sábado, fevereiro 20, 2010

PROFISSÕES DO FUTURO - REVISTA BEM ESTAR


Profissionais em liderança dão dicas das carreiras mais promissoras; destaque para profissões
ligadas às áreas de tecnologia e meio ambiente
Helen Ventura
helen.ventura@diarioweb.com.br

A escolha da profissão chega cedo para a maioria das pessoas. Aos 16, 17 anos, os estudantes
têm de enfrentar vestibulares e optar pela carreira que deverão seguir. Porém, é comum encontrar profissionais que não se adaptaram à escolha e querem mudar de ramo.
Mas, como saber qual é o mais vantajoso ou atraente?
Para o empresário Silvio Celestino, coach de executivos, as profissões ligadas à tecnologia
e meio ambiente despontam entre as mais promissoras. “Profissionais especializados
em redes sociais, tecnologia da informação, advogados especialistas em crimes cibernéticos,
geólogos e especialistas em meio ambiente são as tendências para os próximos anos”, diz.
No ramo da internet, segundo Celestino, o advento de sites de relacionamento como Facebook
e Twitter provoca a migração de propagandas de TV, rádio e jornais para dentro dessas redes sociais. “Elas se tornarão assim decisivas para a estratégia de marketing das empresas e quem souber como fazer terá grande oportunidade de carreira no futuro.”
De acordo com a empresária e executive coach Ada Maria de Assis e Silva, os avanços
tecnológicos são os principais causadores do surgimento de profissões no mercado. “É importante ressaltar que, quandouma profissão passa a ser consideradade futuro, um grande número de escolas passa a oferecê-la e, quatro ou cinco anos depois, vai haver um grande número de profissionais para essa área.”
No entanto, de acordo com Celestino, a estrutura educacionale as famílias não têm produzido
profissionais qualificados em quantidade suficiente, o que tem gerado mais uma fonte
de renda no mercado de trabalho: instrutores para a formação de profissionais operacionais
e coaches para a formação de líderes empresariais. “Também destaco a carreira de especialista em segurança do trabalho. O crescimento continuado nas áreas de petróleo,construção civil e mineraçãoirão demandar engenheiros de segurança e demais profissionais relacionados ao tema
em todos estes setores”, diz.
Já Ada reforça que, independente da carreira escolhida, é importante que o profissional apresente competências profissionais além do diploma, principalmente as comportamentais,
para conquistar uma vaga.

Contrapartida

O avanço tecnológico também será o responsável pelo desaparecimento de algumas profissões que, com o tempo,serão desnecessárias. Como exemplo, Ada cita os corretores de imóveis, ascensoristas, frentistas de posto de combustíveis, cobradores de ônibus, telefonistas, caixa de
banco, arquivistas, carteiros, despachantes, vendedor de automóveis, agente de seguros,
impressores e estenógrafos. “Os profissionais remanescentes da estenografia funcionam em tribunais e em muitos escritórios ainda. Mas os softwares sofisticados de reconhecimento de voz devem tomar o lugar deles em breve. No caso dos frentistas, nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, essa profissão já não existe.”

AS PROFISSÕES MAIS QUENTES

GASTRONOMIA
O que faz?
O profissional domina os métodos de segurança alimentar e de planejamento e produção de cardápios de restaurantes de cozinha internacional e nacional, hotéis, redes de lanchonetes,
bufês, empresas de serviços alimentícios, companhias aéreas e até hospitais.
Salário inicial: R$ 1.600.

ENGENHARIA DE PETRÓLEO
O que faz?
É responsável pelo apoio e gerenciamento das empresas ligadas ao setor do petróleo. Entre as
principais funções estão: aplicar e avaliar a qualidade dos produtos, aplicar a legislação do
setor e atuar no controle de acidentes de trabalho e ambientais.
Salário médio: R$ 1.061


TURISMO
O que faz?
Organiza roteiros turísticos e ecoturísticos,
atua em restaurantes, casas noturnas e hotéis na coordenação, gestão e operacionalização da área, administra hotéis e supervisiona os serviços oferecidos aos hóspedes, identifica o potencial
turístico e elabora estratégias de exploração nesse segmento num município, estado ou região.
Salário inicial R$ 1.079.

RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O que faz?
Planeja ações dos governos federal, estadual ou municipal nos setores político, econômico,
comercial, social e cultural, coleta dados e elabora relatórios sobre a conjuntura internacional para órgãos governamentais, empresas privadas e ONGs, identifica oportunidades de comércio com outros países e intermedia a importação e a exportação de produtos.
Salário inicial: R$ 1.942
(analista júnior de comércio exterior)

BIOMEDICINA
O que faz?
Um das carreiras mais promissoras do setor de saúde, o profissional desta áreapesquisa as doenças, o desenvolvimento e a possível cura. O biomédico também pode realizar exames clínicos em laboratórios e hospitais, assinando os respectivos laudos para identificar agentes causadores de doenças, além de estudar a estrutura e a forma dos organismos.
Salário inicial: R$
2.236 (analista clínico)

ENGENHARIA DE TELECOMUNICAÇÕES
O que faz?
Cria, projeta, constrói, implanta, opera e gerencia sistemas e redes de telecomunicações, inclusive comunicações de dados, como internet, planeja sistemas de transmissão de dados digitais por meio de cabos ópticos e satélites, além de gerenciar a implantação, a tarifação, a configuração e a operação de redes de telecomunicações.
Salário inicial: R$ 1.489
(engenheiro júnior)

EMPREGOS VERDES
A executive coach Ada Silva destaca que os empregos “verdes” serão os mais promissores no futuro. O termo se refere às profissões que, ao mesmo tempo em que promovem o progresso econômico, contribuem com a restauração da qualidade do meio ambiente. Ele também abrange as ocupações que ajudam a proteger a flora, a fauna, e reduzem o consumo de energia, de recursos naturais e de água.

AGRÔNOMO
O que faz?
É responsável pela manutenção de recursos naturais renováveis e ambientais. Como encarregado da elaboração de documentos, também presta serviços em consultoria na área agrícola e na criação de animais.
Salário médio: R$ 2.954.

PAISAGISTA
O que faz?
Profissionais com formação em cursos de tecnólogo de design de interiores podem atuar nessa área. O profissional é o responsável por lidar com as plantas quedecoram o ambiente. Atua em propriedades privadas e públicas. Seu desafio é trabalhar com a vegetação sem causar danos
ambientais.
Salário médio: de R$ 4 mil a R$ 5 mil.

GERENTE DE OBRAS
O que faz?
Atua como um tipo de gestor ambiental na organização das obras. Ele se encarrega do material que será usado, do cuidado com o desperdício, com as sobras do material do empreendimento e dos processos de reciclagem. Cabe a ele garantir que a construção polua o menos possível.
Salário médio: de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

BIOTECNÓLOGO
O que faz?
Desenvolve produtos para a indústria médica, de bebidas e de alimentação com preocupação voltada para a ecologia. Na biomedicina, pode atuar no desenvolvimento de vacinas. Já
na agroindústria, cuida da
produção pecuária e desenvolve
bioinseticidas e sementes.
Salário médio: de R$ 2,5 mil a R$ 4 mil.

BIÓLOGO
O que faz?
Pode atuar como pesquisador, consultor, supervisor de ações nas áreas da saúde humana e coletiva, saneamento e preservação do meio ambiente. Há também a opção de seguir carreira acadêmica,assumindo a posição de professor.
Salário médio: R$ 1.778.

ENGENHEIRO AMBIENTAL
O que faz?
Promove o desenvolvimento econômico sustentável, ou seja, respeita os limites de recursos naturais. Seu foco é preservar a qualidade da água, do ar e do solo fazendo estudos de impacto ambiental, além de propor soluções ecologicamente corretas. Também trabalha no planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias e empresas.
Salário médio: R$ 4.528.

ADVOGADO DE DIREITO AMBIENTAL
O que faz?
Lida com todas as questões legais do meio ambiente, de processos contra empresas que desmatam a ações preventivas para a implantação de projetos que afetam o uso de recursos
naturais, entre outros. É preciso ter graduação em direito.
Salário médio: R$ 3.714.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

NAS SUAS MÃOS


REPORTAGEM SOBRE FELICIDADE INDIVIDUAL OU NO CASAMENTO PUBLICADA HOJE NO JORNAL DIÁRIO DA REGIÃO - NO CADERNO VIDA E ARTE.



NAS SUAS MÃOS

Francine Moreno
francine.moreno@diarioweb.com.br


Muitas pessoas acham que só podem ser completas e felizes se tiverem um parceiro. Mas considerar que um relacionamento será fonte segura de felicidade é um erro. A felicidade
nunca é propriedade da outra pessoa, ou seja, cada um tem força suficiente de ser feliz
independente do outro. Aquele que acredita que colocar uma aliança no dedo anelar da mão
esquerda é garantia de um final feliz, é justamente quem mais tem chance de se decepcionar e
sofrer.
É muito perigoso, de acordo com o psicólogo e psicoterapeuta Renato Dias Martino, depositar todas as expectativas. “O casamento pode ser uma fonte de felicidade quando fizer parte de uma construção desse estado de espírito. Nada que é real pode trazer certa fonte inesgotável de felicidade. Uma união feliz só se dá entre pessoas que criam situações felizes.”


A felicidade é da pessoa que a experimenta e nunca está depositada numa outra. A felicidade
está relacionada ao bem-estar individual, que se prova em maior ou menor grau e em diversas situações e decorrente de inúmeras situações desencadeadoras. “A felicidade plena é praticamente inafiançável, mas sua ideia é tão envolvente que nos impulsiona a crescer e querer nos relacionar com a finalidade de provar, mesmo que em parte, suas delícias e prazeres”, afirma
Ana Monachesi, psicóloga e especialista em sexualidade.


Para Ada Maria de Assis e Silva, educadora, gestora de negócios e personal coach, o melhor caminho para ter momentos de felicidade é o autoconhecimento, o diálogo interno, a autoestima, a opinião e o sentimento que temos de nós mesmos, de como somos capazes de respeitar, confiar e gostar de nós mesmos. “Somente quando temos uma elevada autoestima podemos fazer boas escolhas nos nossos relacionamentos e manter nossas relações saudáveis.”


