mas eles não constituem uma equipe. As “marcas” individuais, os jogadores manifestam seu brilho próprio mas precisam se submeter a estratégia do portfólio, isto é, da Seleção.
Longe de mim ignorar o peso fundamental das marcas de produto! Aliás, há dois meses, eu discuti nesta coluna como elas não podem ser substituídas pelas marcas corporativas. Todavia, mais importante do que qualquer uma das duas instâncias (marca de produto e marca corporativa) individualmente é a química entre elas. Como no caso da Seleção, somente a camiseta canarinho não ganha o jogo. Assusta o adversário, mas não ganha. E o inverso também: só um amontoado de craques não cria uma Seleção e nem levanta a taça.
Por Jaime Troiano (Presidente do Grupo Troiano de Branding e autor do livro “As marcas no divã” - www.grupotroiano.com.br)
HSM Online
27/05/2010
sábado, maio 29, 2010
VAI SAIR DO EMPREGO? CONFIRA OS DEZ ERROS NA HORA DE COMUNICAR A EMPRESA
26 de maio de 2010, às 00h09min
Sobre momento certo de dizer a respeito da mudança, especialista afirma que depende da relação entre o profissional e o chefe
É comum o profissional receber um proposta de emprego, enquanto trabalha em outra empresa. Neste momento, é necessário avaliar os prós e contras da nova oportunidade. Tomada a decisão, a pessoa deve comunicar a empresa sobre o desligamento.
A supervisora dos Serviços de Apoio à Carreira da Catho Online, Daniella Correa, aconselha que o profissional seja sincero ao falar sobre o motivo do desligamento. Entretanto, é indicado sempre ser cordial.
“Não é necessário nem recomendado dar muitos detalhes do novo emprego, pois, quanto menos falar, menor a chance de cometer gafes ou até mesmo de dar a parecer menosprezar a empresa atual”, explica.
Relação entre profissional e chefe
Sobre o momento certo de falar a respeito da mudança de emprego, a especialista afirma que depende da relação entre o profissional e o chefe. É aconselhável que a pessoa procure falar quanto antes. Assim, a empresa terá mais tempo para se organizar e procurar outro profissional para trabalhar no lugar.
Sobre o aviso prévio, Daniella declara que é indicado cumpri-lo. “Assim, ele [o profissional] não deixa a empresa 'na mão' e sai com as portas abertas. Mas, caso não tenha essa disponibilidade, deve-se tentar negociar no mínimo duas semanas na nova empresa”.
Já o diretor de Projetos da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vladimir Araújo, afirma que a empresa precisa ter uma política clara sobre desligamentos e não deve abrir exceções. “Desta forma, os profissionais, enquanto empregados, terão conhecimento quanto ao procedimento e não haverá contestações”, diz.
Dez principais erros
Além dessas dicas, a especialista separou os dez erros mais comuns na hora de anunciar a saída da empresa. Confira:
1.Falta de preparo: seja claro e objetivo. A pessoa deve estar preparado para discutir os motivos da saída. Se o profissional estiver na empresa já há algum tempo ou se ele ocupar um cargo de mais responsabilidade, é possível que o chefe tenha algumas perguntas ou, pelo contrário, tenha uma contra oferta;
2.Falta de postura: não xingue o chefe, seja educado e pacífico e deixe as portas abertas. Agradeça por tudo.
3.Precipitação: pense bem sobre o assunto, para não se arrepender depois. Tenha certeza e trace suas metas, pois é necessário ter convicção de que não deseja mais trabalhar na empresa;
4.Não saber o motivo da saída: saiba o que pode fazê-lo ficar ou não na empresa, seja o motivo um aumento de salário, mais benefícios, uma promoção ou outros;
5.Sair avisando todo mundo: imagine se a empresa fizer uma oferta atraente, será bastante complicado se já tiver avisado a todos que sairá da empresa;
6.Deixar seu chefe 'na mão': dê um prazo para que o chefe consiga contratar alguém;
7.Mandar e-mail ou falar no corredor: é indicado agendar uma reunião para falar sobre o assunto;
8.Deixar uma impressão negativa: deixe apenas a impressão de que sairá para um lugar melhor para você;
9.Deixar pendências: não deixe nenhuma pendência junto à empresa;
10.Falar mal: nunca fale mal de ninguém ou da empresa. Tenha uma conduta madura e de respeito.
Fonte: www.administradores.com.br
Sobre momento certo de dizer a respeito da mudança, especialista afirma que depende da relação entre o profissional e o chefe
É comum o profissional receber um proposta de emprego, enquanto trabalha em outra empresa. Neste momento, é necessário avaliar os prós e contras da nova oportunidade. Tomada a decisão, a pessoa deve comunicar a empresa sobre o desligamento.
A supervisora dos Serviços de Apoio à Carreira da Catho Online, Daniella Correa, aconselha que o profissional seja sincero ao falar sobre o motivo do desligamento. Entretanto, é indicado sempre ser cordial.
“Não é necessário nem recomendado dar muitos detalhes do novo emprego, pois, quanto menos falar, menor a chance de cometer gafes ou até mesmo de dar a parecer menosprezar a empresa atual”, explica.
Relação entre profissional e chefe
Sobre o momento certo de falar a respeito da mudança de emprego, a especialista afirma que depende da relação entre o profissional e o chefe. É aconselhável que a pessoa procure falar quanto antes. Assim, a empresa terá mais tempo para se organizar e procurar outro profissional para trabalhar no lugar.
Sobre o aviso prévio, Daniella declara que é indicado cumpri-lo. “Assim, ele [o profissional] não deixa a empresa 'na mão' e sai com as portas abertas. Mas, caso não tenha essa disponibilidade, deve-se tentar negociar no mínimo duas semanas na nova empresa”.