De acordo com Ada Maria, a felicidade plena e absoluta não existe. Também não existe
receita, manual que possa dar garantia plena de viver 100% feliz. A busca é por mais momentos
de sensação de felicidade. “Descobrindo nossas necessidades, nossas metas, como e quando
alcançá-las, saber reconhecer limites, respeitando e se fazendo respeitar, sabendo nos
diferenciar do outro, é um começo. E nessa busca, cabe a cada um criar sua receita e escrever
seu manual do que é sua própria sensação de felicidade”


Segundo Martino, podemos melhorar nossas uniões responsabilizando-nos por nossa própria tristeza e retirando da mão do outro a tarefa de nos fazer feliz. “É preciso tentar tolerar as tristezas ou intemperanças do outro em prol da união, respeitando a necessidade de cada um em
ficar algum tempo sozinho.”
Martino diz que para aumentar a felicidade e estimular o mesmo sentimento no parceiro
é preciso propor a si mesmo um modo feliz de viver, ou seja, uma vida onde exista espaço
para momentos felizes, que serão assim valorizados e cultivados.
“Para compartilhar isso com o outro, é necessário que ele também espere isso para si,
do contrário, será difícil viver a felicidade ao lado de alguém que não é capaz.”


A base para um bom casamento, de acordo com Ada Maria, é ter os mesmos valores e
propósitos. Senão, cada um vai para seu canto, porque as expectativas individuais são diferentes.
“Manter um casamento não é fácil, exige tempo, disposição e concessões. Busque sempre
conversas francas, saiba ouvir com atenção e sem julgamentos, respeite opiniões divergentes
e invista no relacionamento diariamente. Mantenha o afeto e tenham sempre um propósito comum.”


Dê atenção aos ‘processos internos’


Neste cenário, a psicóloga e terapeuta sexual Claudia Longhi Ercolin diz que ação gera
reação. “Se sinto coisas ruins, atraio coisas ruins. Se estou bem e sinto coisas boas, é como
se o cosmos conspirasse a seu favor, irá atrair coisas boas.”
Casamento não é sinônimo imediato de felicidade; cada pessoa é responsável por descobrir dentro de si este sentimento, através de escolhas que vão desencadear ou não o sucesso da relação Quem depende do outro para ser feliz, em geral, tem autoimagem distorcida e tende a se desvalorizar constantemente, como se precisasse provar a si mesmo e ao outro seu pouco valor. O que está fazendo, sem saber, é se programando para que a vida não dê certo, pois se acostumou ao sentimento de menos valia dentro de si. Ao voltar-se para dentro e conhecer quem é, você começa a compreender que pode fazer tudo o que decide fazer. Ter atenção com seus processos internos é fundamental, pois lhe permitirá dar conta de como interpreta o que acontece na vida. “É preciso mudar as crenças. E essa mudança começa de dentro para fora”, diz a psicóloga e especialista em sexualidade, Ana Monachesi.


Mudança
Depois de aceitar o fato de que não existe unanimidade, parar de se preocupar com o que as
outras pessoas irão pensar, descartar as perguntas que levam às respostas inúteis e usar a imaginação criativa a favor, é necessário aproveitar o melhor das relações. Para isso, são necessárias ações como manter o diálogo aberto e estar atento às mudanças no relacionamento.
“É preciso buscar soluções que envolvam as duas partes”, diz Ana.
Para quem quer ser o proprietário da sua felicidade e não deixar que o casamento naufrague, o
correto é não depositar o sucesso do relacionamento nas mãos do outro, mas envolver-se nesta busca todos os dias de forma intensa, aprendendo com os acertos e erros, o que favorece a união e estabilidade do relacionamento e convencer- se que nos relacionamentos ninguém é o único responsável pelas dificuldades.
De acordo com a especialista, não é porque casamos ou nos unimosa alguém que nossos desejos
passam a ser apenas aqueles que combinam com a outra pessoa.
“Os dois devem ter a possibilidade de demonstrarem e usufruírem de suas próprias preferências
(desde uma preferência culinária, estilo de música, amigos, lugares para se divertir) sem que isso seja visto como traição pelo companheiro. Ter algumas atividades individuais serve, muitas vezes,para unir ainda mais o casal.”


Ajuda
Para Ana Monachesi, a infelicidade é uma condição humana, mas quando ela é tão forte e perceptível em alguém a ponto de chamar a atenção, deve-se incentivar esta pessoa a procurar ajuda profissional, pois pode ser indicativo de complicações psíquicas maiores do que uma simples tristeza ou pessimismo. (FM)



Felicidade é uma experiência individual


Uma pesquisa publicada no Journal of Personality and Social Psychology reforça a tese
de que casamento não é prova de felicidade. Segundo o estudo, a maioria dos recém-casados
vive uma ligeira euforia após o casamento, mas seu nível de satisfação com a vida tende
a retornar ao que era antes do casamento.
Durante mais de 10 anos, pesquisadores avaliaram 24 mil pessoas, a cada ano, por meio
de entrevistas e questionários, aos quais foram atribuídos notas de zero a 10. O resultado mostrou que a média de ontentamento originado do casamento foi muito pequena, ou seja, 0,1 na escala.
Os cientistas afirmaram que os resultados basearam-se na média e que a felicidade é uma experiência individual, refletindo o fato de que o casamento pode ser muito agradável e gratificante, mas tem potencial para ser muito estressante.
De acordo com Dorian Solot, cofundador da “Alternatives to Marriage Project”, da Universidade Rutgers, o casamento não é a cura para todos os males. “Não há bilhetes mágicos para a felicidade. Os sinos do matrimônio podem trazer felicidade para algumas pessoas, mas a verdadeira felicidade está dentro de cada um e na sua própria vida, não no estado civil.” (FM)

sábado, fevereiro 13, 2010

HAPPY VALENTINE´S DAY - FEB 14th


História de S.Valentim

As comemorações de 14 de Fevereiro, dia de S. Valentim, como dia dos namorados, têm várias explicações possíveis, umas de tradição cristã, outras de tradição romana, pagã.
A Igreja Católica reconhece três santos com o nome Valentim, mas o santo dos namorados parece ter vivido no século III da nossa era, em Roma, tendo morrido como mártir em 270. Em 496, o papa Gelásio reservou o dia 14 de Fevereiro ao culto de S. Valentim.

Valentim era um sacerdote cristão contemporâneo do imperador Cláudio II. Cláudio queria constituir um exército romano grande e forte; não conseguindo levar muitos romanos a alistarem-se, acreditou que tal sucedia porque os homens não se dispunham a abandonar as suas mulheres e famílias para partirem para a guerra. E a solução que encontrou, foi proibir os casamentos dos jovens! Valentim ter-se-á revoltado contra a ordem imperial e, ajudado por S. Mário, terá casado muitos pares em segredo. Quando foi descoberto, foi preso, torturado e decapitado a 14 de Fevereiro.

A lenda tem ainda algumas variantes que acrescentam pormenores a esta história. Segundo uma delas, enquanto estava na prisão Valentim era visitado pela filha do seu guarda, com quem mantinha longas conversas e de quem se tornou amigo. No dia da sua morte, ter-lhe-á deixado um bilhete dizendo «Do teu Valentim».

Quanto à tradição pagã, pode fundir-se com a história do mártir cristão: na Roma Antiga, celebrava-se a 15 de Fevereiro (que, no calendário romano, coincidia aproximadamente com o início da Primavera) um festival, os Lupercalia. Na véspera desse dia, eram colocados em recipientes pedaços de papel com o nome das raparigas romanas. Cada rapaz retirava um nome, e essa rapariga seria a sua «namorada» durante o festival (ou, eventualmente, durante o ano que se seguia).

Com a cristianização progressiva dos costumes romanos, a festa de Primavera, comemorada a 15 de Fevereiro, deu lugar às comemorações em honra do santo, a 14.
Há também quem defenda que o costume de enviar mensagens amorosas neste dia não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se cria que o dia 14 de Fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.

Com os tempos, o dia 14 de Fevereiro ficou marcado como a data de troca de mensagens amorosas entre namorados, sobretudo em Inglaterra e na França e, mais tarde, nos Estados Unidos. Neste último país, onde a tradição está mais institucionalizada, os cartões de S. Valentim já eram comercializadas no início do século XIX. Actualmente, o dia de S. Valentim é comemorado em cada vez mais países do mundo como um pretexto para os casais de namorados trocarem presentes.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Geração Y: profissional tem plano de carreira diferenciado

Geração Y: profissional tem plano de carreira diferenciado

11 de fevereiro de 2010 às 00:06

Por Karla Santana Mamona -

Você já ouviu falar da Geração Y? Faz parte deste grupo o jovem que nasceu entre os anos de 1978 e 1990 e tem como principal característica a facilidade de lidar com mecanismos tecnológicos, além do imediatismo. Para desenvolver o plano de carreira desses profissionais, as empresas se adaptaram e criaram a chamada carreira Y.

“A carreira Y é específica para esta geração imediatista. Estas pessoas cresceram com fartura e estão acostumadas a ter tudo que desejarem. Buscam satisfação pessoal e isso reflete diretamente no emprego. Por isso, é comum que fiquem três meses em cada empresa”, explicou o gerente consultivo do Grupo Soma, Paulo Ishimaru.

Ishimaru afirma ainda que esses profissionais podem ser bem aproveitados pelas empresas, na medida em que conseguem fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo, além de ter muita facilidade para lidar com a tecnologia.

Carreira Y

O plano de carreira para estes profissionais deve proporcionar desafios e ganhos financeiros. “As empresas têm de oferecer planos de carreira mais atrativos e agressivos. Não adianta oferecer um cargo que a pessoa almeja daqui a seis anos. Essa geração não vai querer esperar. Mas os profissionais também têm de fazer a sua parte, com cursos e especializações. A carreira funciona como uma via de mão dupla”, declarou Ishimaru.

Outra característica profissional da geração Y é que a hierarquia dentro da organização é vista de maneira vertical, em que os líderes são tratados mais como um colega com atribuições diferentes do que como um chefe. “Não é falta de respeito, mas não existe mais a hierarquia horizontal como nas gerações anteriores”, disse Ishimaru.

Liderança

Para evitar problemas internos nas equipes e conter a rotatividade de colaboradores, por conta do ingresso da geração Y no mercado de trabalho, muitas empresas investem na capacitação da liderança.

“O líder tem de estar bem preparado para desenvolver e trabalhar com esta geração. Mas o profissional também tem de entender como funciona o organograma da empresa”, orientou Ishimaru.

terça-feira, janeiro 19, 2010

CURSO DE INICIAÇÃO AO COACHING - 05 E 06/03/2010

Conheça e aprenda a aplicar a ferramenta mais poderosa para desenvolver pessoas e organizações, e prepara-se para aproveitar todas as oportunidades trazidas pelo boom econômico de crescimento que o Brasil viverá a partir de 2010.

Certificado pela Lambent do Brasil http://www.lambentdobrasil.com/ e reconhecido pelo ICC – Comunidade Internacional de Coaching. http://www.internationalcoachingcommunity.com/

OBJETIVOS:
Introdução aos conceitos e uso de técnicas da ferramenta mais poderosa para desenvolver pessoas e organizações, utilizar o coaching como instrumento para seu desenvolvimento pessoal e profissional, propiciando:

· O entendimento do que é coaching;
· Desenvolver habilidades básicas de um coach;
· Apresentar uma estrutura clara e prática do processo de coaching;
· Aplicar as ferramentas aprendidas no desenvolvimento pessoal e de liderados.
· Tornar-se um Líder Coach

PÚBLICO ALVO: Presidentes, Diretores, Gerentes, RHs, Chefes, Psícologos, consultores, Coaches, Empreendedores e Líderes

DATA: 05 e 06/03/2010 VAGAS: máximo de 20 participantes.
CARGA HORÁRIA: 16 horas HORÁRIO: das 8h30 às 18h30 com 2 horas de almoço
LOCAL: CCAA Unidade II – Shopping Lake Center – próximo ao Damha I
INVESTIMENTO: R$ 700,00 (Setecentos reais) por participante.
FORMA DE PAGAMENTO: à vista 10% de desconto, ou em 5 parcelas de R$ 140,00, sendo a primeira no ato da inscrição.

Incluído: apostila, 4 coffee breaks deliciosos, certificado emitido pela Lambent do Brasil

Consulte-nos para preços para mais de 2 pessoas da mesma empresa.

FACILITADORA: Ada Maria de Assis e Silva (Trainer licenciada pela Lambent do Brasil)
§ Graduada em Bacharelado em Letras – Tradução pela Unesp;
§ MBA em Gestão de Negócios pelo Cegente – Uniceres;
§ Certificada em Coaching pela Lambent do Brasil § Membro do ICC – International Coaching Community;
§ Executive Coach há mais de cinco anos atendendo profissionais de diferentes áreas
§ Empresária do Setor Educacional há 30 anos/ Palestrante;
§ Articulista do site http://www.rh.com.br/ ; § Diretora da Officina do Coach – Orientação e Consultoria
§ Trainer Licenciada da Lambent do Brasil. § Fluente em Inglês e Espanhol

FAÇA SUA INSCRIÇÃO: 17 3225.1830, 17 3234.6190, 17 8115.9082 ou ada@ccaajustkids.com

terça-feira, janeiro 12, 2010

Orientação desde cedo

Passar por processos de coaching desde o primeiro emprego ajuda os jovens profissionais a ter mais autoconhecimento e tranquilidade para crescer na carreira
WriteAutor('Elisa Tozzi');
05/01/2010

Meu coach me ajuda a entender quais são os objetivos que quero atingir
” Gabriela Massan, 22 anos, trainee da Johnson & Johnson "

Ao terminar o curso de relações internacionais na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais em 2008, Bernardo Vilhena, de 23 anos, tinha uma certeza inabalável: atuaria na área assim que ingressasse numa grande empresa. Mas no ano passado, quando se tornou trainee do Grupo Pão de Açúcar, ele começou a questionar sua convicção. As dúvidas surgiram graças aos conselhos que recebeu de um coach contratado pela empresa para acompanhar os trainees ao longo de um ano. “Depois de ter passado por diferentes departamentos, eu consegui perceber que, apesar da minha formação, tenho mais afinidades com a área imobiliária do que com a de relações internacionais”, diz Bernardo.

“Essa mudança drástica nunca teria acontecido se eu não tivesse um coach para ajudar a traçar o meu perfil.” Antes restrito a profissionais de alto nível hierárquico, os programas de coaching — em que um orientador com experiência corporativa ajuda um profissional a desenvolver novas habilidades, solucionar problemas comportamentais e até a reavaliar o plano de carreira — começam a ser direcionados para jovens que estão ingressando no mercado.

Empresas como a rede varejista Pão de Açúcar, a fabricante de produtos de higiene Johnson & Johnson e a produtora de papéis Klabin já incorporaram a prática em seus programas de trainee. “Havia a necessidade de a companhia ajudar os jovens a amadurecer emocionalmente para que estivessem bem preparados no momento de assumir um cargo gerencial”, diz Maíra Habimorad, consultora do Grupo DMRH, responsável pelo coaching da Johnson & Johnson. Estimular o autoconhecimento e barrar a ansiedade são os principais objetivos dos programas de orientação voltados a jovens talentos.

Com pouca idade e baixa vivência corporativa, essa turma se desenvolve mais rápido quando é acompanhada de perto por um mentor que entende de mercado e tem sensibilidade para radiografar as angústias que apavoram quem está começando. “Na maioria das vezes, o jovem que entra numa empresa não sabe como lidar com a hierarquia e fica muito ansioso diante das escolhas a fazer. O coaching auxilia nesse processo de crescimento profissional”, diz Rudney Pereira Júnior, gerente da Foco Talentos, consultoria de RH, de São Paulo. Ter o acompanhamento de um coach logo no início da jornada profissional também diminui as chances de errar na hora de fazer o planejamento de carreira (e de vida).

A consultora Vicky Bloch, pioneira do coaching no Brasil, explica: “Esse tipo de orientação ajuda o jovem a entender quais são as metas pessoais e profissionais e a ver o que o motiva em um ambiente novo”. Exatamente por causa dessa avaliação de objetivos, a publicitária paulistana Gabriela Massan, de 22 anos, trainee da Johnson & Johnson, conseguiu se sentir segura sobre suas decisões. “Fiquei mais tranquila ao escolher minha alocação em marketing depois de ter feito sessões com meu coach, que conhece os caminhos de mercado e me ajuda a entender exatamente quais são, neste momento, os objetivos que quero atingir”, diz ela.

Além de benefícios para os profissionais, os programas de coaching também trazem ganhos altos para as empresas. “As companhias que se dedicam a treinar seus talentos desde cedo formam lideranças que, no futuro, vão fazer a diferença”, diz Vicky Bloch.

Você paga
Se você trabalha numa empresa que não tem programa de coaching para jovens, há a opção de contratar um orientador particular. Custa caro, principalmente para quem está no início de carreira. A consultoria DMRH tem um programa com duração de 10 sessões que custa entre 2 800 reais e 4 000 reais.

MITOS DO COACHING

É preciso estar alerta na hora de escolher um coach. “Há muitos profissionais mal preparados no mercado” diz a consultora Vicky Bloch, que lista abaixo, com o consultor João Mendes de Almeida, alguns dos principais mitos do coaching.

1 Qualquer um pode ser coach
Para ser coach, o profissional deve possuir experiência em gestão de pessoas, vivência em empresas e senioridade (pessoas muito jovens ainda não têm maturidade e experiência para orientar o desenvolvimento de outras).

2 Método pra quê?
O processo de coaching é diferente do feedback do dia a dia: não pode ser conduzido informalmente. É necessário método, foco, prazo e base conceitual para atingir o objetivo.

3 Só para problemáticos
Não é preciso estar com um problema para contratar um coach. Em casos de promoção, por exemplo, o processo de coaching é essencial para que o funcionário reveja suas competências e seu papel na empresa.

4 É milagroso!
O coach sozinho não resolve os problemas de um profissional. Sem o comprometimento da empresa e de quem recebe a orientação, não há desenvolvimento de carreira.

5 Coaching é terapêutico
O foco do coaching são as atividades profissionais, e não pessoais. O coach leva em conta a história pessoal, a personalidade, o conhecimento e as perspectivas de futuro para que, no final do processo, o profissional desenvolva sua carreira.

Fonte: http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/orientacao-cedo-523677.shtml#

segunda-feira, janeiro 11, 2010

PACIÊNCIA - ORAÇÃO DE IGNÁCIO LARRAÑAGA




Filho se empreende, com serenidade, o caminho de DEUS, prepara tua alma para as provações que virão; senta-te pacientemente diante do umbral de sua porta, aceitando com paz os silêncios, ausências e tardanças as quais ELE queira submeter-te, porque é no crisol do fogo onde se purifica o ouro.


Senhor JESUS, desde que passaste por este mundo tendo a paciência como vestimentas e distintivo, ela é a rainha das virtudes e a pérola mais preciosa de tua coroa.

Dá-me a graça de aceitar com paz a essencial gratuidade de DEUS, o caminho desconcertante da Graça e as emergências imprevisiveis da natureza.

Aceito com paz a marcha lenta e ziguezagueada da oração e o fato de que o caminho para a santidade seja tão longo e difícil.

Aceito com paz as contrariedades da vida e as incompreenções de meus irmãos, as enfermidades, a própria morte e a lei da insignificancia humana, quer dizer: que, após a minha morte, tudo seguirá igual como se nada houvesse acontecido.
Aceito com paz o fato de querer tanto e poder tão pouco, e que com grandes esforços, hei de conseguir pequenos resultados.

Aceito com paz a lei do pecado, isto, faço o que não quero e deixo de fazer o que eu gostaria de fazer. Deixo com paz em tuas mãos o que deveria ter sido e não fui, o que deveria ter feito e não fiz.
Aceito com paz toda impotência humana que me envolve e me limita.

Aceito com paz as leis da precariedade e da transitoriedade, a lei da mediocridade e do fracasso, a lei da solidão e da morte.

Em troca de toda esta entrega, dá-me a Paz, Senhor.

domingo, janeiro 10, 2010

PAUSA NO COTIDIANO - Reportagem do Diário da Região com Coach Ada

Pausa no cotidiano

É essencial ter clareza de quais são as prioridades diárias para definir uma agenda equilibrada, que reserve tempo a atividades de lazer e físicas, além de momentos compartilhados com família e amigos


Você controla seu tempo ou é ele que controla você? O seu dia deveria ter pelo menos mais três horas para você conseguir realizar todas as atividades? Você almoça em menos de trinta minutos? Cuidado, suas respostas podem desvendar agora se você sabe lidar com o moderno ritmo de vida ou é escravo de seu dinamismo frenético. O fato é que gestão de tempo é uma nova competência a ser desenvolvida no mundo atual e nas grandes cidades para melhorar a convivência social, exercer a criatividade e o lazer.