Já o diretor de Projetos da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vladimir Araújo, afirma que a empresa precisa ter uma política clara sobre desligamentos e não deve abrir exceções. “Desta forma, os profissionais, enquanto empregados, terão conhecimento quanto ao procedimento e não haverá contestações”, diz.
Dez principais erros
Além dessas dicas, a especialista separou os dez erros mais comuns na hora de anunciar a saída da empresa. Confira:
1.Falta de preparo: seja claro e objetivo. A pessoa deve estar preparado para discutir os motivos da saída. Se o profissional estiver na empresa já há algum tempo ou se ele ocupar um cargo de mais responsabilidade, é possível que o chefe tenha algumas perguntas ou, pelo contrário, tenha uma contra oferta;
2.Falta de postura: não xingue o chefe, seja educado e pacífico e deixe as portas abertas. Agradeça por tudo.
3.Precipitação: pense bem sobre o assunto, para não se arrepender depois. Tenha certeza e trace suas metas, pois é necessário ter convicção de que não deseja mais trabalhar na empresa;
4.Não saber o motivo da saída: saiba o que pode fazê-lo ficar ou não na empresa, seja o motivo um aumento de salário, mais benefícios, uma promoção ou outros;
5.Sair avisando todo mundo: imagine se a empresa fizer uma oferta atraente, será bastante complicado se já tiver avisado a todos que sairá da empresa;
6.Deixar seu chefe 'na mão': dê um prazo para que o chefe consiga contratar alguém;
7.Mandar e-mail ou falar no corredor: é indicado agendar uma reunião para falar sobre o assunto;
8.Deixar uma impressão negativa: deixe apenas a impressão de que sairá para um lugar melhor para você;
9.Deixar pendências: não deixe nenhuma pendência junto à empresa;
10.Falar mal: nunca fale mal de ninguém ou da empresa. Tenha uma conduta madura e de respeito.
Fonte: www.administradores.com.br
Você tem as competências essenciais para uma boa liderança?
Faça o teste elaborado pela empresa norte-americana CareerLab, consultoria de carreira e liderança, e veja as 10 competências para se tornar um melhor líder
Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br
Muitas são as responsabilidades de um líder. Geralmente, espera-se desse profissional eficiência em dirigir uma equipe, conquistar os melhores resultados para a empresa, manter um ambiente saudável e harmonioso, além de ter o respeito de seus liderados.
O coach Paulo Roberto de Souza, especialista em gestão pessoal, destaca que a principal características do líder, para realizar suas atividades com eficiência, está em desenvolver pessoas. "Uma pessoa que está nesta posição pode ajudar a facilitar ao máximo o alcance dos objetivos por parte dos funcionários. Mais do que se preocupar em fazer, o líder deve se ocupar de conseguir que sua equipe consiga produzir, sem dependência, que se tornem pessoas responsáveis, ou seja, que conduzam suas tarefas adequadamente, sem necessidade de conselhos e acompanhamento próximo e que atinjam seus objetivos".
Contudo, muitos profissionais se questionam sobre quais as habilidades que uma pessoa deve ter para liderar com sucesso.
A CarrerLab, consultoria norte-americana especializada em carreira e liderança, elaborou um teste simples que avalia as competências essências, ou seja, as habilidades para um profissional ter uma boa liderança. De acordo com William S. Frank, presidente e CEO da CareerLab, todos podem se tornar líderes em suas áreas, mas para isso é preciso praticar. "Qualquer um poderá, com interesse e dedicação, desenvolver as habilidades para um bom líder. Para isso, é preciso praticar e aprender algumas habilidades para essa função."
E você? Acha que possui as competências essências para ter uma boa liderança? Faça o teste, da consultoria CarreerLab e avalie sua capacidade de liderar.
Teste
Abaixo, existem 10 habilidades e cada uma vale 10 pontos. Caso sinta que possui uma competência totalmente desenvolvida em alguma determinada habilidade, some 10 pontos. Caso considere que essa habilidade não é completamente desenvolvida, não some os pontos.
1.Visionário.
Criam uma visão, ou seja, pensam no futuro da sua empresa. Esses líderes podem melhorar a qualidade e a aceitação da visão de parceria com seus colegas, a equipe de executivos, funcionários-chave de toda a organização ou consultores externos. Esse profissional procura novas ideias e apoia às pessoas que ajudam a criar essas propostas.
2. Inspirador.
Uma vez que a visão está estabelecida, os grandes líderes são capazes de inspirar todos na empresa para obter o resultado que a empresa espera. Esta inspiração se estende a clientes, investidores, fornecedores, órgãos de administração e todos os outros intervenientes.
Isso não significa que os bons líderes têm de ser carismáticos ou grandes oradores públicos, embora alguns sejam. Os líderes podem inspirar pelo exemplo, ou de forma discreta. Cada palavra e ação demonstram a sua paixão para a visão.
3. Estratégico.
Profissionais que são claros nos seus argumentos e enfrentam diretamente as forças e fraquezas das suas próprias organizações, bem como as suas oportunidades e ameaças externas. Eles pensam em termos de alavancagem, de "pesca onde os peixes são grandes" e de parceria para ganhar vantagem no mercado. Apesar de ter interesse em uma venda, eles preferem criar alianças estratégicas que geram milhares, ou centenas de milhares de vendas.
4. Táticos.
Os líderes com esse perfil são orientados para linha de fundo e, extraordinariamente, comprometidos com resultados. Eles prosperam em fatos, números, "números" e dados. São estão interessados em ROI, ROE e EBIDTA, por exemplo. Se os números não são o seu forte, se cercam de talentos em finanças.