Movimentos mundiais e especialistas propõem calma contra a correria do tempo. É o caso do escritor e jornalista canadense Carl Honoré, um ex-viciado em velocidade. Em seu livro “Devagar”, pela Editora Record, ele explora a revolução silenciosa conhecida como ‘slow movement’, que procura integrar os avanços da era da informática a um estilo de vida marcado por um ritmo mais lento, que aprofunde os relacionamentos. “Os computadores
são incrivelmente rápidos, precisos e burros. Os seres humanos são incrivelmente lentos, imprecisos e brilhantes. Juntos têm um poder que supera qualquer imaginação”, afirma o
escritor que incentiva a reflexão sobre o uso do tempo.

Adquirir controle sobre seu tempo é evitar atrasos, aborrecimentos e estresse. Para tirar a urgência como marca de sua agenda e evitar a compulsão pelo trabalho, a psicóloga Beth Valentim, autora do livro “Essa tal felicidade”, pedenegociação no trabalho e checagem da
real relevância de suas tarefas. “Planejar e priorizar as tarefas é o método adequado
para desacelerar o estresse. Se o profissional chega no trabalho sem saber o que fazer, sem criar rotinas especiais, sem o preparo adequado, vai perder-se e se ver em confusão com tantos
itens a serem resolvidos”. Priorizar é saber criar metodologia favorável ao bom andamento do trabalho. “Se alguém imagina que pode responder a tudo e todos ao mesmo tempo, vai terminar por tropeçar na própria vaidade em pensar que é infalível.”
Quem não dribla o trabalho repetitivo e vive em situações de pressão nunca tem tempo para participar das atividades dos filhos e os prejuízos podem ser grandes. “Ter tempo para o lazer
é fundamental e partilhar amor com os que o cercam é vital. O dinheiro é um fator importante, mas o amor jamais será comprado. Portanto, mesmo rico, com muitas atividades e cargo importante na empresa não vai ter felicidade. Quando olhar para trás, os filhos cresceram, os dias passaram e quem esteve sempre ocupado perdeu os melhores instantes da vida de seus
entes queridos”, afirma Beth.

O tempo é um recurso precioso e administrá-lo ajuda a atingir objetivos e a concretizar projetos. Quem se organiza cria prazos e avalia-os com a margem de segurança necessária. Na opinião de Beth, parar e repensar a vida faz bem à saúde emocional e respinga no talento de desenvolver tarefas. “Uma pessoa bem preparada e com conhecimento adequado não faz bem feito se suas emoções estiverem esgarçadas. Quem estiver passando por momentos críticos de estresse, é melhor parar e reorganizar sua vida. Se deixar que a vida impulsione suas atitudes, pode acabar com déficits em sua saúde. Parar pode ser uma estratégia necessária para reabastecer a força de
continuar.”
A psicoterapeuta comportamental neurolinguista Marcelle Vecchi faz um alerta aos que invejam e lamentam viver correndo. Modificar os hábitos da vida requer calma, além de readaptar à rotina sem pressa. “Toda mudança de hábito requer vontade, persistência e comprometimento, mas é perfeitamente possível deixar essa correria no passado e levar uma vida mais calma
e com mais qualidade”. Na opinião da especialista, devagar e sempre é um lema de pessoas sábias. “Essas pessoas já passaram por experiências na vida onde comprovaram que a pressa
realmente é inimiga da perfeição e da saúde física e emocional.”
Para Marcelle Vecchi, é necessário depois do expediente permitir algum esporte ou lazer. Voltar a ter seus hobbies tradicionais. “Não só é necessário como obrigatório, para quem quer levar
uma vida com menos desgaste e mais saúde. Esporte e hobbies em geral aliviam tensões do dia, geram serotonina no organismo, que é o hormônio do prazer, evitam depressão, ansiedade e estresse.”

Da mesma opinião segue a empresária, educadora e executive coach Ada Maria de Assis e Silva. “Para conseguir reorganizar nosso cotidiano é imprescindível conhecer a nós mesmos
e para isso precisamos de tempo livre para descansar, compartilhar ideias, nos relacionarmos com nossos filhos e pais e conseguirmos ouvir nossa voz interna geralmente abafada pela
ansiedade e correria do dia a dia.”
E ser desacelerado não significa deixar de trabalhar. A mudança é tão positiva que empresas já notaram que a margem de erro de quem faz tudo ao mesmo tempo é muito maior. “Ter equilíbrio, bom senso, conhecimentos técnicos e características de liderança saudável sabendo administrar bem o seu tempo são competências buscadas hoje pelas empresas tanto na hora da
contratação quanto na promoção de cargos”, afirma Ada Maria.

Pessoas devem aprender a delegar tarefas

Falta de atenção aos detalhes,ansiedade e dificuldade de concentração são alguns dos prejuízos
causados por pessoas com agenda lotada de compromissos o tempo todo. Na lista ainda estão
congestionamento de pensamentos, que gera tensão ao seu redor, sono que não repõe energias
gastas no dia e como já acorda cansado o resultado é produtividade baixa.

A empresária, educadora e executive coach Ada Maria de Assis e Silva afirma que com a maturidade começamos a perceber quais os ganhos e perdas adquiridos em anos de trabalho excessivo, falta de planejamento de vida, falta de convivência com a família e descaso com nossas necessidades pessoais como alimentação correta, prática de exercícios físicos e tempo para investir emaprendizagem e formação profissional e espiritual. “O saldo é geralmente
negativo, com a certeza de que corremos muito e continuamos com a estranha sensação de ter esquecido de fazer algo.”
Para levar a vida com mais calma e combater a mania moderna de velocidade, a psicoterapeuta
comportamental neurolinguista Marcelle Vecchi sugere um planejamento diário das tarefas. “Há
coisas urgentes, importantes e necessárias. As urgentes precisam ser feitas agora. As importantes precisam ser feitas, mas podem esperar um dia ou dois. As necessárias não exigem pressa, mas devem ser feitas. Quando se pensa dessa forma, fica fácil priorizar e seguir um planejamento com eficiência.” Na opinião da Marcelle é preciso se desvincular da sobrecarga
e achar que é insubstituível. “Ninguém é. De insubstituível o cemitério está cheio”.
Segundo a empresária, educadora e executive coach Ada Maria de Assis e Silva, nem sempre o profissional mais competente é aquele que tem muitas horas de trabalho e que acumula inúmeras funções dando a impressão de estar sempre em movimento. “Costumo
classificar essa pessoa de profissional enceradeira, gira, gira, gira, mas não sai do lugar.”

De acordo com Ada é importante saber delegar. “Dividir nossas tarefas com pessoas próximas,
saber dizer não, buscar atividades que tragam relaxamento e reflexão, e termos calma e equilíbrio para lidar com as situações e desafios que a vida fatalmente nos trará, e com as quais não nos é permitido negociar.” (FM)


SAIBA MAIS
A pessoa que já possui internamente uma organização própria, já conhece a importância de se planejar para alcançar o que quer, sem tanto desgaste físico e emocional. Ela consegue realizar coisas que para a maioria seriam impossíveis

 Quem consegue se planejar e manter esse planejamento priorizando suas tarefas, a integração pais e filhos acontece no cotidiano, sem necessariamente precisar esperar as férias para isso. Já quem vive na correria vê impedimentos que na verdade não existem para essa integração

 A negociação é um processo que requer paciência e uma dose de criatividade. Além disso, saber inovar, ter raciocínio ligeiro e as emoções equilibradas. Para que um profissional possa fazer uso desse processo é necessário estar de bem consigo próprio, senão demonstra ansiedade e evidentemente vai perder o jogo

 A correria diária é evitada pela negociação se o indivíduo estiver com suas emoções estruturadas e bem posicionado com seus sentimentos. Se essa questão estiver trabalhada, pode estar certo de que negociar vai fazer muito bem ao estresse diário de trabalho

Fonte - Da Reportagem DIÁRIO DA REGIÃO Vida&Arte Sábado, 2 de janeiro de 2010

segunda-feira, janeiro 04, 2010

SE BEM ADMINISTRADA, A RAIVA PODE SER BENÉFICA ÀS EMPRESAS E AOS COLABORADORES

14/12/2009
Patrícia Bispo

Quem em algum momento da sua vida não se deparou com uma situação que levasse o sentimento da raiva a aflorar? Isso pode ser constatado em várias etapas do ser humano, desde quando é criança até chegar à fase adulta. Um fato relevante é que a raiva não está apenas presente nos momentos pessoais, mas também nos vividos no ambiente organizacional.

"Apesar da raiva ser uma emoção natural no ser humano, ainda é um tabu no mundo corporativo. Muitas pessoas ainda vêem a raiva como um sintoma de imaturidade", comenta Vera Martins, diretora da Assertiva Consultores, mestra em comunicação e mercado e especialista em medicina comportamental, que recentemente lançou o livro "Tenha Calma! Como lidar com a raiva no trabalho e transformá-la em resultados positivos", pela Editora Elsevier.
Em entrevista concedida ao RH.com.br, ela afirma que quando a pessoa consegue administrar bem o sentimento da raiva, isso pode ser benéfico tanto para o profissional quanto para a própria organização. Logo abaixo, você vai conferir porque a especialista faz essa afirmação e quais os recursos que as pessoas podem utilizar no dia-a-dia para que possam conviver com esse sentimento inerente a qualquer um. "Um modelo mental positivo, moldado por crenças racionais, realistas e otimistas é condição para o sucesso profissional e para uma boa administração das emoções, estimulando bons pensamentos, bons sentimentos e, consequentemente, bons comportamentos no ambiente de trabalho", enfatiza Vera Martins ao ser indagada sobre a importância dos modelos mentais, na administração das emoções.

Confira a entrevista na íntegra e boa leitura!


RH.COM.BR - Recentemente, a Sra. lançou o livro "Tenha Calma! Como lidar com a raiva no trabalho e transformá-la em resultados positivos". O que a motivou a passar dois anos, dedicando-se a pesquisar sobre a emoção da "raiva"?

Vera Martins - Fiquei motivada a escrever este livro depois de muito ouvir líderes e não líderes queixarem-se da sensação de serem lesados, e não saber a atitude correta para lidar com a raiva quando esta assume o controle da situação. Apesar da raiva ser uma emoção natural no ser humano, ainda é um tabu no mundo corporativo, ou seja, muitos ainda vêem a raiva como um sintoma de imaturidade. Esta é outra razão porque me dediquei a encontrar estratégias sadias para lidar com os processos de controle emocional das pessoas, habilidade primordial nas relações de influências. Ao mostrar que a raiva bem administrada é positiva para os resultados da empresa, quero colaborar para a quebra de um paradigma que atrapalha e obriga, muitas vezes, as pessoas a reprimirem suas emoções na empresa para não demonstrar fragilidade no seu comportamento profissional.
RH - Quais os principais objetivos da sua obra e o que a diferencia de trabalhos já publicados?Vera Martins - O objetivo principal, do livro "Tenha Calma!", é oferecer ao leitor as ferramentas para construir um software mental rico de crenças racionais, realistas e otimistas, um modelo fortalecido o suficiente para adquirir uma maturidade emocional sólida. E assim, poder administrar tão bem a raiva a tal ponto de transformá-la em uma energia de mudança, alavancadora de resultados na carreira. Bem, posso dizer que um diferencial deste livro é tratar o tema raiva com foco totalmente direcionado ao profissional e à empresa. Outro diferencial é a proposta de estratégias cognitivas e comportamentais que cuidam da saúde física e emocional do profissional. As técnicas apresentadas são eficazes para frear o ciclo vicioso da raiva negativa, em cada uma das cinco fases, e convertê-lo em um ciclo virtuoso da emoção positiva. Se a raiva for inevitável, vamos ajudar o leitor a expressá-la adequadamente, e sempre focando o cotidiano profissional.

RH - O que realmente significa a raiva para o ser humano?

Vera Martins - Do ponto de vista fisiológico, como emoção, a raiva é um impulso neural que move o organismo para a ação. O sentimento, por outro lado, é a emoção filtrada através dos centros cognitivos do cérebro - córtex cerebral - especificamente, o lobo frontal. Por isso, a raiva pode ser vista nas três áreas do cérebro, da seguinte forma: no cérebro reptiliano, como uma emoção de defesa; no sistema límbico, como um afeto e no córtex cerebral, como um sentimento quando permanece no consciente da pessoa em formato de mágoa dominado pelo pensamento raivoso.


RH - Que impactos a emoção da raiva proporciona ao ser humano, seja na saúde física ou emocional?

Vera Martins - A raiva mal-administrada pode ocasionar doenças, atingindo diretamente o cérebro, que comanda a saúde física, mental e emocional, e também seu jeito de se comportar e de se relacionar com as pessoas. Causa efeitos estressantes ao físico, o aumento da glicose, do ritmo cardíaco e da pressão sanguínea, assim como perturba o sono com maus pensamentos. Mais ainda, a raiva mal-resolvida provoca perda de foco e dificuldade de concentração no trabalho. Como se sabe, uma mente estressada pode causar alguns males ao estado emocional, desde irritabilidade, mau humor até depressão.


RH - Apesar de ser constatado que a raiva é negativa, a Sra. afirma, em seu livro, que essa emoção quando encarada com maturidade pode se tornar benéfica tanto para o profissional quanto para a organização. Isso não é contraditório?

Vera Martins - Não é contraditório se olharmos a raiva como uma emoção protetora de nossa individualidade, avisando-nos de alguma insatisfação interna e nos mobilizando para uma mudança. A raiva bem conduzida pode ser boa para energizar, libertar tensões, alertar contra ameaças, dar novos pensamentos e movimentar a pessoa a ser melhor sempre.


RH - A Sra. pode dar um exemplo em que a raiva torna-se benéfica?

Vera Martins - Claro. Vamos ver um exemplo? Quando um profissional comete um erro ou não atinge as metas, normalmente ele fica com raiva de si mesmo, e certamente, se mobilizará para uma melhoria contínua. O profissional com liberdade emocional fundamenta-se em um raciocínio sadio e correto, sem interferências de irracionalidades, para avaliar cognitivamente sua própria percepção do evento provocativo, concluindo se a raiva é justa, útil e necessária. Assim poderá escolher o sentimento e comportamento mais adequado à situação. Profissionais que não têm maturidade emocional, normalmente protegem-se detrás de comportamentos defensivos, são presas mais fáceis da raiva e a expressam para dentro, engolindo-a, ou para fora, liberando-a com agressividade. Na empresa, esses profissionais criam estratégias de ataque e defesa para competir, influenciar, justificar seus erros, que são comportamentos atravancadores dos processos de trabalho e da carreira profissional.


RH - É viável ou possível tentar reprimir a raiva no ambiente organizacional?

Vera Martins - Possível é, mas viável, não. Aliás, muitos profissionais confundem o processo do controle da raiva. O bom é administrar a raiva e não reprimi-la. Lembre-se que a raiva é energia e força que estimula à ação, e ao reprimi-la, essa energia fica retida dentro do organismo causando transtornos à saúde. Raiva que se perpetua, pode transformar-se em mágoa, rancor e ser resolvida através da vingança. É uma boa estratégia para disseminar o vírus da raiva no ambiente de trabalho e estimular o boicote nas relações interpessoais e nos processos de trabalho.


RH - Em sua obra, a Sra. enfatiza muito a presença dos modelos mentais. Qual a importância desses em relação à disseminação e ao controle da raiva?

Vera Martins - Ter um modelo mental positivo, moldado por crenças racionais, realistas e otimistas é condição para o sucesso profissional e para uma boa administração das emoções, estimulando bons pensamentos, bons sentimentos e, consequentemente, bons comportamentos no ambiente de trabalho. Porém, além das crenças e dos valores úteis para nossa vida, aprendemos algumas crenças disfuncionais e valores carregados de mitos controladores de nosso comportamento que, sem revisão constante, podem atrapalhar nosso emocional e impulsionar os gatilhos da raiva. Quer um exemplo? "É feio sentir raiva e quem a manifesta é fraco e descontrolado." O profissional que possui essa crença irracional em seu modelo mental certamente tentará, de todas as formas, reprimir sua raiva todo o tempo. E já sabemos o resultado, em algum momento essa energia sairá sem controle, expondo a vulnerabilidade do profissional descontrolado.


RH - Que estratégias defensivas podem ser usadas no dia-a-dia, para que a raiva não comprometa o clima organizacional?

Vera Martins - Você pode cuidar do cérebro e estimular o bom funcionamento do organismo fazendo ações responsáveis que ativa o sistema cardiovascular, aumentam a frequência cardíaca, irrigam os órgãos internos e oxigenam o sangue. Podemos tomar como exemplos: relaxamento, meditação, alongamento, caminhada, respiração diafragmática, diversão, boas companhias e boa alimentação. Se desejarmos mudar as emoções que nos trazem sofrimento, devemos mudar a forma de pensar, as crenças e as pressuposições disfuncionais ou ainda promover a ressignificação dos acontecimentos passados, usando técnicas como: exercício do perdão, de gratificação, distanciamento emocional, reestruturação cognitiva, visualização positiva, reforço emocional positivo, autoafirmação e assertividade.


RH - Como e por quem essas defensivas devem ser conduzidas na prática?

Vera Martins - O condutor da administração da raiva deve ser o nosso córtex cerebral, área do cérebro que é a morada do pensamento e contém os centros que reúnem e compreendem o que os sentidos audição, visão, fala, olfato e tato percebem. É através do córtex cerebral que: criamos estratégias e planejamos em longo prazo; analisamos os custos e os benefícios de situações que vivemos e escolhemos o que queremos; analisamos nossos próprios sentimentos, nossas crenças e comportamentos e, finalmente, modificamos nossas ações indesejáveis. Assim a recomendação é: ponha o cérebro a seu serviço, use-o em sintonia com o sistema límbico, responsável pelas emoções e reptiliano, responsável pela defesa.
RH - No último capítulo do seu livro, a Sra. cita a importância de se elaborar um plano de ação para que a maturidade emocional seja desenvolvida e estimulada. Qual a relação da maturidade emocional entre a raiva no meio corporativo?

Vera Martins - Como já abordamos, a raiva mal-resolvida atrofia o emocional e impede o autodesenvolvimento emocional e isso não é nada bom para o meio corporativo. O profissional maduro adquire domínio de suas emoções, se torna bem resolvido, sente-se livre para expressar seus sentimentos, corre riscos e assume responsabilidade por suas escolhas e atos. Tem tendência a sentir raiva de forma construtiva, indignando-se com as injustiças, crueldades e mentiras, tendo o seguinte pensamento: "O que eu posso fazer para mudar a situação?". Possui autoconhecimento e por isso, conhece e aceita suas fortalezas e suas fragilidades. Este perfil de profissional maduro contribui positivamente no meio corporativo, não deixa pendências emocionais mal-resolvidas, possui uma comunicação direta, objetiva, respeitosa e focada em resultados, atua eficazmente nos conflitos e estabelece parcerias exemplares. Provavelmente este é o perfil que toda empresa quer ter.


RH - Qual o papel do profissional de RH diante do contexto raiva versus clima organizacional?Vera Martins - A empresa pode e deve criar um ambiente de trabalho propício à liberdade de expressão responsável tanto da emoção negativa quanto da positiva. Assim, ajudará seu profissional a não reprimir a raiva e sim a resolvê-la, deixando-o livre emocionalmente para criar e dar resultados. O papel do RH é criar mecanismos de identificação dos gatilhos da raiva e promover ações de prevenção e correção quando os gatilhos são acionados. O RH deve semear no ambiente de trabalho, crenças e valores que estimulem a maturidade emocional dos colaboradores e principalmente, treinar a liderança no seu importante papel na gestão emocional da equipe, utilizando uma estratégia motivacional baseada na educação e na responsabilidade pela mudança e não na punição e recompensa.

Comece o ano com um currículo matador!

04 de janeiro de 2010 às 08:05

Por Fábio Bandeira de Mello - www.administradores.com.br

O ano de 2010 está começando e o primeiro trimestre é uma excelente oportunidade para aqueles que estão procurando um estágio ou que querem retornar ao mercado profissional. De acordo com a pesquisa Expectativa Líquida de Emprego realizada pela instituição Manpower Employment, aumentou em 10% a intenção das empresas de contratar no primeiro trimestre, comparado com o ano passado.
Para oportunidades em estágio, a Nube e o CIEE já anunciaram 78 mil vagas para esse período.Mas, com tantas oportunidades disponíveis, o que fazer para chamar a atenção da empresa e conquistar a tal sonhada vaga?Muitos especialistas afirmam que, nesse momento, o primeiro passo é elaborar um bom currículo. Colocar todas as informações acadêmicas e profissionais de forma organizada nessa apresentação inicial pode ser o grande diferencial para estimular o entrevistador a convidar o candidato a participar do processo seletivo.
Segundo Luiz Gustavo Coppola, superintendente de Atendimento do CIEE de São Paulo, as oportunidades se multiplicam nessa época e é importante está preparando para aproveitá-las.
"Esse é o momento ideal para o jovem conseguir uma oportunidade de complementar com a prática seu aprendizado teórico. Portanto, investir um tempo na preparação do currículo é fundamental para alcançar o resultado esperado", ressalta Coppola.
Já a gerente de treinamento do Nube, Carmen Alonso, alerta que um dos grandes problemas na busca da procura de um emprego é a falta da atualização e organização das informações no próprio currículo. “A cada 20 candidatos em um processo seletivo, pelo menos cinco estão com o currículo desatualizado. Isso é muito prejudicial para a imagem do profissional”.
Para criar um currículo “matador” e eficiente, a gerente enumera dez dicas preciosas sobre o que o mercado de trabalho valoriza. Confira!