5. Focalizado.
Uma vez que a visão e a missão (uma declaração breve, clara das razões para a existência de uma organização) são estabelecidas, esses líderes focam nos objetivos propostos e exigidos em suas tarefas.
Líderes com 20 prioridades (sem foco), essencialmente, não têm prioridades e passam a conviver com problemas para a realização de suas tarefa.
6.Persuasivo.
Não são necessariamente vendedores, mas profissionais com esse perfil, são capazes de levar outras pessoas para o seu ponto de vista usando a lógica, razão, emoção e força de suas personalidades. Eles motivam pela persuasão, em vez de intimidação. A chave aqui é o líder falando de seu coração.
7. Agradável.
Bons líderes são centrados nas pessoas. Eles podem ser cientistas, engenheiros e técnicos de formação, mas reconhecem as habilidades interpessoais de seus liderados. Eles exibem um alto grau de inteligência emocional e possuem simpatia.
8. Decisivos.
São aqueles que podem tomar decisões rapidamente - muitas vezes com dados incompletos. Raramente um líder é capaz de obter 100 % da informação necessária para uma decisão. Normalmente são "60 %" ou "80 %".
9. Ética.
Liderança é baseada em princípios. Estabelecem expectativas claras de desempenho e as pessoas responsáveis. Isso requer que sejam diretos e verdadeiros. Sabem que é difícil bater a verdade.
10. Aberto a comentários.
São abertos e dedicados à aprendizagem ao longo da vida. Buscam feedback sobre seu desempenho através de conversas diretas e ferramentas de objetivo, tais como opiniões diversas. Profissionais com esse perfil, ao buscarem a melhoria contínua em suas empresas, acham melhorias para si próprio.
Resultado
· Pontuação 70 ou mais - Você está na faixa de destino e possui as características de um bom líder.
· Pontuação Inferior a 70 - Você possui algumas deficiências para essa função de liderança. Procure desenvolver e treinar as habilidades que ainda não são o seu forte.
Use os seus resultados para criar um plano de desenvolvimento para sua carreira. Em outras palavras, se você está carente em alguma determinada competência, procure mentores, formação e coaching para escorar sua fraqueza. No entanto, o mais importante é aproveitar seus pontos fortes.
O teste foi divulgado pelo jornal norte-americano Denver Business Journal
Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br
Muitas são as responsabilidades de um líder. Geralmente, espera-se desse profissional eficiência em dirigir uma equipe, conquistar os melhores resultados para a empresa, manter um ambiente saudável e harmonioso, além de ter o respeito de seus liderados.
O coach Paulo Roberto de Souza, especialista em gestão pessoal, destaca que a principal características do líder, para realizar suas atividades com eficiência, está em desenvolver pessoas. "Uma pessoa que está nesta posição pode ajudar a facilitar ao máximo o alcance dos objetivos por parte dos funcionários. Mais do que se preocupar em fazer, o líder deve se ocupar de conseguir que sua equipe consiga produzir, sem dependência, que se tornem pessoas responsáveis, ou seja, que conduzam suas tarefas adequadamente, sem necessidade de conselhos e acompanhamento próximo e que atinjam seus objetivos".
Contudo, muitos profissionais se questionam sobre quais as habilidades que uma pessoa deve ter para liderar com sucesso.
A CarrerLab, consultoria norte-americana especializada em carreira e liderança, elaborou um teste simples que avalia as competências essências, ou seja, as habilidades para um profissional ter uma boa liderança. De acordo com William S. Frank, presidente e CEO da CareerLab, todos podem se tornar líderes em suas áreas, mas para isso é preciso praticar. "Qualquer um poderá, com interesse e dedicação, desenvolver as habilidades para um bom líder. Para isso, é preciso praticar e aprender algumas habilidades para essa função."
E você? Acha que possui as competências essências para ter uma boa liderança? Faça o teste, da consultoria CarreerLab e avalie sua capacidade de liderar.
Teste
Abaixo, existem 10 habilidades e cada uma vale 10 pontos. Caso sinta que possui uma competência totalmente desenvolvida em alguma determinada habilidade, some 10 pontos. Caso considere que essa habilidade não é completamente desenvolvida, não some os pontos.
1.Visionário.
Criam uma visão, ou seja, pensam no futuro da sua empresa. Esses líderes podem melhorar a qualidade e a aceitação da visão de parceria com seus colegas, a equipe de executivos, funcionários-chave de toda a organização ou consultores externos. Esse profissional procura novas ideias e apoia às pessoas que ajudam a criar essas propostas.
2. Inspirador.
Uma vez que a visão está estabelecida, os grandes líderes são capazes de inspirar todos na empresa para obter o resultado que a empresa espera. Esta inspiração se estende a clientes, investidores, fornecedores, órgãos de administração e todos os outros intervenientes.
Isso não significa que os bons líderes têm de ser carismáticos ou grandes oradores públicos, embora alguns sejam. Os líderes podem inspirar pelo exemplo, ou de forma discreta. Cada palavra e ação demonstram a sua paixão para a visão.
3. Estratégico.
Profissionais que são claros nos seus argumentos e enfrentam diretamente as forças e fraquezas das suas próprias organizações, bem como as suas oportunidades e ameaças externas. Eles pensam em termos de alavancagem, de "pesca onde os peixes são grandes" e de parceria para ganhar vantagem no mercado. Apesar de ter interesse em uma venda, eles preferem criar alianças estratégicas que geram milhares, ou centenas de milhares de vendas.