1. Dados pessoais colocados no início facilitam a identificação do candidato. É desnecessário colocar número de documentos ou referências pessoais, exceto quando solicitado pela empresa.
2. Crie um e-mail profissional. Evite os do tipo gatinha@provedor.com.br
3. Objetivo - Indique somente uma área de interesse. Caso queira se candidatar a oportunidades de áreas diferentes, é recomendável ter mais de um currículo com objetivos distintos.
4. Qualificações - Lembre-se de que é um resumo. Destaque no máximo quatro principais qualificações adquiridas em experiências de trabalho formais e informais. Suas inúmeras habilidades poderão ser demonstradas ao longo do processo seletivo.
5. Formação Acadêmica - Ordene de sua atual ou última graduação para a primeira, obedecendo a sequência: Curso, Instituição de Ensino, Ano de conclusão ou ano de início e término. Coloque nível técnico ou ensino médio apenas quando for relacionado à formação atual ou área de interesse. O mesmo vale quando já tiver cursado mais de uma graduação.
6. Experiências Profissionais - Mencione o nome da empresa e o período em que atuou. Colocar informações sobre a empresa mostra que você se preocupou em contextualizar quem analisa o currículo.
7. Atividades realizadas - Descreva sua experiência de forma objetiva, sempre respondendo à sigla CAR (Contexto, Ação e Resultado).
8. Idiomas - Ao citar idiomas, detalhe seu nível de proficiência. Experiências de intercâmbio também são muito valorizadas.
9. Formação Complementar - Inclua os treinamentos e cursos já realizados, se tiverem afinidade com a futura área de atuação.
10. Atividades Complementares - Aproveite esse espaço para valorizar atividades exercidas por você no meio acadêmico e social.
Com essas informações, é possível elaborar um currículo conciso e atraente. "No entanto, o mais importante é ler bastante e se manter atualizado por meio de cursos, para fazer um bom trabalho também no processo seletivo", conclui Carmen.

Happy New Year!




terça-feira, dezembro 08, 2009

O QUE FAZER PARA AUMENTAR A PRODUTIVIDADE NO TRABALHO?

O que fazer para aumentar a produtividade no trabalho?

08 de dezembro de 2009 às 00:10

Por Fábio Bandeira de Mello - www.administradores.com.br

A cobrança por produtividade e melhores resultados, às vezes, é algo inevitável dentro da organização. A “era da informação”, junto com a competitividade do mercado, faz com que o profissional sempre tenha que mostrar elevado desempenho em suas atividades.

Conseguir administrar a rotina e aproveitar ao máximo as horas que trabalha pode, nesse momento, ser muito favorável para alcançar a performance esperada. Por isso, é fundamental que o profissional faça uma gestão do seu tempo e planeje as tarefas diárias. A partir do momento em que se começa a adotar um método para organizar o tempo, os resultados aparecem em um curto período. Anotar em cadernos, agendas, ou computador todas as atividades, pode ser extremamente útil para elevar o desempenho.

A má gestão do tempo disponível e o acúmulo de tarefas podem acarretar em desgastes, estresse, cansaço físico e psicológico, além de dificuldades de concentração.

O aumento da produtividade no trabalho também está diretamente relacionado com a vida pessoal. Dificuldade de relacionamento em casa e problemas relacionados à saúde são alguns fatores externos que podem prejudicar o profissional no trabalho.

Veja algumas dicas da Career Center, consultoria especializada em gestão estratégica de Recursos Humanos e Carreiras, sobre como administrar o tempo de forma a gerar disciplina e autocontrole:

Avalie o tempo necessário e estabeleça limites: Não trabalhe mais horas só porque não consegue ter o trabalho pronto. Estabeleça prazos para tarefas e informações. Aprenda a gerir o tempo e a usar as horas que dispõe da forma mais produtiva possível, depois vá para casa e descanse.

Estabeleça prioridades: Faça uma matriz de prioridades identificando a importância e urgência de cada atividade. Geralmente a tendência é a urgência se sobrepor à importância. Acontecimentos urgentes sempre têm vínculo com prioridades e prazos de outras pessoas. Enfoque coerentemente suas prioridades.

Planeje o seu dia: Antes de sair planeje o seu próximo dia de trabalho. Você terá uma excelente sensação de estar com as coisas controladas. Siga seu planejamento, com flexibilidade.

Não trabalhe mais horas do que os outros: Preocupe-se em mostrar resultados no período de trabalho. Você terá o reconhecimento do seu chefe como uma pessoa que age rapidamente e entrega os resultados que a empresa necessita, não perdendo tempo com coisas insignificantes.

Cheque diariamente seus resultados: Inicie, vença as tarefas e conclua o dia positivamente.

Delegue tarefas: Não deixe de delegar as atividades. Tenha clareza na comunicação e certifique-se de que foi entendido no que delegou.

Tome nota: Sempre anote todas as suas atividades diárias. Tenha uma agenda e, se possível, auxílio da secretária.

Tenha disciplina: Aprenda a dizer não em certas situações. Utilize o telefone sem exageros e evite interrupções durante reuniões.

Tenha objetividade: Em todas as circunstâncias, como em reuniões, telefonemas e emails. Estabeleça uma comunicação breve e objetiva (oral e escrita).

Se organize: Evite o acúmulo de papéis, organize sua mesa de trabalho.

Respeite seu relógio biológico: Permita-se momentos de lazer. Estabeleça tempo para atividades isoladas, como elaborar ideias.

A gestão do tempo é considerada um paradoxo, pois sabemos que não é possível gerir o tempo, mas é possível nos gerenciar. O autogerenciamento requer planejamento e disciplina.

Pessoas cansadas, estressadas no trabalho e de difícil convívio, negligenciam as próprias atividades, abusam do limite do corpo e da mente, desprezam férias e não se preocupam com a qualidade de vida. Acabam cometendo erros por falta de atenção, bloqueiam inovações por falta de visão, além de criarem um clima de tensão que dificulta o trabalho conjunto.

segunda-feira, novembro 23, 2009

Como o Coaching Funciona

Espero que o video abaixo possa auxilia-los a entender como funciona o Processo de Coaching. Como é o meu trabalho enquanto Coach de um executivo, ou líder e como é o papel do Coachee, o cliente que está passando pelo processo de Coaching.

Meu próximo curso será nos dias 04 e 05/12/2009 sobre Coaching de Equipes, e é um curso novo, totalmente desenvolvido e formatado para atender os pedidos de clientes que participaram do curso de Iniciação ao Coaching, e que queriam aprender como aplicaar o Coaching na prática com suas equipes.

quarta-feira, novembro 18, 2009

FAMÍLIA É ESSENCIAL

Família é essencial
(Valquíria Menegaldo*)

A família é a base para o desenvolvimento integral de toda a criança. E não poderia ser diferente quando algum problema afeta o processo de aprendizagem, seja físico, emocional ou social. A participação dos pais é tão importante quanto o trabalho dos profissionais que vão ajudar a criança a vencer as suas dificuldades no ensino.

É na família que se dá os ensinamentos iniciais, preparando a criança para ingressar no convívio social por meio da escola. A partir dos primeiros anos de vida é possível identificar aspectos do comportamento infantil que sinalizam um descompasso no desenvolvimento. No entanto, muitas vezes os pais costumam ignorar certos sinais, seja por medo, preconceito ou pura falta de informação.

Dificuldades para andar, manusear objetos ou até mesmo se vestir são sinalizadores importantes e cabe à família estar atenta para identificá-los e buscar os meios para obter um diagnóstico preciso para o tratamento. E a questão financeira não deve ser obstáculo, pois há atendimento interdisciplinar disponível na rede pública. Basta iniciativa.

Certos problemas não podem ser ignorados em detrimento de outras habilidades desenvolvidas com facilidade pela criança. Não é porque o filho sabe muito bem navegar na internet ou falar que a recorrente dificuldade para andar de bicicleta, por exemplo, deva ser encarada como algo corriqueiro. Pelo contrário, é preciso garantir o seu desenvolvimento global, objetivando sua total autonomia no futuro.

Ainda há pais que resistem ao problema justificando que o filho não tem em casa o mesmo comportamento relatado pelo professor na escola, chegando até subestimar as orientações e indicações dadas pelo profissional do ensino.
Mais que identificar, aceitar a situação de forma consciente é o primeiro passo que os pais vão dar na busca por soluções. É muito comum pais tentarem esconder o problema de desenvolvimento identificado no filho com receio do julgamento das pessoas, o que adia ainda mais o problema e pode gerar reflexos irreversíveis na adolescência e na fase adulta.

Identificar as causas de um problema de aprendizado é um trabalho multidisciplinar, que vai desde um diagnóstico físico, por meio de um neurologista ou psiquiatra, até a estimulação da criança para o aprendizado por parte de profissionais da psicologia, da psicopedagogia e da fonoaudiologia, conforme as necessidades de cada caso. E este é outro processo onde a participação da família é fundamental. Há pais que interrompem o trabalho de estimulação, levando a criança para apenas uma ou duas sessões.

Para os filhos, a família é como uma casa. Os pais são o alicerce de suas crianças e uma fundação mal feita deixará as paredes menos resistentes. Uma criança estimulada no aprendizado tem muito mais de oportunidades para alcançar sua autonomia por meio do ensino.