4. Táticos.
Os líderes com esse perfil são orientados para linha de fundo e, extraordinariamente, comprometidos com resultados. Eles prosperam em fatos, números, "números" e dados. São estão interessados em ROI, ROE e EBIDTA, por exemplo. Se os números não são o seu forte, se cercam de talentos em finanças.
5. Focalizado.
Uma vez que a visão e a missão (uma declaração breve, clara das razões para a existência de uma organização) são estabelecidas, esses líderes focam nos objetivos propostos e exigidos em suas tarefas.
Líderes com 20 prioridades (sem foco), essencialmente, não têm prioridades e passam a conviver com problemas para a realização de suas tarefa.
6.Persuasivo.
Não são necessariamente vendedores, mas profissionais com esse perfil, são capazes de levar outras pessoas para o seu ponto de vista usando a lógica, razão, emoção e força de suas personalidades. Eles motivam pela persuasão, em vez de intimidação. A chave aqui é o líder falando de seu coração.
7. Agradável.
Bons líderes são centrados nas pessoas. Eles podem ser cientistas, engenheiros e técnicos de formação, mas reconhecem as habilidades interpessoais de seus liderados. Eles exibem um alto grau de inteligência emocional e possuem simpatia.
8. Decisivos.
São aqueles que podem tomar decisões rapidamente - muitas vezes com dados incompletos. Raramente um líder é capaz de obter 100 % da informação necessária para uma decisão. Normalmente são "60 %" ou "80 %".
9. Ética.
Liderança é baseada em princípios. Estabelecem expectativas claras de desempenho e as pessoas responsáveis. Isso requer que sejam diretos e verdadeiros. Sabem que é difícil bater a verdade.
10. Aberto a comentários.
São abertos e dedicados à aprendizagem ao longo da vida. Buscam feedback sobre seu desempenho através de conversas diretas e ferramentas de objetivo, tais como opiniões diversas. Profissionais com esse perfil, ao buscarem a melhoria contínua em suas empresas, acham melhorias para si próprio.
Resultado
· Pontuação 70 ou mais - Você está na faixa de destino e possui as características de um bom líder.
· Pontuação Inferior a 70 - Você possui algumas deficiências para essa função de liderança. Procure desenvolver e treinar as habilidades que ainda não são o seu forte.
Use os seus resultados para criar um plano de desenvolvimento para sua carreira. Em outras palavras, se você está carente em alguma determinada competência, procure mentores, formação e coaching para escorar sua fraqueza. No entanto, o mais importante é aproveitar seus pontos fortes.
O teste foi divulgado pelo jornal norte-americano Denver Business Journal
terça-feira, maio 25, 2010
quarta-feira, maio 19, 2010
CCAA na Rede Record - O inglês no mercado de trabalho
Veja reportagem interessante falando sobre a importância do inglês nas contratações atuais, com participação de alunos e professor de minha franquia CCAA e de meu depoimento sobre como o candidato deve se portar em entrevista de trabalho.
terça-feira, maio 18, 2010
NADA DE IR A SÃO PAULO! FAÇA SEU CURSO DE INICIAÇÃO AO COACHING EM RIO PRETO NOS DIAS 28 E 29/5
Conheça e aprenda a aplicar a ferramenta mais poderosa para desenvolver pessoas e organizações, e prepara-se para aproveitar todas as oportunidades trazidas pelo boom econômico de crescimento que o Brasil viverá a partir de 2010.
Certificado pela Lambent do Brasil http://www.lambentdobrasil.com/ e reconhecido pelo ICC – Comunidade Internacional de Coaching. http://www.internationalcoachingcommunity.com/
OBJETIVOS:
Introdução aos conceitos e uso de técnicas da ferramenta mais poderosa para desenvolver pessoas e organizações, utilizar o coaching como instrumento para seu desenvolvimento pessoal e profissional, propiciando:
· O entendimento do que é coaching;
· Desenvolver habilidades básicas de um coach;
· Apresentar uma estrutura clara e prática do processo de coaching;
· Aplicar as ferramentas aprendidas no desenvolvimento pessoal e de liderados.
· Tornar-se um Líder Coach
PÚBLICO ALVO: Presidentes, Diretores, Gerentes, RHs, Chefes, Psícologos, consultores, Coaches, Empreendedores e Líderes
DATA: 28 e 29/05/2010 VAGAS: máximo de 20 participantes.
CARGA HORÁRIA: 16 h HORÁRIO: das 8h30 às 18h30 com 2 h de almoço
LOCAL: CCAA Unidade II – Shopping Lake Center – próximo ao Damha I
INVESTIMENTO: R$ 700,00 (Setecentos reais) por participante.
FORMA DE PAGAMENTO: à vista 10% de desconto, ou em 5 parcelas de R$ 140,00, sendo a primeira no ato da inscrição.
Incluído: apostila, 4 coffee breaks deliciosos, certificado emitido pela Lambent do Brasil
Consulte-nos para preços para mais de 2 pessoas da mesma empresa.
FACILITADORA: Ada Maria de Assis e Silva (Trainer licenciada pela Lambent do Brasil)
Graduada em Bacharelado em Letras – Tradução pela Unesp;
MBA em Gestão de Negócios pelo Cegente – Uniceres;
Certificada em Coaching pela Lambent do Brasil § Membro do ICC – International Coaching Community;
Executive Coach há mais de cinco anos atendendo profissionais de diferentes áreas
Empresária do Setor Educacional há 30 anos
Palestrante;
Articulista do site http://www.rh.com.br/
Diretora da Officina do Coach – Orientação e Consultor
Trainer Licenciada da Lambent do Brasil.
Fluente em Inglês e Espanhol
Professora da Pós Graduação de Recursos Humanos da Unilago- S J Rio Preto
FAÇA SUA INSCRIÇÃO: 17 3225.1830, 17 3234.6190, 17 8115.9082 ou ada@ccaajustkids.com e ferzanuzo2@hotmail.com
Certificado pela Lambent do Brasil http://www.lambentdobrasil.com/ e reconhecido pelo ICC – Comunidade Internacional de Coaching. http://www.internationalcoachingcommunity.com/
OBJETIVOS:
Introdução aos conceitos e uso de técnicas da ferramenta mais poderosa para desenvolver pessoas e organizações, utilizar o coaching como instrumento para seu desenvolvimento pessoal e profissional, propiciando:
· O entendimento do que é coaching;
· Desenvolver habilidades básicas de um coach;
· Apresentar uma estrutura clara e prática do processo de coaching;
· Aplicar as ferramentas aprendidas no desenvolvimento pessoal e de liderados.
· Tornar-se um Líder Coach
PÚBLICO ALVO: Presidentes, Diretores, Gerentes, RHs, Chefes, Psícologos, consultores, Coaches, Empreendedores e Líderes
DATA: 28 e 29/05/2010 VAGAS: máximo de 20 participantes.
CARGA HORÁRIA: 16 h HORÁRIO: das 8h30 às 18h30 com 2 h de almoço
LOCAL: CCAA Unidade II – Shopping Lake Center – próximo ao Damha I
INVESTIMENTO: R$ 700,00 (Setecentos reais) por participante.
FORMA DE PAGAMENTO: à vista 10% de desconto, ou em 5 parcelas de R$ 140,00, sendo a primeira no ato da inscrição.
Incluído: apostila, 4 coffee breaks deliciosos, certificado emitido pela Lambent do Brasil
Consulte-nos para preços para mais de 2 pessoas da mesma empresa.
FACILITADORA: Ada Maria de Assis e Silva (Trainer licenciada pela Lambent do Brasil)
Graduada em Bacharelado em Letras – Tradução pela Unesp;
MBA em Gestão de Negócios pelo Cegente – Uniceres;
Certificada em Coaching pela Lambent do Brasil § Membro do ICC – International Coaching Community;
Executive Coach há mais de cinco anos atendendo profissionais de diferentes áreas
Empresária do Setor Educacional há 30 anos
Palestrante;
Articulista do site http://www.rh.com.br/
Diretora da Officina do Coach – Orientação e Consultor
Trainer Licenciada da Lambent do Brasil.
Fluente em Inglês e Espanhol
Professora da Pós Graduação de Recursos Humanos da Unilago- S J Rio Preto
FAÇA SUA INSCRIÇÃO: 17 3225.1830, 17 3234.6190, 17 8115.9082 ou ada@ccaajustkids.com e ferzanuzo2@hotmail.com
sábado, maio 08, 2010
sábado, maio 01, 2010
Seminário Empresarial com ROBERT WONG no Rio Preto Shopping Center realizado pela Equipe Consultores
Minha franquia CCAA S J Rio Preto apoiou o evento Seminário Empresarial com o headhunter ROBERT WONG no Rio Preto Shopping Center realizado pela Equipe Consultores no dia 30/04/2010! Juntei minhas carreiras de empresária e coach de forma agradável e sempre buscando mais conhecimento e aumentado o networking!



ZONA DE CONFORTO - INIMIGA DO SUCESSO PROFISSIONAL

RH » Carreira » Entrevista
Zona de conforto: inimiga do sucesso profissional
Patrícia Bispo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.
Inúmeras são as pessoas que nesse exato momento questionam como conquistar um espaço em um mercado competitivo e extremamente exigente. Há quem acredite que realizar cursos na área em que deseja atuar é suficiente para ir ao encontro do sucesso. Será que é tão simples assim? A realidade mostra que não. Hoje, as empresas buscam profissionais com diferenciais e detenham competências tanto técnicas quanto comportamentais. Para isso, é preciso sair da zona de conforto, dar um basta à mesmice e acreditar mais em si. Afinal, os obstáculos surgem a cada segundo e quem os vê como um empecilho para a vida, deve rever seus paradigmas e focar as dificuldades como oportunidades de crescimento.
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.
Inúmeras são as pessoas que nesse exato momento questionam como conquistar um espaço em um mercado competitivo e extremamente exigente. Há quem acredite que realizar cursos na área em que deseja atuar é suficiente para ir ao encontro do sucesso. Será que é tão simples assim? A realidade mostra que não. Hoje, as empresas buscam profissionais com diferenciais e detenham competências tanto técnicas quanto comportamentais. Para isso, é preciso sair da zona de conforto, dar um basta à mesmice e acreditar mais em si. Afinal, os obstáculos surgem a cada segundo e quem os vê como um empecilho para a vida, deve rever seus paradigmas e focar as dificuldades como oportunidades de crescimento.
Em entrevista concedida ao RH.com.br, a consultora organizacional e coach Ada Assis e Silva destaca que as empresas devem abrir espaço para que os profissionais arrisquem, inovem, utilizem o potencial criativo. E se algum erro for cometido, deve ser considerado como uma tentativa de acerto. "A pessoa quando está no estado de paralisia em relação ao seu desenvolvimento não consegue sozinha fazer as mudanças que precisa, pois ela não enxerga saídas possíveis para esta situação em que está presa", destaca a consultora que também é especialista em coaching, palestrante e docente de pós-graduação em Recursos Humanos, na Unilago. A entrevista de Ada Assis é boa oportunidade para avaliar se a gestão da sua empresa estimula os talentos ou mesmo se você encontra-se na zona de conforto, esperando que o sucesso bata à porta. Boa leitura!
RH.com.br - Por que o sucesso profissional parece ser algo inatingível para muitos profissionais?