*Valquíria Menegaldo é psicopedagoga em São José do Rio Preto.
valquiria@sauderp.com

quinta-feira, novembro 12, 2009

CURSO - COACHING DE EQUIPES : UMA FERRAMENTA PARA GERIR EQUIPES COM EFICÁCIA


Officina do Coach -
4 e 5/12/2009


Cada vez mais, o ambiente corporativo compreende que é preciso se adaptar a novas realidades e isso, por sua vez, exige uma participação efetiva dos gestores. Afinal são as lideranças que estão à frente das ações que levarão as equipes a apresentarem uma performance compatível às necessidades do negócio.

Existe uma ferramenta que mostra as estratégicas que os líderes podem adotar no cotidiano junto aos liderados com uma metodologia que já se solidificou no mercado e a cada dia ganha o reconhecimento de muitos profissionais que atuam diretamente com equipes. Trata-se do coaching - um processo estruturado que auxilia as pessoas a alcançarem suas metas pessoais, na carreira, em empreendimentos e, inclusive, nas empresas.

O curso Coaching de Equipes: uma ferramenta para gerir equipes com eficácia
tem como objetivo transmitir ao Líder ferramentas de coaching para:

1. Descobrir as expectativas da Equipe,
2. Traçar com a equipe objetivos e resultados a serem alcançados,
3. Responsabilidades da equipe e seus respectivos membros,
4. Regras de convivência, direitos e deveres,
5. Análise dos fatores facilitadores e dificultadores do trabalho coletivo,
6. Alternativas para elevar a performance.
7. Sigilo no processo de Coaching
8. Papel do Coach, da Equipe e de cada um dos seus Membros.

Os participantes do Curso terão acesso aos seguintes materiais:

o Exercícios de auto-aplicação, com comentários da facilitadora e Coach Ada Maria de Assis e Silva acerca dos resultados.
o Matérias com casos de sucesso em outras organizações.
o Entrevistas com especialistas sobre o tema.
o Vídeos relativos ao tema
o Apostila com conceitos básicos para referência.

DATA
: 04 e 05/12/2009 LOCAL: CCAA LAKE CENTER SALA17

HORÁRIO:
das 8h30 às 18h30 CARGA HORÁRIA: 16 horas

Investimento: R$ 600,00 (seiscentos reais) em 5 x 120,00 (Cento e vinte reais)
ou à vista R$ 540,00 (Quinhentos e quarenta reais)

Consulte os valores para mais de 3 participantes ou para cursos in company
Incluído: 4 coffee breaks, uma apostila, certificado de conclusão

Facilitadora: Ada Maria de Assis e Silva
MBA Gestão de Negócios; Coach certificada e trainer credenciada pela Lambent do Brasil, Membro da International Coaching Community - ICC; Tradutora pela Unesp e Empresária do Setor de Educação há 29 anos com grande experiência em Gestão de Pessoas e Coaching de Equipes

Mais informações: http://www.officinadocoach.blogspot.com/ e pelos telefones 17 3234.6190 ou 17 81159082 ou email: officinadocoach@hotmail.com

quarta-feira, outubro 28, 2009

CERCA DE 85% DOS PROBLEMAS DAS EMPRESAS SÃO AS PESOAS

Cerca de 85% dos problemas das empresas são as pessoas

28 de outubro de 2009 às 00:10

Por Edson Rodriguez - www.administradores.com.br



Pessoas são sinônimo de problemas. Juntar um grupo para trabalhar em prol de determinado objetivo é reunir um monte de problemas potenciais. Quanto mais pessoas envolvidas, maior a possibilidade de ocorrerem problemas.

Não parece terrível imaginar que quanto mais dependermos de outras pessoas mais vulneráveis estaremos à ocorrência de problemas? No entanto, são elas, em muitos casos, o maior patrimônio da empresa.

Cerca de 85% dos problemas de uma organização, tanto internos como externos, estão relacionados com às pessoas. Os problemas externos aumentam sua capacidade de interferir negativamente na rotina, nos processos e no resultado quando os problemas internos solaparam previamente a confiança e o espírito de equipe dessas pessoas.

Sendo assim, a grande maioria das dificuldades pelas quais uma empresa passa está relacionada com aspectos internos.
Vejamos:

Caso A - Uma empresa tem dificuldades em sobreviver. Está cortando pessoal, os salários estão atrasados e o moral está baixo. O problema foi que um grande cliente (um dos três clientes cativos que ela possuía) de repente cancelou o contrato. Como resultado, a empresa diminuiu a produção pela metade.
Marque sua opção. A origem do problema está:
( ) no cliente, que sem avisar, cancelou os pedidos deixandoo pessoal da empresa na mão;
( ) no mercado, que tem poucos clientes;
( ) na concorrência, que avançou em cima do cliente e deveter oferecido outras vantagens;
( ) na própria empresa, por depender de apenas três clientese não ter um plano alternativo.

Marcou sua opção? Ótimo! Antes de vermos o resultado, mais uma situação.

Caso B - Uma empresa está em dificuldades porque os clientes passaram a reclamar de seu sistema de entregas. Os clientes agora alegam que “demora muito”. Mas o sistema sempre funcionou e continua funcionando eficientemente.
O problema está:
( ) nos clientes, que estão fazendo exigências descabidas, afinal reclamar de algo que sempre funcionou bem e continua funcionando do mesmo jeito não faz sentido;
( ) na concorrência, que está se valendo de outros meios para tirar os clientes da empresa e prometendo coisas que provavelmente não vão cumprir;
( ) no mercado, que está se prostituindo por causa do just in time e não quer saber de fazer estoques reguladores, quer tudo para ontem, atrapalhando a qualidade da produção e da entrega;
( ) na própria empresa, porque não acompanhou as mudanças do mercado, que se torna cada vez mais rápido e ágil.

Marcou essa também? Muito bom, então vamos ver agora o resultado.

Caso A - A origem do problema está na própria empresa, é claro! Pois o que o cliente fez foi exercer o direito de cancelar seus pedidos. Pode haver muitos motivos, isso não importa. O que realmente importa no caso é que a empresa se tornou vulnerável a esse tipo de coisa no momento em que estagnou em uma situação aparentemente confortável de ser fornecedora de poucos e certos clientes. Isso se chama “colocar todos os ovos em um cesto só”.

Vamos agora ao segundo exemplo.
Caso B - O problema é (você já deve ter adivinhado) a própria empresa novamente. Porque continua fazendo as coisas do mesmo jeito, sem perceber que o mundo a sua volta muda constantemente. Os prazos que anos atrás eram bons são muito longos para os dias de hoje. Estoques reguladores são cada vez menores e às vezes nem existem, para isso para baratear custos e maximizar processos, diminuindo movimentações e armazenamento de matérias-primas e componentes. Ademais, um conceito para lá de equivocado é considerar que uma coisa é boa porque sempre foi desse jeito. Um processo não é obrigatoriamente bom hoje por ter sido assim no passado. As coisas mudam!

A inovação constante (você mesmo deve tornar obsoleto seu produto antes que o concorrente o faça), a busca por novas formas mais eficazes de fazer as coisas, o antecipar-se às necessidades, tudo isso deve fazer parte constante da preocupação de uma empresa, porque no mundo dos negócios não há espaço para acomodação, aliás, nunca houve. Além disso, em nossos dias as coisas andam muito mais depressa, mudam cada vez mais rapidamente, e uma empresa precisa andar à frente para ser campeã, ou pelo menos necessita emparelhar-se com os outros para continuar existindo. Isso significa gerenciar pessoas, porque mesmo significando 85% dos problemas, elas significam, de um jeito ou de outro, 100% das soluções.

Edson Rodriguez é consultor em Gestão de Pessoas e Orientação Profissional, coacher gerencial e e Vice Presidente da Thomas Brasil (http://www.thomasbrasil.com.br/). Autor dos livros “Conseguindo Resultados através de Pessoas”, “Futebol para Executivos” e “Por que alguns vendedores vendem mais que os outros?”.

segunda-feira, outubro 19, 2009

'Anusha' vai participar de festa de halloween em Rio Preto

Diarioweb - Leda Nascimento

COPA DO MUNDO EM 2014 E OLÍMPIADAS EM 2016! E AGORA BRASILEIROS?

O Brasil conquistou mais uma oportunidade de crescimento e destaque internacional com o anúncio das Olimpíadas 2016 no Rio de Janeiro.
Passada a euforia das comemorações, a Cidade Maravilhosa e o Brasil devem atentar para desafios. O COI apontou três itens vitais nos quais o Rio está deficiente: segurança, transporte e hotelaria. E não somente o Rio de Janeiro, mas todo o Brasil é carente não somente nestas áreas, mas em muitas outras como segurança, saúde e capacitação profissional.

O investimento em infra-estrutura esconde uma prioridade para a organização da Copa e dos Jogos Olímpicos: o recebimento dos turistas. Devemos nos lembrar que o volume de visitantes será inédito durante os dois eventos, e que falta capacitação para os trabalhadores das áreas afins. O Rio de Janeiro e todo o Brasil vão precisar de investimento maciço não só na infra-estrutura, mas também no desenvolvimento profissional dos funcionários para receber as delegações e os visitantes, e todos os envolvidos na construção destes dois grandes eventos que começarão a viver ou visitar o Brasil a partir de agora até 2016.

É preciso capacitar os brasileiros para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, formando profissionais que poderão ser utilizados nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Os empresários e colaboradores das áreas de hotelaria, gastronomia, segurança, saúde, comércio, transporte, turismo e educação devem voltar suas prioridades para a aquisição de novas competências que assegurarão que seus negócios e carreiras serão alavancados por estas oportunidades na próxima década, atuando de forma mais competitiva no mercado.

É fundamental melhorar a qualidade das pessoas que vão recepcionar os turistas e atletas. Falar inglês e espanhol será imprescindível para profissionalizar e ter sucesso nesta área, deixando de acreditar que somente nossa fórmula caseira de gente hospitaleira e solidária será um diferencial.

Mas, por trás destes receptivos, as empresas deverão investir na profissionalização de suas equipes, para desenvolver processos eficazes que tragam vendas efetivas e lucros reais. Assim, o desenvolvimento de líderes que possam coordenar e orientar os colaboradores a mapear as competências que lhes faltam para atingir excelência de produtividade, criatividade e bons relacionamentos, será fundamental.
O Brasil tem o potencial para ser o maior destino turístico do planeta e uma das maiores economias do mundo. A capacitação dos recursos humanos de uma empresa é o único meio eficaz de trazer melhorias, desenvolver a cultura, transformar pessoas, trazer riqueza e melhorar a qualidade de vida.