Ada Assis - Bem, penso que os profissionais tenham algumas crenças pré-exitentes de que não passarão de um determinado ponto de sua carreira e que, portanto, não vale a pena investir em sua formação profissional conquistando novas competências necessárias a sua evolução. Existe certa resistência em estudar, ler, ter uma visão mais sistêmica do que acontece tanto no seu ambiente micro como também no macro. As pessoas acomodam-se na famosa "zona de conforto" por não se sentirem capazes e motivados a tentar realizar seus sonhos e seus projetos.
RH - Por que as pessoas apresentam essa resistência?
Ada Assis - Penso que são vários os motivos que levam as pessoas a essas resistências, pois cada caso é um caso. Mas, é preciso avaliar em que momento de vida este profissional está e o quê o está impedindo de atingir um novo padrão de comportamento e de desempenho. Algumas crenças que criamos ao longo da vida podem realmente nos limitar, pois estamos crentes de que não seremos capazes de resolver questões, assumir certas responsabilidades ou desempenhar novas funções ou tarefas com sucesso.
RH - Essas resistências surgem em decorrência dos mapas mentais que formamos ao longo da vida?
Ada Assis - Os mapas mentais realmente nos mostram sempre o mesmo caminho já percorrido e, como tendemos a sempre buscar por segurança, acabamos não nos aventurando em tentar traçar um novo plano de ação que nos leve a atingir um novo desempenho. Há vários motivadores que podem nos levar a mudanças importantes como o desejo de reconhecimento, a necessidade de aprender, o desejo de uma melhor remuneração e algumas vezes o medo de perdermos nosso emprego ou função. Nestes momentos, algumas pessoas conseguem dar um primeiro passo em direção a uma mudança de hábito e de atitude, mas outras podem se paralisar totalmente.
RH - Quando as pessoas paralisam quais os caminhos que podem trazê-las novamente ao desenvolvimento?
Ada Assis - Penso que a área de RH é fundamental nesse momento e também o líder direto deste profissional. A pessoa quando está neste estado não consegue sozinha fazer as mudanças que precisa, pois ela não enxerga saídas possíveis para esta situação em que está presa. Em primeiro lugar, é importante e imprescindível que este profissional possa receber um feedback transparente e honesto. Se houver um líder ou um profissional de Recursos Humanos que possa dar-lhe um feedback de seu desempenho e, junto com ele, levantar quais as competências e as mudanças que precisam ser feitas, isto poderá levá-lo a reflexão individual, mesmo que haja algum desconforto no primeiro momento. Depois, é preciso que juntos tracem um plano de ação com datas específicas, para que ele realize ações como cursos, leitura, recorra à assistência de vídeos, converse com outros colaboradores e faça anotações de suas dificuldades. É preciso ainda que haja encontros posteriores para conversar sobre como estas ações têm sido feitas. É o que chamamos de "tarefa" no coaching executivo. A cada encontro que pode ser até mensal, no caso do coach ser alguém da empresa, avalia-se a tarefa feita e se determina a próxima a ser executada. Muitas vezes as empresas perdem excelentes profissionais técnicos por não reservarem este momento do feedback e de orientação para corrigir problemas comportamentais. Perde a empresa e também o profissional que vai se sentir ainda menos competente.
RH - Os profissionais têm medo de errar, quando buscam a ascensão profissional?
Ada Assis - Todos nós temos medo de errar na sociedade atual. Somos incentivados desde crianças a sermos os melhores alunos, a ganharmos as disputas enquanto atletas, a sermos um filho que corresponda às expectativas dos pais e a termos sucesso profissional na vida adulta. Infelizmente, não há muito espaço para errarmos e, com isso, elaborarmos frustrações, descobrindo que saímos de certas situações de erro fortalecidos e seguros para enfrentar a próxima. É preciso que as empresas tenham tolerância com erros que surjam de novos projetos, de novas funções assumidas, de novos desafios. Não se pode realmente tolerar comportamentos de irresponsabilidade e de falta de vontade, mas ninguém pode transformar-se em um profissional completo e de excelência se não pode errar. É preciso também que o próprio profissional permita-se arriscar, buscando sua ascensão profissional sem que isso o impeça de tentar. Para nós coaches, não há erro, apenas tentativas.
RH - Então, o medo de errar poda o potencial criativo do indivíduo, atrapalha ascensão do profissional e prejudica, logicamente, a organização?
Ada Assis - Sim. O medo de errar pode ser amenizado, se o profissional tiver apoio e orientação de seu líder e de seus pares, pois isso vai motivá-lo a continuar buscando soluções criativas e novas, pois se sentirá apoiado e motivado. Em minha opinião, o profissional que somos mostra quem somos, e não o contrário. Passamos a maior parte de nosso tempo dentro da empresa ou envolvido com nosso trabalho. Se soubermos qual é o nosso propósito de vida e onde queremos chegar, vamos nos tornar um profissional melhor, ou seja, vamos melhorar nossos relacionamentos, vamos ser mais determinados, buscaremos aprender mais sobre o mercado que estamos inseridos, e a cada conquista vamos ganhar auto-estima e segurança. É extremamente prazeroso tanto para o profissional quanto para seu líder e orientador perceber quantas mudanças positivas ocorrem neste processo. Nunca houve um processo de coaching que acompanhei sem sucesso, se o profissional quiser realmente mudar. E penso que todos querem sempre ser melhor.
RH - Em sua opinião, qual o maior inimigo de um profissional de talento que busca o sucesso no campo corporativo?
Ada Assis - Ele mesmo. Há uma voz interna que pode tanto nos levar à ação como nos levar à paralisia. Se conseguirmos parar para refletir toda vez que temos medo ou que alguma crença comece a aparecer para que desistamos, vamos nos fortalecendo e acreditando que podemos dar mais um passo. O maior adversário de qualquer atleta não é o time ou jogador oponente, mas sua própria falta de concentração e de foco, e a permissão para que esta voz interna negativa apareça. É preciso aprender a dominá-la e o processo de coaching tem todas as ferramentas para isso. O profissional pode ir conquistando objetivos menores, se conseguir definir onde deseja chegar e perceber de forma positiva cada meta alcançada. Quando der por si, estará com novos hábitos e novas atitudes, terá alcançado o sucesso profissional e pessoal que buscava.
RH - Que conselhos a senhora dá aos profissionais de RH que querem ver os talentos fluírem nas equipes?
Ada Assis - Antes de mais nada, deem feedback transparente, particular e honesto para todos os colaboradores e busquem difundir a cultura na empresa. Ouço da maioria de meus clientes de coaching e de meus alunos em cursos, que não recebem feedback de suas análises de desempenho. E também de muitos líderes de que não têm tempo para orientar e conversar com seus colaboradores. É necessário que se compreenda que o tempo investido nos feedbacks e na orientação de colaboradores, mesmo que seja de 15 minutos, evitará muitos conflitos e problemas futuros. Apesar de muito comentado e alardeado, os colaboradores não estão sendo "empoderados" como deveriam e poderiam, pois as lideranças e os profissionais de RH ainda não compreenderam os benefícios que isto trará a eles, aos liderados e à organização. Assim, orientem todos os níveis de hierarquia da empresa a criar uma cultura de coaching, onde haverá feedback constante, plano de ação definido para cada colaborador, acompanhamento, empoderamento e delegação eficaz.
RH - E qual orientação poderia ser dada aos talentos que são podados, mas que querem garantir seu espaço em um mercado tão competitivo?
Ada Assis - Busquem uma empresa onde a cultura existente é de desenvolver talentos e mantê-los. Se você não está em uma empresa assim, avalie a possibilidade de uma transição para outra, fazendo isso de forma transparente e responsável. Invistam sempre na sua formação profissional não só com cursos técnicos de sua área de atuação, mas com cursos de idiomas, de teatro, de oratória, de vendas, de motivação, por exemplo, que os mantenha alinhados e informados do mundo em que vivem. O mundo nunca este tão plano como agora. Temos informação em tempo real através de vários ferramentas e sites de relacionamento. Acredite que não há limites para sua atuação e seu crescimento. Mantenha seu networking em crescimento e troque realmente conhecimentos relevantes com eles. E se lembre que há muito conhecimento e experiência a ser compartilhada com os seniores. E finalmente, considere o empreendedorismo como uma possível carreira bem-sucedida.
RH.com.br - Por que o sucesso profissional parece ser algo inatingível para muitos profissionais?
Ada Assis - Bem, penso que os profissionais tenham algumas crenças pré-exitentes de que não passarão de um determinado ponto de sua carreira e que, portanto, não vale a pena investir em sua formação profissional conquistando novas competências necessárias a sua evolução. Existe certa resistência em estudar, ler, ter uma visão mais sistêmica do que acontece tanto no seu ambiente micro como também no macro. As pessoas acomodam-se na famosa "zona de conforto" por não se sentirem capazes e motivados a tentar realizar seus sonhos e seus projetos.
RH - Por que as pessoas apresentam essa resistência?
Ada Assis - Penso que são vários os motivos que levam as pessoas a essas resistências, pois cada caso é um caso. Mas, é preciso avaliar em que momento de vida este profissional está e o quê o está impedindo de atingir um novo padrão de comportamento e de desempenho. Algumas crenças que criamos ao longo da vida podem realmente nos limitar, pois estamos crentes de que não seremos capazes de resolver questões, assumir certas responsabilidades ou desempenhar novas funções ou tarefas com sucesso.
RH - Essas resistências surgem em decorrência dos mapas mentais que formamos ao longo da vida?
Ada Assis - Os mapas mentais realmente nos mostram sempre o mesmo caminho já percorrido e, como tendemos a sempre buscar por segurança, acabamos não nos aventurando em tentar traçar um novo plano de ação que nos leve a atingir um novo desempenho. Há vários motivadores que podem nos levar a mudanças importantes como o desejo de reconhecimento, a necessidade de aprender, o desejo de uma melhor remuneração e algumas vezes o medo de perdermos nosso emprego ou função. Nestes momentos, algumas pessoas conseguem dar um primeiro passo em direção a uma mudança de hábito e de atitude, mas outras podem se paralisar totalmente.
RH - Quando as pessoas paralisam quais os caminhos que podem trazê-las novamente ao desenvolvimento?
Ada Assis - Penso que a área de RH é fundamental nesse momento e também o líder direto deste profissional. A pessoa quando está neste estado não consegue sozinha fazer as mudanças que precisa, pois ela não enxerga saídas possíveis para esta situação em que está presa. Em primeiro lugar, é importante e imprescindível que este profissional possa receber um feedback transparente e honesto. Se houver um líder ou um profissional de Recursos Humanos que possa dar-lhe um feedback de seu desempenho e, junto com ele, levantar quais as competências e as mudanças que precisam ser feitas, isto poderá levá-lo a reflexão individual, mesmo que haja algum desconforto no primeiro momento. Depois, é preciso que juntos tracem um plano de ação com datas específicas, para que ele realize ações como cursos, leitura, recorra à assistência de vídeos, converse com outros colaboradores e faça anotações de suas dificuldades. É preciso ainda que haja encontros posteriores para conversar sobre como estas ações têm sido feitas. É o que chamamos de "tarefa" no coaching executivo. A cada encontro que pode ser até mensal, no caso do coach ser alguém da empresa, avalia-se a tarefa feita e se determina a próxima a ser executada. Muitas vezes as empresas perdem excelentes profissionais técnicos por não reservarem este momento do feedback e de orientação para corrigir problemas comportamentais. Perde a empresa e também o profissional que vai se sentir ainda menos competente.