Para não perder o bonde de prosperidade da próxima década fica aqui uma reflexão:

Empresários (as): avaliem suas equipes, busquem novas competências e desenvolvam seus colaboradores.
Colaboradores e profissionais autônomos: avaliem seu desempenho, descubram seus pontos fortes e fracos e se desenvolvam pessoal e profissionalmente.

O Fracasso do Rio é o fracasso do Brasil - Sérgio Malbergier - Black Hawk Down, Rio 2009 - 19/10/2009

Folha Online - Sérgio Malbergier - Black Hawk Down, Rio 2009 - 19/10/2009

domingo, outubro 04, 2009

Questões para lá de delicadas

Questões para lá de delicadas
O fanático político, o preterido na promoção, o ex-empregado vingativo — como lidar com estes e outros tipos da fauna corporativa

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sexta-feira, outubro 02, 2009

VIROU CHEFE? SAIBA O QUE FAZER

Virou chefe? Saiba o que fazer
Dois dos maiores especialistas de carreira do Brasil lançam um livro em que dão dicas para profissionais que vão liderar pessoas pela primeira vez na vida.



No Brasil, há pouquíssimas pessoas tão gabaritadas para falar de carreira, liderança e, principalmente, de responsabilidade e ética de executivos quanto a dupla Luiz Carlos Cabrera e Luiz Edmundo Rosa. Um dos headhunters mais respeitados do país, Cabrera é sócio-fundador da Amrop-Panelli Motta Cabrera e professor da Fundação Getulio Vargas em São Paulo.


Luiz Edmundo foi executivo de RH da Odebrecht e do Banco Nacional e, após mais de uma década na Accor, mudou-se no ano passado para o grupo educacional Anima, onde é vice-presidente de desenvolvimento humano e sustentabilidade. Luiz Edmundo também é diretorgeral do Congresso Nacional de Recursos Humanos (Conarh). A dupla se juntou para escrever um livro de dicas dirigido ao profissional que assume pela primeira vez o cargo de gestor e precisa aprender a lidar com pessoas: Se eu fosse você, o que eu faria como gestor de pessoas - Editora Campus/Elsevier


Um detalhe: mesmo com todo esse currículo, antes de escrever o livro, resolveram reunir um grupo de novos gestores para ouvir o que eles tinham a dizer. “Tínhamos o receio de estar um pouco distantes desse público”, diz Cabrera. Como primeira lição, fi ca aí a humildade. As demais você lê na entrevista a seguir.


O que esses encontros com jovens gestores revelaram para vocês?


LUIZ CABRERA: Apareceram coisas novas para nós. Nos surpreendeu o preconceito. Por exemplo, um jovem nos disse que antes de se tornar gestor era um sujeito que sempre chegava sorridente ao trabalho e que ao assumir o cargo de chefe precisava fazer uma cara fechada. Outro dizia que não podia ter as mesmas conversas que tinha com amigos de trabalho porque havia virado gestor. Eles querem saber qual deve ser seu novo comportamento.


LUIZ EDMUNDO ROSA: A passagem do profi ssional ao cargo de gestor é muito descuidada por todos os lados. Pela empresa, que deveria ser a maior responsável por isso, pela escola, que não prepara a pessoa para assumir esse papel. As pessoas são jogadas.


Por que a chegada ao cargo de gestor é um momento tão marcante na carreira?


CABRERA: É nesse momento que o profi ssional se diferencia pela primeira vez. Se diferencia por ter sido escolhido, por ter subordinados, por ser responsável por resultados. A partir desse ponto começa uma nova carreira como gestor.


Quais são as principais dúvidas que surgem na cabeça do novo gestor?


CABRERA: Uma delas é a importância e o signifi cado de formar alianças e parcerias com chefes, pares e equipe. Existe um ranço de que, ao assumir um cargo de gestor, você sabe tudo. O profi ssional fi ca morrendo de medo de não saber responder à primeira pergunta que fi zerem a ele. E nós dizemos no livro que é ele quem deve fazer as perguntas. O processo de quem assume a função de gestor é um processo de perguntar, não de ter as respostas. Essa obrigação de saber tudo vem de um tempo em que os acontecimentos no trabalho se repetiam. Hoje, parte das coisas se repete, mas outra parte é inédita. Você não tem a obrigação de saber. Mas tem a obrigação de perguntar.


LUIZ EDMUNDO: O profi ssional precisa perguntar muito porque o maior risco que ele corre é trabalhar com pressupostos. Ele pressupõe o que o chefe quer dele sem que ele discuta, pressupõe o que a equipe espera dele sem que ele negocie e pressupõe o que os pares acham dele sem que ele se esforce para descobrir. A gente propõe um roteiro de perguntas que o profi ssional precisa fazer para o chefe antes de assumir o cargo. A primeira delas, que muita gente não faz, é: “Por que você me escolheu?”. Você tem que entender as expectativas do chefe.


Quais são os erros mais comuns que os novos gestores cometem?


LUIZ EDMUNDO: Eles falham ao não estabelecer quando vão ocorrer os momentos de diálogo com o chefe. Quando o gestor não faz isso, as coisas vão aparecendo no dia a dia de forma esporádica.


CABRERA: Criar essa agenda de relacionamento com o chefe é um dever do profi ssional. Ele não deve esperar que o chefe faça isso. Ele deve sair da inércia de achar que o chefe sabe o que faz. O profi ssional não pode fi car esperando que o conhecimento da gestão esteja instalado na empresa.


LUIZ EDMUNDO: Na hora que o sujeito vira gestor, ele não pode deixar de incluir na negociação a vida pessoal e a remuneração. Parece óbvio, mas muita gente deixa de falar nessas coisas. E aí fica sem saber se o chefe acha bom que ele faça um MBA ou não. Fica sem saber quando receberá um aumento. Nossa sugestão é que ele faça perguntas abertas. Por exemplo: “O que mudará na minha remuneração?”. Aí o chefe vai dar uma explicação. Isso é estabelecer um relacionamento profi ssional.


Será que um profissional recém-empossado no cargo de gestor tem esse poder de barganha com o chefe e a organização?


CABRERA: A gente sugere que o profi ssional vá montando sua infl uência. Antes de conversar com o chefe, vá costurando com os pares, com a equipe. Aí quando você chega para falar com o chefe, já traz o alinhamento de todos. Quer dizer, o profi ssional vai procurando no coletivo uma força para sustentar suas colocações.


LUIZ EDMUNDO: O gestor não pode ser inocente. Ele não pode fi car inibido de fazer perguntas por achar que não vai agradar. Ele não pode achar que tocar no assunto remuneração é indelicado. No fundo, quem não dá valor a si mesmo não vai ter valor.


Como o gestor adquire maturidade?


LUIZ EDMUNDO: Uma boa dica é a seguinte: o fato de ter sido promovido a gestor não quer dizer que a pessoa conquistou essa posição. Há um período de iniciação em que ele tem de ser aceito pelos próprios pares, além da própria equipe. Ele precisa se preparar para passar por essa fase.


Como o profissional se prepara para essa transição?


LUIZ EDMUNDO: Ele deve ser ele mesmo. Ser franco, objetivo, não empobrecer as relações. Como fazer isso? Se preparando para os contatos com as outras pessoas. Para ir a uma reunião, tem de estudar antes, planejar o que dizer. É preciso fazer com que os poucos momentos de contato sejam ricos. Isso não ocorre necessariamente com espontaneidade, exige preparação.


O que muda na relação com a empresa?


CABRERA: A partir do momento em que se torna gestor, o profissional precisa entender o negócio. Antes de ser promovido, isso não é necessário. Mas, como gestor, ele precisa saber bem os objetivos para ser capaz de dizer para a equipe o que é preciso fazer.


LUIZ EDMUNDO: Nesse ponto, o novo gestor precisa aprender também que, pela primeira vez, ele terá de separar fatos de opi niões para decidir. Ele precisa aprender a ouvir os diversos lados envolvidos e entender o que é fato e o que é mera opinião. A partir daí, ele deve decidir em cima de fatos.


"O gestor não pode trabalhar com pressupostos. Ele tem de entender o que esperam dele"Luiz Edmundo Rosa
Revista Você S.A. - Edição 0135

sexta-feira, setembro 25, 2009

O Coaching

O Coaching

A gente não se liberta de um hábito atirando-o pela janela: é preciso fazê-lo descer a escada, degrau por degrau. Mark Twain

Como toda moda, o coaching tomou conta do mercado de RH e legiões de “consultores” que não tinham habilidade para cuidar de suas próprias carreiras transformaram-se, de um momento para outro, em competentes palpiteiros nas carreiras e na vida profissional dos outros.

É normal encontrar palpiteiros com pouca vivência pessoal e nenhuma experiência profissional significativa, apregoando e oferecendo seus serviços. Ao cruzar com estas criaturas, imagino como uma pessoa que não tem discernimento nem para se comportar adequadamente numa reunião, não conhece um mínimo de vocabulário corporativo e não está atualizada em relação a práticas razoavelmente modernas de gestão corporativa nem sobre os movimentos do mercado de trabalho (o que é isso?), pode achar que está pronta para orientar outros profissionais. A falta de autoestima é um problema, o excesso também.

Além do modelo básico com a configuração acima, encontramos no mercado outro modelo, não menos perigoso: o profissional maduro, que viu nesta moda uma oportunidade e decidiu embarcar nela, sem maiores cuidados. Lamentavelmente, apesar da experiência, este profissional não se preparou para este trabalho e optou por uma abordagem na base da “tentativa e erro”, infelizmente, com mais erros que tentativas na louvável ideia de usar de sua experiência em benefício (ou prejuízo) dos outros.

Porém, nem tudo está perdido, pois há também bons profissionais nesta área. Pessoas que, com base em forte preparação e uma rica experiência profissional, tem realmente condições de orientar e aconselhar, permitindo assim que promissoras carreiras virem realidade e que os problemas corporativos sejam visto na sua real dimensão e, principalmente, resolvidos.

Mas, afinal de contas, o Coaching vale realmente à pena?

A resposta é sim. Desde que realizado por um profissional competente, está será uma experiência muito válida e rica, pois o envolvido terá a possibilidade de, finalmente, conhecer e analisar sua carreira e seu perfil de uma forma estruturada e didática.

O resultado será a percepção de seus (reais) pontos fortes (veja, você é melhor do que imaginava!) e dos seus pontos de melhoria, aqueles que você conhece, mas que normalmente esconde embaixo do tapete, achando que ninguém mais vai perceber. Mãos à obra!

http://www.wengamen.com/artigos/o-coaching.php