RH - Os profissionais têm medo de errar, quando buscam a ascensão profissional?
Ada Assis - Todos nós temos medo de errar na sociedade atual. Somos incentivados desde crianças a sermos os melhores alunos, a ganharmos as disputas enquanto atletas, a sermos um filho que corresponda às expectativas dos pais e a termos sucesso profissional na vida adulta. Infelizmente, não há muito espaço para errarmos e, com isso, elaborarmos frustrações, descobrindo que saímos de certas situações de erro fortalecidos e seguros para enfrentar a próxima. É preciso que as empresas tenham tolerância com erros que surjam de novos projetos, de novas funções assumidas, de novos desafios. Não se pode realmente tolerar comportamentos de irresponsabilidade e de falta de vontade, mas ninguém pode transformar-se em um profissional completo e de excelência se não pode errar. É preciso também que o próprio profissional permita-se arriscar, buscando sua ascensão profissional sem que isso o impeça de tentar. Para nós coaches, não há erro, apenas tentativas.
RH - Então, o medo de errar poda o potencial criativo do indivíduo, atrapalha ascensão do profissional e prejudica, logicamente, a organização?
Ada Assis - Sim. O medo de errar pode ser amenizado, se o profissional tiver apoio e orientação de seu líder e de seus pares, pois isso vai motivá-lo a continuar buscando soluções criativas e novas, pois se sentirá apoiado e motivado. Em minha opinião, o profissional que somos mostra quem somos, e não o contrário. Passamos a maior parte de nosso tempo dentro da empresa ou envolvido com nosso trabalho. Se soubermos qual é o nosso propósito de vida e onde queremos chegar, vamos nos tornar um profissional melhor, ou seja, vamos melhorar nossos relacionamentos, vamos ser mais determinados, buscaremos aprender mais sobre o mercado que estamos inseridos, e a cada conquista vamos ganhar auto-estima e segurança. É extremamente prazeroso tanto para o profissional quanto para seu líder e orientador perceber quantas mudanças positivas ocorrem neste processo. Nunca houve um processo de coaching que acompanhei sem sucesso, se o profissional quiser realmente mudar. E penso que todos querem sempre ser melhor.
RH - Em sua opinião, qual o maior inimigo de um profissional de talento que busca o sucesso no campo corporativo?
Ada Assis - Ele mesmo. Há uma voz interna que pode tanto nos levar à ação como nos levar à paralisia. Se conseguirmos parar para refletir toda vez que temos medo ou que alguma crença comece a aparecer para que desistamos, vamos nos fortalecendo e acreditando que podemos dar mais um passo. O maior adversário de qualquer atleta não é o time ou jogador oponente, mas sua própria falta de concentração e de foco, e a permissão para que esta voz interna negativa apareça. É preciso aprender a dominá-la e o processo de coaching tem todas as ferramentas para isso. O profissional pode ir conquistando objetivos menores, se conseguir definir onde deseja chegar e perceber de forma positiva cada meta alcançada. Quando der por si, estará com novos hábitos e novas atitudes, terá alcançado o sucesso profissional e pessoal que buscava.
RH - Que conselhos a senhora dá aos profissionais de RH que querem ver os talentos fluírem nas equipes?
Ada Assis - Antes de mais nada, deem feedback transparente, particular e honesto para todos os colaboradores e busquem difundir a cultura na empresa. Ouço da maioria de meus clientes de coaching e de meus alunos em cursos, que não recebem feedback de suas análises de desempenho. E também de muitos líderes de que não têm tempo para orientar e conversar com seus colaboradores. É necessário que se compreenda que o tempo investido nos feedbacks e na orientação de colaboradores, mesmo que seja de 15 minutos, evitará muitos conflitos e problemas futuros. Apesar de muito comentado e alardeado, os colaboradores não estão sendo "empoderados" como deveriam e poderiam, pois as lideranças e os profissionais de RH ainda não compreenderam os benefícios que isto trará a eles, aos liderados e à organização. Assim, orientem todos os níveis de hierarquia da empresa a criar uma cultura de coaching, onde haverá feedback constante, plano de ação definido para cada colaborador, acompanhamento, empoderamento e delegação eficaz.
RH - E qual orientação poderia ser dada aos talentos que são podados, mas que querem garantir seu espaço em um mercado tão competitivo?
Ada Assis - Busquem uma empresa onde a cultura existente é de desenvolver talentos e mantê-los. Se você não está em uma empresa assim, avalie a possibilidade de uma transição para outra, fazendo isso de forma transparente e responsável. Invistam sempre na sua formação profissional não só com cursos técnicos de sua área de atuação, mas com cursos de idiomas, de teatro, de oratória, de vendas, de motivação, por exemplo, que os mantenha alinhados e informados do mundo em que vivem. O mundo nunca este tão plano como agora. Temos informação em tempo real através de vários ferramentas e sites de relacionamento. Acredite que não há limites para sua atuação e seu crescimento. Mantenha seu networking em crescimento e troque realmente conhecimentos relevantes com eles. E se lembre que há muito conhecimento e experiência a ser compartilhada com os seniores. E finalmente, considere o empreendedorismo como uma possível carreira bem-sucedida.
Assinar:
Postagens (Atom)



















